Memória popular e diáspora: uma análise da literatura de cordel

Autori

DOI:

https://doi.org/10.5902/2357797594092

Parole chiave:

Cordel, Legado, Ancestralidade, Diáspora, Decolonialidade

Abstract

O popular também produz mecanismos de interpretação da realidade. É a partir desse pressuposto que esta comunicação interpreta à literatura de cordel como veículo diaspórico de memória coletiva. Através de um mosaico de pistas, foi possível entender “Como a literatura de cordel oferece interpretações decoloniais, fornecendo espaços de pertencimento, à diferença e à pluralidade?” A literatura popular tem alicerce na cultura oral, por conta disso torna-se um instrumento coletivo de perpetuação do legado de um povo. Através da análise da origem e do contexto sociopolítico do cordel, com a intersecção das abordagens, análise documental (Cellard, 2008) e a análise argumentativa (Liakopoulos, 2002) foi possível entender como as narrativas populares percebem o binarismo tradição versus modernidade e consequentemente os sentidos colonizadores do conhecimento, e seus fluxos de resistência vistos como decoloniais. E com essas estratégias pensar o fazer poético do cordel a partir de uma perspectiva diaspórica e coletiva, fruto dos processos de resistência da população subalternizada nordestina.

Downloads

I dati di download non sono ancora disponibili.

Biografia autore

Diego Ramon Souza Pereira, Secretaria da Educação do Estado da Bahia

Licenciado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Sergipe; Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Sergipe; Especialista em Antropologia pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia; Mestre em Ciências Sociais da Universidade Federal da Bahia; Doutor em Sociologia pela Universidade Federal de São Carlos; Professor, na disciplina de Sociologia, Secretaria da Educação do Estado da Bahia, Salvador, BA, Brasil

Riferimenti bibliografici

ABREU, M. "Então se forma a história bonita": relações entre folhetos de cordel e literatura erudita. In: Horizontes Antropológicos, v. 10, n. 22, jul. 2004.

ABREU, M. História de cordéis e folhetos. Campinas, SP: Mercado das Letras: Associação de Leitura do Brasil, 1999.

ALBRECHT, M. C. The relationship of literature and society. In: American Journal of Sociology, v. 59, n. 5, 1954.

ALBUQUERQUE JUNIOR, D. M. A Feira dos Mitos: a fabricação do folclore e da cultura popular (Nordeste, 1920-1950). 1ª. ed. São Paulo: Intermeios, 2013.

ALBUQUERQUE JR. D. M. A Invenção do Nordeste e outras artes. 2ª. ed. Recife, PE: Fundação Joaquim Nabuco, Massangana; São Paulo, SP: Cortez, 2001.

ALMEIDA, Á. A. F.; SOBRINHO, J. A. Dicionário bio-bliográfico de repentistas e poetas de bancada. v. 1. Campina Grande-PB: Ed. Universitária, 1978.

ALMEIDA, Â. M. Estética do sertão. Tese (Doutorado em Ciências Sociais). Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2004.

ALMEIDA, M. W. B. Folhetos: a literatura de cordel no Nordeste brasileiro. Dissertação (Mestrado em Antropologia). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1979.

ALONSO, A. Ideias em movimento: a geração 1870 na crise do Brasil Império. São Paulo: Paz e Terra, 2002.

ALTAMIRANO, C.; SARLO, B. Literatura/sociedad. Buenos Aires: Edicial, 2001.

ALVES SOBRINHO, J. Cantadores, repentistas e poetas populares. Campina Grande: Bagagem, 2003.

ALVES, P. C.; LEÃO, A. Borges; TEIXEIRA, A. L. Sociologia da Literatura: tradições e tendências contemporâneas. In: Revista Brasileira de Sociologia, v. 6, n. 12, 2018.

ANDRADE, C. D. Juvenal Galeno. In: ANDRADE, M. Táxi e crônicas no Diário Nacional. São Paulo: Livraria Duas Cidades / Secretaria de Cultura, Ciência e Tecnologia, 1976.

ANDRADE, M. Aspectos do Folclore Brasileiro. São Paulo: Global, 2019.

