https://periodicos.ufsm.br/interacao/issue/feed InterAção 2025-11-24T14:59:34-03:00 José Renato Ferraz da Silveira jose.silveira@ufsm.br Open Journal Systems <p style="text-align: justify;">A InterAção é um periódico de divulgação acadêmico-científica de Relações Internacionais, do Grupo de Teoria, Arte e Política (GTAP), veiculada em meio digital. </p> <p style="text-align: justify;"><strong>A InterAção (com quase 16 anos de existência) e com selo de qualidade pela Scientific Journal Index. Selo de qualidade Diamante do Diretório das revistas científicas eletrônicas brasileiras (Miguilim). Indexação na SciJoln. Indexação na Latinindex. Indexação na Latinrev. Indexação na LivRe. </strong></p> <p style="text-align: justify;">A InterAção tem publicação contínua com quatro (4) números a cada ano (podendo ter números especiais), que tem por finalidade publicar entrevistas inéditas, artigos, ensaios e resenhas, originais nas temáticas compreendidas pela disciplina/campo das Relações Internacionais, e áreas afins como Ciência Política, História, Geografia, Filosofia, Comunicação Social, Tecnologia da Informação, Segurança Internacional, Estudos Estratégicos, Geopolítica, Economia Política Internacional e etc. </p> <p style="text-align: justify;"><strong>ISSN 2357-7975 | Qualis/CAPES (2017-2020) = A2</strong></p> <p style="text-align: justify;"><strong>InterAção is an academic and scientific outreach journal in the field of International Relations, published by the Theory, Art and Politics Group (GTAP) and disseminated exclusively in digital format. With nearly 16 years of continuous activity, InterAção holds a quality seal awarded by the Scientific Journal Index, as well as the Diamond Quality Seal from the Miguilim Directory of Brazilian Electronic Scientific Journals. The journal is indexed in SciJoln, Latinindex, LatinRev, and LivRe. InterAção adopts a continuous publication model, releasing four (4) issues per year, with the possibility of special issues. Its primary objective is to publish original and unpublished interviews, articles, essays, and book reviews addressing themes within the field of International Relations and related areas, including Political Science, History, Geography, Philosophy, Social Communication, Information Technology, International Security, Strategic Studies, Geopolitics, and International Political Economy, among others.</strong></p> <div class="x78zum5 xdt5ytf x1iyjqo2 xhc7eg"> <div class="x9f619 x1ja2u2z __fb-light-mode x1xsqp64 x18d0r48 x78zum5 x1r8uery xdt5ytf x1iyjqo2 xmz0i5r x6ikm8r x10wlt62 x1n2onr6"> <div class="x78zum5 xdt5ytf x1iyjqo2 x5yr21d"> <div class="x78zum5 xdt5ytf x1iyjqo2 x5yr21d"> <div class="x1gp6l83 x18b5jzi x1alpsbp x148vw1v x1t7ytsu xyumdvf x78zum5 xdt5ytf x1iyjqo2 x6ikm8r x10wlt62" role="grid" aria-label="Mensagens na conversa com Lidia Barbosa"> <div class="x1qjc9v5 x9f619 xdl72j9 x2lwn1j xeuugli x1n2onr6 x78zum5 xdt5ytf x1iyjqo2 xs83m0k x6ikm8r x10wlt62 x1ja2u2z"> <div class="x78zum5 xdt5ytf x1iyjqo2 x6ikm8r x1odjw0f xish69e x16o0dkt" role="none"> <div class="x78zum5 xdt5ytf x1iyjqo2 x2lah0s xl56j7k x121v3j4"> <div class="x78zum5 xdt5ytf" data-virtualized="false"> <div class="x9f619 x1n2onr6 x1ja2u2z"> <div class="__fb-light-mode x1n2onr6" role="row"> <div class="x78zum5 xdt5ytf x1n2onr6" tabindex="0" role="gridcell" data-release-focus-from="CLICK" data-scope="messages_table"> <div class="html-div xdj266r x14z9mp xat24cr x1lziwak xexx8yu xyri2b x18d9i69 x1c1uobl x78zum5 x15zctf7"> <div class="html-div xdj266r x14z9mp xat24cr x1lziwak xexx8yu xyri2b x18d9i69 x1c1uobl xeuugli x1vjfegm"> <div class="html-div xdj266r x14z9mp xat24cr x1lziwak xexx8yu xyri2b x18d9i69 x1c1uobl x78zum5 xh8yej3" role="presentation"> <div