Desenvolvimento de pó revelador para a técnica de empoamento a partir do Hibiscus rosa-sinensis L.
DOI:
https://doi.org/10.5902/2179460X85634Palavras-chave:
Perícia, Datiloscopia criminal, Impressões digitais, Impressões sebáceasResumo
Em virtude do baixo índice de crimes solucionados no Brasil, surge a necessidade de desenvolver e/ou potencializar técnicas que possibilitem a resolução do crime, identificação e responsabilização do culpado. Dentro desse contexto, na datiloscopia criminal, se enquadra a técnica de empoamento – técnica mais utilizada para a revelação de impressões digitais latentes presentes em cenas de crime. No entanto, a técnica trabalha com substâncias tóxicas, preços elevados e limitações em determinadas superfícies. Dessa forma, o objetivo principal do trabalho é desenvolver um pó revelador de origem natural a partir do Hibiscus rosa-sinensis L. que possa ser utilizado nos exames periciais corrigindo os problemas dos pós reveladores atuais. O pó revelador foi produzido a partir da trituração da espécie utilizada até que apresentasse um tamanho adequado de partículas. Em seguida, foi aplicado em superfícies de vidro, plástico e metal para analisar a sua eficácia em identificar impressões digitais latentes naturais e sebáceas em curto e a longo prazo. O pó revelador foi totalmente eficiente na superfície de metal, identificando todas as impressões digitais e seus pontos característicos, porém, para a superfície de vidro, apresentou resultados satisfatórios apenas para as impressões sebáceas. Já para a superfície de plástico, o pó revelador não foi tão eficaz. Com isso, pode-se concluir que o pó revelador produzido foi totalmente eficaz em superfícies de metal, parcialmente eficaz em superfícies de vidro e não foi eficaz em superfícies de plástico.
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