ANDRADE, M. O Turista Aprendiz. São Paulo: Duas Cidades, 1983.

ARRUDA, M. A. N. Pensamento brasileiro e sociologia da cultura: questões de interpretação. Tempo Social, v. 16, n. 1, jun. 2004.

BAKHTIN, M. M. A cultura popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais. São Paulo: Hucitec, 1987.

BAPTISTA, F. C. Cantadores e poetas populares. Paraíba: F.C. Baptista Irmão, 1929.

BARBOSA, F. S. Joaseiro Celeste: tempo e paisagem na devoção do Padre Cícero. Tese (Doutorado em Antropologia). Universidade de Brasília, Brasília, 2002.

BARROZO, G. Almas de lama e aço: Lampião e outros cangaceiros. São Paulo: Ed. Melhoramentos, 1930.

BARTHES, R.; LEFEBVRE, H.; GOLDMAN, L. Literatura y sociedad: Problemas de metodología en sociología de la literatura. Barcelona: Ediciones Martínez Roca, S.A., 1969.

BASTOS, E. R. Atualidade do pensamento social brasileiro. In: Sociedade e Estado, v. 26, n. 2, maio 2011.

BATISTA, S. N. Poética popular do Nordeste. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 1982.

BATISTA, S. N. Ainda o seu a seu dono. In: Encontro com o Folclore: Rio de Janeiro, 1955.

BATISTA, S. N. Antologia da literatura de cordel. SP: Fundação José Augusto, 1977.

BERNARDES, D. M. Notas sobre a formação social do Nordeste. In: Lua Nova: Revista de Cultura e Política, n. 71, 2007.

BOSI, A. Dialética da colonização. São Paulo: Cia. das Letras, 1992.

BOTELHO, A. O Brasil e os Dias: Estado-nação, Modernismo e Rotina Intelectual. Bauru: Edusc, 2005.

BOTELHO, A.; HOELZ, M. Sociologias da literatura: Do reflexo à reflexividade. In: Tempo Social, v. 28, n. 3, set. 2016.

BRITO, G. M. Culturas e linguagens em folhetos religiosos do nordeste: In: Inter-relações escritura, oralidade, gestualidade, visualidade. São Paulo: Anablume, 2009.

BURCKHARDT, J. A Cultura do Renascimento na Itália. São Paulo, Companhia das Letras, 2009.

BURKE, E. Reflexões sobre a revolução em França. Brasília: Editora da UNB, 1982.

CAMPOS, R. C. Ideologia dos poetas populares do Nordeste. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, 1977.

CANDIDO, A. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. v. 2. Belo Horizonte: Itatiaia, 1993.

CANDIDO, A. A educação pela noite e outros ensaios. 2ª. ed. São Paulo: Ática, 1989.

CANDIDO, A. Literatura e sociedade: estudos de teoria e história literária. 6ª ed. São Paulo: Nacional, 1980.

CANDIDO, A. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. São Paulo: Martins, 1961.

CARDOSO, F. H. et al. O Brasil republicano, tomo III: estrutura de poder e economia (1889-1930). Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997.

CARDOSO, F. H. Autoritarismo e democratização. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1975.

CARIRY, R.; BARROSO, O. Cultura insubmissa: estudos e reportagens. Fortaleza-CE: Secretaria de Cultura e Desporto, 1982.

CARNEIRO, R. Ideologia dos poetas populares do Nordeste. Recife: Mousinho Artefatos de Papel, 1959.

CARVALHO, J. M. A formação das almas: o imaginário da República do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.

CARVALHO, J. M. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. 3ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

CARVALHO, M. R. O. Ciclo Carolíngio como divisor de águas nas literaturas portuguesa de cordel e brasileira de folhetos. Dissertação (Mestrado em Letras). Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2015.

CASCUDO, L. C. Literatura oral no Brasil. 3 ed. Belo Horizonte: Itatiaia, 1978.

CASTORIADIS, C. A instituição imaginária da sociedade. 5ª. ed. Rio de Janeiro, RJ: Paz e Terra, 2000.

CELLARD, A. A análise documental. In: POUPART, J. et. al. A pesquisa qualitativa: enfoques teóricos e metodológicos. 3. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.

