Pessimismo crítico, progresso e regressão social: o déficit schopenhaueriano da teoria crítica
DOI:
https://doi.org/10.5902/2179378695031Palavras-chave:
Pessimismo crítico, Teoria crítica, Progresso, Regressão social, Schopenhauer, HorkheimerResumo
Ao contrário dos fundadores da Escola de Frankfurt – especialmente Horkheimer e Adorno –, a maioria dos representantes contemporâneos da teoria crítica tende a negligenciar Schopenhauer e o potencial crítico e emancipatório de seu pessimismo inconformista e antifinalista. Essa negligência não conteria implicitamente um elemento importante para a compreensão do que hoje se chama de “esgotamento da teoria crítica”, particularmente quando se trata de diagnósticos da atualidade referentes a regressão política e social? O objetivo deste artigo é desenvolver algumas considerações preliminares sobre possíveis diálogos entre premissas da filosofia schopenhaueriana e da teoria crítica contemporânea, especialmente algumas de Rahel Jaeggi em seu livro mais recente, Fortschritt und Regression (2023). Em conclusão, o artigo argumenta que, de maneira semelhante às propostas de Amy Allen e Rahel Jaeggi que propõem, respectivamente, um retorno a Foucault e Adorno, e a Benjamin e Adorno, um retorno ainda inexplorado a Horkheimer e Schopenhauer poderia contribuir com a teoria crítica frente a seus desafios atuais.
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