A presença de Schopenhauer em "Assim falou Zaratustra": a propósito de uma carta

José Nicolao Julião

Resumo


O objetivo deste ensaio é o de mostrar que embora Nietzsche anunciasse, em uma carta de agosto de 1882, depois do final do Livro IV de a GC, que talvez à Schopenhauer nunca mais retornaria, em sua obra posterior, ZA, ele o elege, o profeta da compaixão, como o arqui inimigo que seu protagonista terá de combater ao longo da trama, pois em última instância é o sentimento de compaixão que Zaratustra terá de superar para se tornar aquilo que ele é.

Palavras-chave


Schopenhauer; Assim Falou Zaratustra; Compaixão

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DOI: http://dx.doi.org/10.5902/2179378633945

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