Qualidade de vida e teletrabalho: percepções dos servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Triângulo Mineiro
DOI:
https://doi.org/10.5902/2318133893431Palavras-chave:
teletrabalho, qualidade de vida no trabalho, Serviço PúblicoResumo
As transformações tecnológicas e a expansão do teletrabalho, aceleradas pela Covid-19, recolocaram em pauta seus efeitos sobre a qualidade de vida no trabalho no serviço público. Este estudo analisou a qualidade de vida no trabalho no teletrabalho entre servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Triângulo Mineiro com pelo menos seis meses na modalidade. Adotou-se abordagem quali-quantitativa com a Escala de Qualidade de Vida no Teletrabalho, composta por 27 itens distribuídos em cinco dimensões – autogestão, contexto, infraestrutura, estrutura tecnológica e sobrecarga –, avaliados em escala Likert. A escala apresentou alta consistência interna. A análise incluiu cartografia psicométrica e duas questões abertas sobre fatores de bem-estar e mal-estar, sintetizadas por recorrência lexical e trechos ilustrativos. Os resultados indicam percepções predominantemente positivas em autogestão, infraestrutura e estrutura tecnológica, sinalizando autonomia, organização e suporte material e técnico. Sobrecarga obteve os piores escores, sugerindo pressão e demandas excessivas. O contexto apresentou maior variabilidade, especialmente quanto ao apoio institucional e à valorização profissional. Conclui-se que, quando bem estruturado, o teletrabalho pode favorecer o bem-estar, desde que acompanhado de gestão realista de metas, suporte tecnológico e rotinas de comunicação e reconhecimento. Os achados oferecem subsídios para o aperfeiçoamento de políticas internas e para pesquisas futuras sobre qualidade de vida no trabalho em arranjos remotos no setor público.
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