O problema da quarta motivação no âmbito ascético

Felipe Cardoso Martins Lima

Resumo


Pretende-se apresentar neste artigo uma análise da noção de liberdade a partir da filosofia de Schopenhauer. Objetiva-se, por um lado, comentar a ideia de uma liberdade consciente no fenômeno, na qual são enaltecidos os aspectos do conhecimento do todo da vida, e, por outro, ressaltar a presença de uma Besonnenheit der Vernunft, anunciada por Schopenhauer como um meio termo entre conhecimento intuitivo e abstrato. Propõe-se, então, debater essa noção, uma vez que, embora tal Besonnenheit der Vernunft se dê no âmbito místico, serão demonstradas algumas possibilidades interpretativas, das quais se sobressalta a impossibilidade da liberdade no âmbito fenomênico, seja na esfera negativa (asceta), seja no horizonte afirmativo (conquistador de mundos). Assim, para alcançar o objetivo fundamental desse artigo, a investigação se fundamentará nos quadros principais do pensamento schopenhaueriano, a partir da análise rigorosa das três motivações das ações humanas e, em especial, de uma quarta motivação própria do asceta, apresentada no parágrafo 48 dos suplementos.

Palavras-chave


Vontade; Liberdade; Asceta

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.5902/2179378633956

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