As sensações para o ensino de formas geométricas na Educação Infantil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/1984644489489

Palavras-chave:

Sensações, Educação Infantil, Geometria

Resumo

Este artigo decorre de uma pesquisa de mestrado desenvolvida em uma escola pública do interior de São Paulo que analisou a organização de um jogo protagonizado pautado na Atividade Orientadora de Ensino (AOE) e na Teoria Histórico-Cultural. Por meio de um recorte das situações desencadeadoras de aprendizagem, objetivou-se investigar como o trabalho com as sensações pode contribuir para as relações das crianças com as formas geométricas na Educação Infantil. A investigação, de natureza qualitativa, utilizou como material empírico transcrições de vídeos, registros fotográficos e anotações realizadas durante as aulas. Os resultados trazem indícios de que a exploração sensorial envolveu as crianças na relação com os formatos, favorecendo a comparação de dimensões, a formulação de juízos e o desenvolvimento de interações mais complexas, que vão além da memorização dos contornos e das denominações. Conclui-se que o ensino pautado nos nexos internos, no que diz respeito ao trabalho pedagógico com as sensações, oferece caminhos promissores para superar práticas mecanicistas, promovendo a apropriação dos conceitos geométricos na Educação Infantil.

Biografia do Autor

Lilian Aparecida Borges Pinto, Universidade Federal de São Carlos

Mestre em Educação pela UFSCar (2023). Professora efetiva da Rede Municipal de Ribeirão Preto na Educação Infantil.

Maria do Carmo de Sousa, Universidade Federal de São Carlos

Doutora em Educação pela UNICAMP (2004), área de concentração em Educação Matemática.

Referências

ARAUJO, Elaine Sampaio. (2010). Matemática e infância no “Referencial Curri-cular Nacional para a Educação Infantil”: um olhar a partir da teoria histórico-cultural. Zetetiké – FE, 18(33), 137-172. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/zetetike/article/view/8646696. Aces-so em: 15 mar. 2024.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: https://cdn.mec.gov.br/basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 15 mar. 2024.

CASTRO, Joelma Fátima de; SANTOS, Edilson de Araújo dos; ARRAIS, Luciana Figueiredo Lacanallo. Percepção matemática na Educação Infantil: contribuições para a prática educativa. Contexto & Educação, Ijuí, v. 38, n. 120, e12461, 2023. Disponível em: https://revistas.unijui.edu.br/contextoeducacao/pt_BR/article/view/12461/7204. Aces-so em: 12 mar. 2024.

ELKONIN, Daniil B. Psicologia do jogo. Tradução: Álvaro Cabral. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2019.

EVES, Howard. Tópicos de história da matemática para uso em sala de aula. Tradução: Hygino H. Domingues. São Paulo: Atual, 1993.

GONÇALVES, Patrícia Maria Rodrigues. Identificação e caracterização de memó-rias olfativas em amostra da população brasileira. 2021. Tese (Doutorado em Neurociências e Comportamento) – Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2021. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47135/tde-14102021-193754/pt-br.html. Acesso em: 15 mar. 2024.

LIMA, Luciano Castro; MOISÉS, Roberto Perides. A forma: movimento e número: proposta didática para a aprendizagem da linguagem geométrica. São Paulo: Pro-grama Integrar, 1998.

LIMA, Luciano Castro; MOISÉS, Roberto Perides. Uma leitura do mundo: forma e movimento. São Paulo: Escolas Associadas, 2002.

LURIA, A. R. (1979). Curso de psicologia geral. Tradução de Paulo Bezerra. Rio de Janeiro: Civilização brasileira.

MARTINS, Lígia Márcia. O desenvolvimento do psiquismo e a educação escolar: contribuições à luz da psicologia histórico-cultural e da pedagogia histórico-crítica. 2011. Tese (Livre-Docência) – Faculdade de Ciências, Universidade Estadual Paulis-ta (UNESP), Bauru, 2011. Disponível em: https://acervodigital.unesp.br/handle/11449/30414. Acesso em: 15 mar. 2024.

MOURA, Manoel Oriosvaldo de et al. (org.). Atividades para o ensino de Matemá-tica nos anos iniciais da Educação Básica: Medidas. v. 2. São Paulo: Labeduc, 2018. Disponível em: https://sites.google.com/usp.br/gepape-usp/produ%C3%A7%C3%B5es. Acesso em: 11 mar. 2024.

MUKHINA, Valeria. Psicologia da idade pré-escolar: um manual completo para compreender e ensinar a criança desde o nascimento até os sete anos. Tradução: Claudia Berliner. São Paulo: Martins Fontes, 1995.

SOUSA, Maria do Carmo de. A linguagem matemática e a criança pequena. In: AR-CE, Alessandra (org.). O trabalho pedagógico com crianças de até três anos. Campinas: Alínea, 2014. p. 57-78.

VAZ, Halana Garcez Borowski. A atividade orientadora de ensino como organi-zadora do trabalho docente em matemática: a experiência do clube de matemáti-ca na formação de professores dos anos iniciais. 2013. Dissertação (Mestrado em Educação) – Centro de Educação, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Ma-ria, 2013. Disponível em: https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/7078/VAZ%2C%20HALANA%20GARCEZ%20BOROWSKI.pdf?sequence=1. Acesso em: 1 mar. 2024.

VIGOTSKI, Lev Semionovitch; LURIA, Alexander R. Estudos sobre a história do comportamento: símios, homem primitivo e criança. Tradução: Lólio Lourenço de Oliveira. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.

VIGOTSKI, Lev Semenovich. A construção do pensamento e da linguagem. Tra-dução: Paulo Bezerra. São Paulo: Martins Fontes, 2001. (Psicologia e pedagogia).

Downloads

Publicado

2026-09-09