class="x78zum5 xdt5ytf x193iq5w x1n2onr6 x1kxipp6 xuk3077"> <div class="x78zum5 xh8yej3" role="none"> <div class="html-div xdj266r x14z9mp xat24cr x1lziwak xexx8yu xyri2b x18d9i69 x1c1uobl x6ikm8r x10wlt62"> <div class="html-div xdj266r x14z9mp xat24cr x1lziwak x14ctfv x13sv91t x6ikm8r x10wlt62 xerhiuh x1pn3fxy x10zy8in xm9bcq3 x1n2onr6 x1vjfegm x1k4qllp x1mzt3pk x13faqbe x11jlvup xpmdkuv xrmkrer x12z03op x9wyiwl x13fuv20 x18b5jzi x1q0q8m5 x1t7ytsu x12lizq0 x1nrdd72 x1ybe9c6 xx487zo xaymx6s x1lu5o8o x1ou5ly4 xofb2d2" role="presentation"> <div class="html-div xexx8yu xyri2b x18d9i69 x1c1uobl x1gslohp x14z9mp x12nagc x1lziwak x1yc453h x126k92a xyk4ms5" dir="auto">ISSN: 2357-7975 Qualis/CAPES (2017–2020): A2</div> </div> </div> </div> </div> </div> </div> <div class="html-div xdj266r x14z9mp xat24cr x1lziwak xexx8yu xyri2b x18d9i69 x1c1uobl x1eb86dx x1r8uery x1iyjqo2"> </div> </div> </div> </div> </div> </div> </div> </div> </div> </div> </div> </div> </div> </div> <div> <div class="xuk3077 x57kliw x78zum5 x6prxxf xz9dl7a xsag5q8" role="group" aria-label="Compositor do Threads"> <div class="x1iyjqo2 xw2csxc x1n2onr6"> <div class="x78zum5 x1iyjqo2 x6q2ic0"> <div class="x16sw7j7 x12ol6y4 x180vkcf x1khw62d x709u02 x9f619 xlai7qp x1iyjqo2 xeuugli"> <div class="x78zum5 x13a6bvl"> <div class="x78zum5 x1iyjqo2 x1xmf6yo x1e56ztr xbmvrgn x1diwwjn xeuugli x1n2onr6"> <div class="xzsf02u x1a2a7pz x1n2onr6 x14wi4xw x1iyjqo2 x19gmnou xisnujt xeuugli x1odjw0f notranslate" tabindex="0" role="textbox" contenteditable="true" spellcheck="true" aria-describedby="_r_723_" aria-label="Mensagem" aria-placeholder="Aa" data-lexical-editor="true"> <p class="xat24cr xdj266r" dir="auto"><strong style="text-align: justify; font-size: 0.875rem;">General Information </strong></p> </div> </div> </div> </div> </div> </div> </div> </div> <p>InterAção is an open-access journal that provides immediate and free access to its content, in accordance with the principles of open science. No fees are charged for manuscript submission, processing, or publication. All published content is available online without financial, legal, or technical barriers, except those inseparable from gaining access to the internet itself. The journal is published exclusively in digital format and follows internationally recognized editorial standards, aiming to ensure transparency, academic integrity, and broad dissemination of scientific knowledge. InterAção does not require authors to transfer copyright. Authors retain copyright and full publishing rights without restrictions. InterAção uses a double anonymous peer review process. All submissions are evaluated by at least two independent reviewers, external to the publishing institution. The journal does not charge any submission, processing, or publication fees from authors.</p> <p> </p> <p>Este trabalho está licenciado sob uma licença <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/" rel="license">Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License</a>.</p> https://periodicos.ufsm.br/interacao/article/view/94252 Expediente 2025-10-28T21:47:39-03:00 José Renato Ferraz da Silveira jreferraz@hotmail.com 2025-11-24T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://periodicos.ufsm.br/interacao/article/view/94407 Apresentação 2025-11-17T12:25:21-03:00 Jéser Abílio de Souza jeser.abilio@hotmail.com Maria da Conceição Francisca Pires mariac.pires@unirio.br Adriano da Silva Denovac denovac@gmail.com 2025-11-24T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://periodicos.ufsm.br/interacao/article/view/94312 Ficha Catalográfica 2025-11-03T19:09:19-03:00 José Renato Ferraz da Silveira centraldeperiodicos@ufsm.br 