Requerimento em frio, dinâmica e heterogeneidade de dormência de gemas em ramos de Salix x rubens cultivado em Lages, SC.

Tássio Dresch Rech, Flávio Zanette, Dieter Brandes, Cassandro Amarante, Sandra Regina Cabel

Resumo


A intensidade de dormência e o requerimento em frio do vimeiro (Salix x rubens Shrank) foram avaliados pelo método de estacas de gema isolada. As observações foram realizadas em ramos coletados em Lages, SC, a intervalos regulares de 21 dias, de 29/03/2004 a 2/08/2004. A brotação de gemas dos segmentos basal, mediano e distal de ramos do ano foi avaliada na ausência ou após suplementação de frio (500 ou de 1000 horas a 5 ± 3ºC). A brotação de gemas foi avaliada nos estádios: a) gemas inchadas; b) início da abertura das gemas; c) broto alongado e; d) broto alongado com folha aberta. A intensidade de dormência das gemas foi crescente da base para a ponta dos ramos e foi máxima em 10 de maio, para todas as regiões do ramo. O tratamento com 500 horas de frio foi efetivo em reduzir o tempo para a brotação, em todas as épocas e posições das gemas no ramo. A avaliação até o aparecimento de folhas abertas foi importante para identificar a real capacidade de brotação das gemas.


Palavras-chave


vime; brotação; endodormência; teste de estacas

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DOI: http://dx.doi.org/10.5902/198050981924

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