O funcionamento discursivo das histórias em quadrinhos

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DOI:

https://doi.org/10.5902/2176148595706

Schlagworte:

História em quadrinhos, Enunciação gráfica, Análise de discurso

Abstract

Este artigo discute o funcionamento discursivo das histórias em quadrinhos a partir da noção de enunciação gráfica. Parte-se da problematização da definição de “arte sequencial” de Eisner (2010), defendendo que os quadrinhos não devem ser compreendidos como uma hibridização entre texto e imagem, mas como um sistema próprio de produção de sentidos. Para sustentar essa perspectiva, mobilizam-se contribuições dos estudos dos quadrinhos, especialmente Groensteen (2015) e Marion (1993), em diálogo com as reflexões de Foucault (1988), Pêcheux (2010) e Orlandi (2012) sobre processos de significação. Argumenta-se que a significação nas HQs emerge da articulação entre grafismo, espacialidade e materialidade discursiva.

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Autor/innen-Biografien

Maria Alice Teixeira de Luna Freire, Universidade Federal de Santa Maria

Doutoranda em Letras pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Mestra pelo Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagens e Representações da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). Bacharela em Comunicação Social, com habilitação em Rádio e TV, pela UESC.

Mauricio Beck, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Pesquisador pós-doc vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Graduado em Psicologia pela Unijuí, mestre e doutor em Letras (Estudos Linguísticos) pelo PPGL da UFSM com bolsa CAPES.

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Veröffentlicht

2026-11-04