La Educación Infantil en las políticas de alfabetización: rupturas, retomadas y (des)encuentros
DOI:
https://doi.org/10.5902/1984644488152Palabras clave:
Educación Infantil, Políticas de alfabetización, Directrices Curriculares Nacionales para la Educación InfantilResumen
RESUMEN
En 2009, el Dictamen CNE/CEB nº 20 y la Resolución CNE/CEB nº 05 instituyeron la revisión de las Directrices Curriculares Nacionales para la Educación Infantil en Brasil, afirmando el compromiso sociopolítico y pedagógico con la garantía de los derechos de los niños, sujetos centrales de la organización curricular. Las políticas públicas para la formación de profesoras daban indicios de seguir esa perspectiva hasta mediados de 2016, cuando hubo una ruptura en el escenario político, con la ascensión de la extrema derecha al Gobierno Federal. Desde entonces, las profesoras de Educación Infantil han sido insertadas en las políticas de alfabetización, como se puede observar en el Pacto Nacional por la Alfabetización en la Edad Cierta en 2017; en la Política Nacional de Alfabetización, en 2019; y en el Compromiso Nacional Niño Alfabetizado, en 2023.En este texto, presentamos y problematizamos las implicaciones de esas políticas que engloban la Educación Infantil, por medio de una investigación de abordaje cualitativo, con procedimientos de la investigación bibliográfica y documental. Los datos, analizados a partir de los presupuestos del Análisis Textual Discursiva, indican dos movimientos que se contraponen: el objetivo de acelerar y estandarizar el proceso de enseñanza de la lectura y de la escritura, como las políticas de alfabetización connotan; y el intento de garantizar el respeto a la cultura infantil, ampliando la visión del mundo de los niños, como destacan los textos de las políticas de la Educación Infantil.
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