J.-K. Huysmans leitor de Schopenhauer? Negação da vontade e metafísica do belo no romance En Route

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DOI:

https://doi.org/10.5902/2179378695054

Palavras-chave:

Huysmans, Schopenhauer, Ascese, Negação da vontade, Metafísica do belo

Resumo

O romance En Route (1895), de Joris-Karl Huysmans narra o itinerário espiritual de Durtal, personagem frequentemente identificado como alter ego do autor, em direção à fé católica, como um processo ascético e reflexivo, marcado pela contemplação estética de manifestações artísticas medievais, pela reclusão monástica e pela progressiva adesão a uma ética de renúncia e penitência. Em determinado momento da narrativa, Huysmans, por meio da voz de Durtal, reconhece explicitamente a influência da filosofia de Arthur Schopenhauer, filósofo pelo qual declaradamente se interessara em sua juventude. Partindo dessa admissão, o presente ensaio investiga em que medida elementos centrais da filosofia schopenhaueriana, especialmente sua ética, a metafísica do belo e a doutrina da negação da vontade, estão presentes na obra do escritor francês.

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Biografia do Autor

André Pascoal da Silva, Universidade de São Paulo

Doutor em Filosofia e Teoria Geral do Direito na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.

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Publicado

2026-07-03

Como Citar

Silva, A. P. da. (2026). J.-K. Huysmans leitor de Schopenhauer? Negação da vontade e metafísica do belo no romance En Route. Voluntas: Revista Internacional De Filosofia, 17(1), e95054. https://doi.org/10.5902/2179378695054

Edição

Seção

Estudos Schopenhauerianos (Fluxo Contínuo)