CHAGURI, M. M. As escritas do lugar: regiões e regionalismo em José Lins do Rego e Érico Veríssimo. Tese (Doutorado em Sociologia). Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2012.

CHAMBOREDON, J-C. Production Symbolique et Formes Sociales De La Sociologie de l’art et de La Littérature à La Sociologie de La Culture. In: Revue Française de Sociologie, v. 27, n. 3, 1986.

CHÂTELET, F. História das Ideias Políticas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000.

CHAUI, M. Conformismo e resistência: aspectos da cultura popular no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1986.

COUTINHO FILHO, F. Violas e repentes: Repentes populares, em prosa e verso. Pesquisas folclóricas no Nordeste brasileiro. Recife: Ofs. Gráfs. de Saraiva, 1953.

COUTO, M. E se Obama fosse africano. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 2011.

CUNHA, E. Os sertões: campanha de Canudos. Edição especial para a Companhia de Navegação Marítima Netumar. Rio de Janeiro, RJ: F. Alves, 1980.

CURRAN, M. J. História do Brasil em Cordel. São Paulo: EDUSP, 1998.

CURRAN, M. J. Leandro Gomes de Barros and the Literatura de Cordel of Northeart Brazil. Tese (Doutorado em Literatura). Saint Louis University, Estados Unidos da América, Michigan, 1968.

D’OLIVO, F. M. O social no cordel: uma análise discursiva. Dissertação (Mestrado em Linguagem). Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2010.

DIÉGUES JR., M. et al. Literatura popular em verso: estudos. Belo Horizonte: Itatiaia; 1986.

DURKHEIM, É. As formas elementares da vida religiosa: o sistema totêmico na Austrália. São Paulo: Martins Fontes, 2009.

EAGLETON, T. Marxismo e crítica literária. São Paulo: Editora Unesp, 2011.

ESCARPIT, R. Le littéraire et le social; Succès et survie littéraires; La définition du terme « littérature »; Qu’est-ce qu’un livre? In: ESCARPIT, R. Le littéraire et le social. Éléments pour une sociologie de la littérature. Paris: Flammarion, 1970.

FERREIRA, J. P. Cavalaria em cordel: o passo das águas mortas. São Paulo, SP: HUCITEC, 1979.

FERREIRA, R. Blog Retalhos Históricos de Campina Grande. Antônio Silvino: conferência inusitada. 2013. Disponível em: http://cgretalhos.blogspot.com/2013/10/antonio-silvino-conferencia-inusitada.html. Acesso em: 07 fev. 2024.

FIGUEIRA, F. G. Representações do cangaço: banditismo rural nordestino entre prosa romanesca e folheto de cordel (1876-1918). Tese (Doutorado em Estudos de Literatura. Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2018.

FORSTER, P.; KENNEFORD, C. Sociological theory and the sociology of literature. In: The British Journal of Sociology, v. 24, n. 3, 1973.

FREYRE, G. Nordeste: aspectos da influência da cana sobre a vida e a paisagem do Nordeste do Brasil. 5. ed. Rio de Janeiro, RJ: J. Olympio: FUNDARPE, 2004a.

FREYRE, G. Ordem e progresso: processo de desintegração das sociedades patriarcal e semipatriarcal no Brasil sob o regime de trabalho livre. 6. ed. São Paulo, SP: Global, 2004b.

FURTADO, C. Formação econômica do Brasil. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1959.

GALVÃO, A. M. O. G. Folhetos e jornais: uma análise comparativa do ponto de vista do leitor. In: MENDES, S. (Org.) Cordel nas Gerais: Oralidade, Mídia e produção de sentido. Fortaleza: Expressão Gráfica, 2010.

GALVÃO, A. M. O. G. Cordel: leitores e ouvintes. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.

GALVÃO, O. J. A. Aspectos do desenvolvimento do Nordeste: das suas elites agrárias e da sua integração tardia na economia nacional. In: Ciência & Trópico, v. 21, n. 2, 2011.

GERIBELLO, F. B. B. A Caravana do Cordel e a construção de um Nordeste em movimento em São Paulo. Dissertação (Mestrado em Sociologia). Centro de Educação e Ciências Humanas, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2013.

