O ensino de Filosofia em tempos hipermodernos: desafios do amanhã

Mauricio Silva Alves

Resumo


A sociedade hipermoderna  tem suas estruturas fundadas na lógica do imediatismo, hedonismo, consumismo bem como no fascínio estético que torna uma sociedade alicerçada no espetáculo, este não dá subsídios que permitam o homem distinguir o que é real do que é irreal, deste modo, constitui-se um indivíduo que se imagina eterno e que não precisa cultivar a atitude  perguntante diante dos aparatos inovadores e sedutores da hipermodernidade, é por assim dizer uma traição, pois fascinado pelo imediatismo, e por todos os padrões espetaculares, porém superficiais que lhe são oferecidos, é incapaz de lidar com seus problemas existenciais. A filosofia deve permanecer à margem para garantir o seu espaço como disciplina? A proposta desse trabalho é que se busque a interdisciplinaridade que se coloca como possibilidade de efetivar uma nova maneira de ensinar a Filosofia por meio da reconsideração do discurso das disciplinas do currículo e do modo como elas se articulam sobre uma mesma temática. Nesse sentido, desenvolver um Ensino de Filosofia eficaz, nesses tempos hipermodernos, pressupõe não só a utilização dos textos clássicos dos filósofos de maneira a construir uma exegese filosófica no ensino médio, mas como um distintivo que possibilite o desenvolvimento da criticidade dos alunos do Ensino Médio por meio da interdisciplinaridade.


Palavras-chave


Hipermodernidade; Ensino de filosofia; Interdisciplinaridade

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DOI: https://doi.org/10.5902/2448065727272

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