ORGANIZAÇÕES EM REDE E TEORIA DA ESTRUTURAÇÃO: O CASO DE UMA REDE COLABORATIVA EM FORMAÇÃO

Schirlei Stock Ramos, Debora Bobsin

Resumo


Este estudo de caso investigou as motivações para a formação de uma Rede Colaborativa, suas bases estruturantes, e as influências dessa Rede no contexto local, destacando o papel, na sociedade, das redes colaborativas como estratégias sociocriativas capazes de promover a Inovação Social (IS). A partir dessas reflexões, esta pesquisa destaca como a adoção de redes de colaboração influencia a IS?

A relevância deste estudo é abrir um espaço de reflexão multidisciplinar, articulando bases teóricas da Teoria da Estruturação (TE) e da IS. Buscou-se trazer para a centralidade do debate o papel dos agentes e dos processos sociocriativos no desenvolvimento local. Como resultado das discussões, emerge o poder de agência. Esse poder identificado na integração social da Rede, apresentou como pressupostos legitimadores construtos relacionados à memória, identidade e representação de elementos culturais intangíveis vinculados tanto a história cultural local quanto aos os objetivos finalísticos da Rede. É necessário ainda esclarecer que para a TE, lente teórica escolhida para as analises, o poder de agência não é experiência individual do ator, nem qualquer forma de totalidade social e sim “práticas sociais ordenadas no tempo e espaço” (GIDDENS,2009).  Sugere-se como estudos futuros a investigação sobre o nível de consciência desses agentes sobre o poder de agência que detêm, e de como essa apropriação teórico-empírica poderia influenciar o comportamento dos agentes para maximizar o desempenho da Rede em promover a IS.


Palavras-chave


Teoria da Estruturação; Inovação Social; Redes colaborativas; Desenvolvimento local; Economia criativa

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DOI: https://doi.org/10.5902/2317175832678



 

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