GOLDMANN, L. A Sociologia do Romance. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976.

GONÇALVES, M. A. Imagem - palavra: a produção do cordel contemporâneo. In: Sociologia & Antropologia, v. 1, n. 2, 2011.

HALBWACHS, M. A memória coletiva. 2. ed. São Paulo: Centauro, 2013.

HALL, S. Da diáspora: identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003.

HAURÉLIO, M. A trajetória do Cordel no Brasil, em prosa e verso. In: Cultura Crí-ti-ca, nº 8. Dossiê sobre Literatura de Cordel. São Paulo, 2007.

LEAL, V. N. Coronelismo, enxada e voto: o município e o regime representativo do Brasil. 6ª. ed. São Paulo: Alfa-Omega, 1993.

LEMAIRE, R. Folheto ou literatura de cordel? - uma questão de vida ou morte. Paris: Universidade de Poiters, 2008.

LESSA, O. Literatura Popular em versos. São Paulo: Anhembi, 1955.

LIAKOPOULOS, M. Análise Argumentativa. In: BAUER, M. W; GASKELL (Org.) Pesquisa Qualitativa com Texto, Imagem e Som: um manual prático. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 2002.

LIMA, N. T. Um sertão chamado Brasil: intelectuais e representação geográfica da identidade nacional. Rio de Janeiro: Revan, 1999.

LUCENA, K. G. M. Fragmentos de História em verso: literatura de folhetos na Primeira República (1889-1920). Dissertação (Mestrado em História Social da Cultura Regional). Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, 2015.

LUYTEN, J. M. A notícia na literatura de cordel. São Paulo: Estação Liberdade, 1992.

MACEDO, J. R. Belo Monte: uma história da Guerra de Canudos. 2ª. ed. São Paulo: Expressão Popular, 2011.

MAIA, J. M. Pensamento brasileiro e teoria social: notas para uma agenda de pesquisa. In: Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 24, n. 71, out. 2009.

MALDONADO-TORRES, Nelson. Sobre la colonialidad del ser: contribuciones al desarrollo de un concepto. In: CASTRO-GÓMEZ, S.; GROSFOGUEL, R. (Orgs.) El giro decolonial: Reflexiones para una diversidad epistémica más allá del capitalismo global. Bogotá: Universidad Javeriana-Instituto Pensar, Universidad Central-IESCO, Siglo del Hombre Editores, 2007.

MANNHEIM, K. Ideologia e Utopia: introdução à sociologia do conhecimento. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1952.

MAYA, I. da S. R. O povo de papel: a sátira na literatura de cordel. Rio de Janeiro: Garamond, 2012.

MELLO, E. C. O nome e o sangue. 2ª. ed. Rio de Janeiro: Topbooks, 2000.

MELO, C N. de.; PEREIRA, D. R S. Inácio da Catingueira Genealogia Acerca das Possibilidades de Subversão e Representação na Arte (d)e Improviso. In: Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S. l.], v. 15, n. 43, 2024. Disponível em: https://abpnrevista.org.br/site/article/view/1366. Acesso em: 10 abril 2024.

MELO, R. A. de. Arcanos do verso: trajetórias da literatura de cordel. Rio de Janeiro: 7Letras, 2010.

MENDES, S. Cordel nas Gerais: oralidade, mídia e produção de sentido. Fortaleza: Expressão Gráfica, 2010.

MIGNOLO, W. A colonialidade de cabo a rabo: o hemisfério ocidental no horizonte conceitual da modernidade. In: LANDER, E. (Org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: Clacso, 2005.

MOÑINO, A. R. Diccionario de Pliegos Sueltos Poéticos (Siglo XVI). Madrid: Castalia, 1970.

MOÑINO, A. R. Los pliegos poéticos de la colección del Marqués de Morbecq. Madrid: Joyas Bibliográficas, 1962.

MORAIS, J. R. A voz do sertão no romance da Pedra do Reino de Ariano Suassuna: a estética do cordel e a sagração sertaneja. Dissertação (Mestrado em Sociologia). Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2018.