2025-11-24T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://periodicos.ufsm.br/interacao/article/view/94425 Casa à venda: turismo, mercado de imóveis e transformação sócio-espacial em Havana 2025-11-18T18:14:33-03:00 Sabrina Thomaz sabrinathomaz1010@gmail.com José Renato Ferraz da Silveira jreferraz@hotmail.com 2025-11-24T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://periodicos.ufsm.br/interacao/article/view/94238 Editorial 2025-10-28T09:08:56-03:00 José Renato Ferraz da Silveira jreferraz@hotmail.com 2025-11-24T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://periodicos.ufsm.br/interacao/article/view/94382 Entrevista com Marcelo Pinheiro Sobral 2025-11-10T20:23:18-03:00 Marcelo Pinheiro Sobral marcelosobral@inb.gov.br Ana Luíza Rocha Porto analuizarochaporto@gmail.com Fernando Speggiorin Martini fernando1671@yahoo.com.br José Miguel Quedi Martins jose.martins@ufrgs.br 2025-11-24T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://periodicos.ufsm.br/interacao/article/view/94104 Fardos coloniais e a dívida externa como ferramenta de dominação sobre países africanos 2025-10-27T15:17:46-03:00 Jéser Abílio de Souza jeser.abilio@hotmail.com Dora Meireles Gesteira Nascimento dora.meireles1@gmail.com Bruna de Oliveira Reis rbruna.o.reis@gmail.com <p>Este artigo tem como objetivo compreender a dinâmica da dívida externa em países africanos, levando em consideração as dimensões históricas da colonização e suas múltiplas consequências sociais, econômicas e ambientais para o atual desenvolvimento desses países. Argumenta-se, em primeiro lugar, a existência de uma hierarquia racializada institucionalizada na arquitetura financeira internacional a qual (re)produz desigualdades por meio de um conjunto de estruturas, mecanismos e políticas financeiras que atendem aos interesses dos países do Norte Global. Em segundo lugar, a dívida externa africana é tanto um fardo colonial quanto uma ferramenta de dominação, que impede os países africanos de alcançar autonomia econômica no mundo contemporâneo. Em nível metodológico, adotou-se uma abordagem interpretativa e transversal do elemento racial para investigar os impactos discriminatórios e diferenciados da dívida externa. A análise utilizou as ideias de legados coloniais e racialização como categorias analíticas, ligadas a uma fundamentação teórica crítica com dados empíricos recentes, expostos em uma série de relatórios oficiais de organizações intergovernamentais e de entidades não-governamentais especializadas. Concluiu-se que a racialização é um elemento fundamental nas relações de poder que estruturam e orientam a AFI. Ao mesmo tempo, a dívida externa funciona como um instrumento eficaz de controle sobre os países africanos, que transforma a vulnerabilidade em risco financeiro e o risco em lucro. Isso demonstra como um sistema global de dívida transforma o racismo histórico em uma estrutura econômica de exclusão contínua.</p> 2025-11-24T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://periodicos.ufsm.br/interacao/article/view/93557 O Direito Internacional em disputa: por uma abordagem ladinoamefricana 2025-11-10T21:53:12-03:00 Karine de Souza Silva karine.silva@ufsc.br <p>Este artigo propõe uma abordagem ladinoamefricana para o Direito Internacional, fundamentada nas contribuições político-jurídicas e epistêmicas de intelectuais negras brasileiras. A leitura ladinoamefricana do Direito é realizada por meio do diálogo entre o campo “Direito e Relações Raciais”, inaugurado pelas juristas Dora Bertúlio e Eunice Prudente, e a produção da filósofa Lélia Gonzalez, que formulou a categoria Améfrica Ladina. O estudo mobiliza epistemologias e metodologias críticas decoloniais, e o feminismo afro-latino-americano. A pesquisa tece um