Forma, informe, formação: considerações sobre o saber morfológico em Georges Didi-Huberman

Carolina Anglada

Resumo


O teórico francês Georges Didi-Huberman desenvolve um campo lexical que atrela a ideia de imagem à forma, à plasticidade, ao ritmo e à força de sua aparição. Todo um vocabulário morfológico é desenvolvido a partir da observação tanto de espécies animais, como as falenas, quanto do reino vegetal, e mesmo de obras artísticas teoricamente destituídas de dinamismo, como as do minimalismo. Diante da extrema variabilidade de matérias sobre as quais a teoria didi-hubermaniana se detém, o presente artigo visa investigar as condições em que a noção de forma se apresenta como operador conceitual, de modo a compreender os outros paradigmas da arte que o crítico francês elabora, apoiado em uma reformulação do conceito. 


Palavras-chave


Georges Didi-Huberman; Forma; Morfologia

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DOI: https://doi.org/10.5902/1983734824666

 
 
 
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