MOTTA, L. Violeiros do Norte: poesia e linguagem do sertão nordestino. São Paulo: Cia. Gráphico Editora Monteiro Lobato, 1925.

NASCIMENTO, L. História da imprensa de Pernambuco. Recife: Imprensa Universitária, 1967.

NEEDELL, J. Belle Époque Tropical: sociedade e cultura no Rio de Janeiro na virada do século. São Paulo: Cia das Letras, 1993.

OLIVEIRA FILHO, V. S. A tradição por um fio: uma história das sensibilidades em relação aos espaços na crise dos padrões tradicionais de masculinidade no nordeste (1940-1980). Tese (Doutorado em História). Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2010.

ORTIZ, R. A moderna tradição brasileira. São Paulo: Brasiliense, 2006.

ORTIZ, R. Românticos e folcloristas: cultura popular. São Paulo: Olho d’ água: 1992.

OUTHWAITE, W. e BOTTOMORE, T. Dicionário do pensamento social do Século XX. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1996.

PEREIRA, D. R. S. A poética popular nordestina no período da 1ª República (1889-1918): os cordéis de Leandro Gomes de Barros. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais). Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2018.

PEREIRA, D. R. S.; CEPÊDA, V. A. Regionalismo, pobreza e política no cordel da I República: uma análise a partir da produção cordelista de Leandro Gomes de Barros (1906-1918). In: Congresso Brasileiro de Sociologia, 2021, Belém, PA. Anais... Belém: UFPA, 2021.

PINHEIRO, P. S. et al. O Brasil republicano, tomo III: sociedade e instituições (1889- 1930). Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997.

QUEIROZ, M. I. P. O messianismo no Brasil e no mundo. São Paulo, SP: Alfa-Omega, 1965.

QUIJANO, Aníbal. Colonialidad del poder, eurocentrismo y América Latina. In: LANDER, E. (Org.). La colonialidad del saber: eurocentrismo y ciencias sociales. Perspectivas Latinoamericanas. Buenos Aires: Clacso, 2005.

ROMERO, S. Ensaios de Sociologia e Literatura. Rio de Janeiro: H. Garnier, 1901.

SANTOS, I. M. F. dos. Memórias das vozes: cantoria, romanceiro & cordel. Salvador: Secretaria da Cultura e Turismo, 2006.

SCHUTZ, A. Collected Papers. The Hague: Nijhoff, 1962.

SCHWARZ, R. Ao Vencedor as Batatas: Forma literária e processo social nos inícios do romance brasileiro. 5ª. ed. São Paulo: Duas Cidades/Ed. 34, 2000.

SILVA, A. B. Entre a feira e a academia: a questão da legitimidade entre cordelistas no Rio de Janeiro. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social). Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1997.

SILVA, J. I. S. “Panelas que muito mexem”: o guisado da cultura política do Brasil à luz da literatura de cordel. Tese (Doutorado em Ciências Socias). Universidade Federal de Campina Grande, Campina Grande, 2015.

SLATER, C. A vida no barbante: a literatura de cordel no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1984.

TEIXEIRA, A. P. F. Modernidades em confronto: as literaturas modernistas brasileira e portuguesa. Tese (Doutorado em Sociologia). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo São Paulo, 2009.

TERRA, R. B. L. Memória de luta: primórdios da literatura de folhetos no nordeste (1893-1930). São Paulo: Global, 1983.

VIANNA, F. J. O. História Social da Economia Capitalista no Brasil. v. 2. Belo Horizonte: Itatiaia, 1987.

VIANNA, F. J. O. Evolução do povo brasileiro. 4.ª ed. Rio de Janeiro, RJ: J. Olympio, 1956.

WILLIAMS, R. Cultura e materialismo. São Paulo, Editora Unesp, 2011.

ZUMTHOR, P. Introdução à poesia oral. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010.

ZUMTHOR, P. A letra e a voz: a “literatura” medieval. São Paulo, SP: Companhia das Letras, 1993.

##submission.downloads##

Pubblicato

2026-07-14

Come citare

Pereira, D. R. S. (2026). Memória popular e diáspora: uma análise da literatura de cordel. InterAção, 17(2), e94092. https://doi.org/10.5902/2357797594092