complexo analítico transdisciplinar, colocando leituras jurídicas em diálogo com as historiográficas, sociológicas e filosóficas. A primeira seção apresenta o processo de mecanização e desumanização das mulheres negras, mediado por normas e políticas internacionais, a serviço do capital. A segunda seção explora a fundação do campo insurgente “Direito e Relações Raciais”. A terceira destaca o potencial das contribuições de Lélia Gonzalez para a formulação de uma abordagem ladinoamefricana para o Direito Internacional. Por fim, são propostos os conceitos de justransnacionalismo negro e o de panamefricanismo como ferramentas para nomear as agências contra o racismo sistêmico e epistêmico global, e como chaves de disputa do Direito Internacional.</p> 2025-11-24T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://periodicos.ufsm.br/interacao/article/view/92807 Em busca da “nova Abolição”: a trajetória do Jornal Negro Alvorada (1945-1948) 2025-10-27T10:36:26-03:00 Radamés Vieira Nunes radamesnunes@ufcat.edu.br Felipe Alves de Oliveira felipe.oliveira@ufcat.edu.br <p>O jornal <em>Alvorada</em> constitui uma página importante da História da imprensa negra e do movimento negro no Brasil. O presente artigo se dedica a refletir sobre sua trajetória e atuação como jornal negro da cidade de São Paulo na década de 1940, mais precisamente no contexto da queda do Estado Novo e ulterior processo de redemocratização. A proposta é demonstrar como o jornal <em>Alvorada</em>, através da intelectualidade negra, se inseriu nos debates sobre as questões raciais, participou das lutas negras e apresentou projetos para a nação conferindo centralidade para as populações negras. O periódico se tornou um lugar privilegiado para produção e disseminação de narrativas contra hegemônicas de intelectuais negros, através das suas folhas mulheres e homens negros resistiram e se organizaram politicamente. O estudo apresenta, numa perspectiva histórica, como o jornal apesar da sua efêmera duração contribuiu para desconstruir a farsa da democracia racial, denunciar o racismo e na luta do movimento negro para o reposicionamento do lugar do negro na história do Brasil. O jornal, ligado umbilicalmente a <em>Associação dos Negros Brasileiros</em>, defendeu o associativismo como principal estratégia para o alvorecer de uma “nova abolição” no país. O trabalho é um convite para refletir, explorar e compreender o relevante papel da imprensa negra nos debates sobre as questões raciais ao longo da história.</p> 2025-11-24T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://periodicos.ufsm.br/interacao/article/view/93184 Consumo de jogos e Neoliberalismo Progressista: os múltiplos usos do passado nas representações de Cleópatra 2025-10-27T10:14:37-03:00 Paloma Maria Mendes da Cunha paloma.maria24@gmail.com <p>O presente artigo, tem como objetivo analisar como as representações históricas de Cleópatra VII variam de acordo com o contexto cultural de produção, dando enfoque para as representações desenvolvidas em meio ao que chamamos de Neoliberalismo Progressista e a questão do consumo do passado. Como fontes principais, foram utilizados os filmes <em>Cleópatra </em>(1917), (1934) e (1963) e o jogo <em>Assassin’s Creed Origins</em> (2017), pois a diferença no contexto de produção das duas obras fornece uma margem temporal para analisarmos as semelhanças e diferenças entre as duas obras – principalmente no que se refere à representação de pessoas negras.</p> 2025-11-24T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://periodicos.ufsm.br/interacao/article/view/91393 O acesso à diversidade étnico-racial por meio da política educacional e da Lei de Cotas: o que dizem as análises dos conteúdos das publicações no Brasil? 