EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE EM PROL DE UMA SOCIEDADE PREVENTIVA: REALIDADE ENTRE PROFESSORES MUNICIPAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL DE SANTA MARIA, RS

Isis Samara Ruschel Pasquali

Resumo


http://dx.doi.org/10.5902/223613084273

O Planeta se apresenta em um momento muito frágil devido ao desequilíbrio generalizado em seus sistemas naturais, causado principalmente pelo estilo de vida humano: consumidor, egoísta e antropocêntrico. Hoje se sabe que a qualidade ambiental está diretamente relacionada à qualidade de vida humana, isto é, a vida humana tem uma boa qualidade quando seu entorno está em equilíbrio, mas em meio à poluição e à falta de higiene do ambiente, o homem terá como retorno a propagação de novas e velhas doenças que afetam sua saúde. Infelizmente não se percebe uma significativa alteração comportamental humana no sentido de frear a origem desse problema, que é a degradação do meio ambiente, pois muitos povos, como o brasileiro, apresentam atitudes remediadoras quando se trata de saúde. Essa realidade mostra a necessidade de uma educação voltada à compreensão da interação do homem com seu entorno, o que é tratado pela educação ambiental, mas também um ensino em saúde, que instrua o cidadão desde pequeno a ter hábitos saudáveis e preventivos em relação à saúde pessoal e coletiva. Ambas as linhas educativas (ambiental e em saúde) foram instituídas no Brasil pelo Ministério de Educação – MEC, ainda nos anos 90, a serem desenvolvidas como temas transversais em nível escolar, mas mesmo tendo uma crescente demanda de trabalhos voltados a educação ambiental, não se tem dados concretos sobre a interação dessa com o ensino em saúde e nem a realidade desse ensino no ambiente escolar. Com essa prerrogativa, o presente trabalho buscou conhecer a realidade do ensino de saúde no município de Santa Maria, RS, selecionando para a pesquisa as escolas municipais de educação fundamental do bairro Camobi, devido a heterogeneidade social de seus públicos. A investigação se deu através de um questionário que pretendeu averiguar a respeito da percepção dos docentes quanto ao seu papel em relação ao desenvolvimento de assuntos ligados a saúde e sua condição em atender as exigências do MEC sobre o mesmo. A pesquisa do tipo exploratória, com análise quali-quantitativa, envolveu 48 (quarenta e oito) professores e as 06 (seis) escolas representantes da parcela escolhida, com as quais se pretende manter contato e oferecer retorno que as auxilie na difícil tarefa de educar transversalmente o tema saúde em prol de uma sociedade preventiva.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5902/223613084273

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