2025-06-09T11:48:49-03:00 Francijane Lima dos Santos francijane.lima@academico.ufpb.br Luci Maria da Silva lucimspedagogia@gmail.com <p>Este artigo procurou analisar os conteúdos de 162 livros que foram publicados no Brasil, os quais apresentam considerações sobre diversidade étnico-racial negra, política educacional e ação afirmativa na modalidade cotas raciais. O recorte temporal para fundamentação teórica foi de 2000 a 2023. Partindo dessa percepção, questiona-se: Como os livros publicados no Brasil apresentam o acesso da diversidade étnico-racial negra e a ação afirmativa? Para responder a essa pergunta, foram feitas leituras para refletir como as obras demarcam as movimentações e a legislações brasileiras que vieram antes da Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012), tendo em vista, que detalhes importantes sobressaem. A abordagem qualitativa faz parte da metodologia, pois, o intuito é tratar dos estudos já realizados pelas pesquisas de outros/as pesquisadores/as, os quais são interessantes e contam como o mapeamento do acesso a escolarização da diversidade étnico-racial negra que ocorreu no país. Portanto, partindo desses pressupostos, foi possível delinear a concepção retratada nos livros, que são os materiais utilizados para a realização da catalogação dos dados deste estudo.</p> 2025-11-24T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://periodicos.ufsm.br/interacao/article/view/94106 Antônio Pitanga: resistência, ancestralidade e o contragolpe na capoeira da diáspora 2025-10-16T10:32:39-03:00 Adriano da Silva Denovac adrianodenovac@uneb.br <p>Este artigo analisa a trajetória de Antônio Pitanga, figura central do Cinema Novo e do audiovisual brasileiro, destacando sua relevância na luta antirracista e na construção de uma estética afro-moderno. Ao abordar sua inserção intelectual e artística desde os anos 1960, o texto evidencia o papel singular de Pitanga como um dos poucos negros a participar ativamente do movimento cinemanovista, denunciando o epistemicídio e a baixa representatividade negra nas produções da época. A discussão se estende à televisão, ressaltando o impacto da família Noronha em “A Próxima Vítima” (1995) e contrastando com a polêmica racista de “Pátria Minha” (1994), revelando as limitações da representação negra sem o enfrentamento estrutural do racismo. Fundamentado na perspectiva de descolonização do ser e no conceito de sentipensar, o artigo propõe uma crítica à imparcialidade eurocentrada e evidencia como Pitanga redefine o conceito de sucesso, transcendendo a meritocracia branca e atuando como espelho para a comunidade negra. A análise destaca a importância da experiência, corporeidade e ancestralidade africana na produção de uma estética decolonial, consolidando Pitanga como referência para o pensamento crítico e para a reinvenção das bases do cinema negro brasileiro, em diálogo com as correntes afrodiaspóricas e a busca por justiça, reparação e restituição.</p> 2025-11-24T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://periodicos.ufsm.br/interacao/article/view/90954 Cartas sobre o pesquisar-ebó: opacidade e práticas de cuidado na academia 2025-04-02T09:19:32-03:00 Úrsula Ingrid de Souza Faria fisioursula23@gmail.com Luciano Bedin da Costa bedin.costa@gmail.com <p>Esse artigo, organizado a partir de cartas, procura apresentar o que chama de pesquisar-ebó, um modo de fazer pesquisa tramado a partir de saberes ancestrais e de autoras e autores negros. O termo ebó, de origem no idioma yorubá, significa oferenda, sacrifício e troca, sendo oferecidos em contextos de trocas com divindades ou entidades, tais como orixás, Exus e pombagiras, podendo ser realizados em diferentes segmentos dentro das tradições de matrizes africanas, tais como Umbanda, Candomblé e Batuque. A pesquisa-ebó se faz à sombra da ancestralidade e dos saberes do terreiro, a que, com Édouard Glissant, chamamos de opacidade. No contexto da pesquisa-ebó, a opacidade é sustentada como uma afirmação de relações (teóricas e existenciais) que não desejam se fazer à luz da transparência e de conceitos adjacentes como clareza, certeza e objetividade. O pesquisar-ebó, à contrapelo da ideia colonizada de metodologia, é um convive a experimentar caminhos outros, posicionando a pesquisa como uma possibilidade de produção de saberes não-hegemônicos, de combate ao epistemicídio e de, sobretudo, uma prática de cuidado.</p> 2025-11-24T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://periodicos.ufsm.br/interacao/article/view/91374 Afrodiáspora digital: xenorracismo algorítmico na visibilidade de migrantes africanos(as) 2025-10-27T14:48:00-03:00 Brunno Ewerton brunnoewerton1@gmail.com Júlia Lyra juulialyra@gmail.com Mohammed ElHajji mohahajji@gmail.com Catalina Revollo Pardo carevollo@gmail.com <p>O objetivo deste estudo é compreender as dinâmicas de xenorracismo nas plataformas digitais, com ênfase nas vivências e percepções de migrantes africanos(as) que atuam como criadores(as) de conteúdo, explorando a mediação algorítmica na visibilidade digital. A pesquisa, de abordagem qualitativa e exploratório-descritiva, utilizou a técnica de inserção de campo <em>snowball</em>, contando com seis migrantes de diferentes nacionalidades de países africanos e residentes no Brasil. A análise das entrevistas, fundamentada na Análise Crítica do Discurso, ilustrou três principais formas de mediação do xenorracismo algorítmico: silenciamento e marginalização digital, enviesamento na categorização da escrita e enviesamento estético. Os resultados apontam que conteúdos sobre racismo e identidade africana recebem menor engajamento, que termos como “racismo” e “xenofobia” são frequentemente classificados como discurso de ódio e que padrões eurocêntricos são reforçados por meio de filtros e mecanismos de recomendação. Nesse sentido, os algoritmos das plataformas digitais operam sob lógicas de um novo colonialismo digital, que não apenas enviesam, como também mediam diferentes categorias identitárias, impactando diretamente a experiência digital de migrantes negros(as). Assim, esta pesquisa visa contribuir, a partir do entendimento acerca das discriminações algorítmicas, para a discussão de propostas como novas regulações em termos de governança e direitos no campo digital, ressaltando a necessidade de maior transparência nos sistemas de recomendação e de iniciativas que promovam uma internet mais justa e equitativa.</p> 2025-11-24T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://periodicos.ufsm.br/interacao/article/view/94486 Terrorismo em estados frágeis na Ordem Mundial 2.0: um estudo exploratório da África Subsaariana 2025-11-20T19:28:31-03:00 Marcelo Gurgel do Amaral Silva gurgel90@hotmail.com Fábio Albergaria de Queiroz fabio.queiroz@esd.gov.br Guilherme Lopes da Cunha guilhermelopes11@icloud.com <p>O artigo analisa a relação entre fragilidade estatal e terrorismo na África Subsaariana no contexto da Ordem Mundial 2.0. A análise, amparada em amostragem da literatura especializada e em dados empíricos, aponta que Estados com baixa capacidade de coerção legal e coesão social limitada tendem a ser mais suscetíveis a conflitos intraestatais e expansão de ações terroristas. Conclui-se que o grau de fragilidade institucional é variável explicativa relevante para compreender a persistência e concentração do terrorismo na região analisada. Verifica-se, também, que o avanço do <em>state building</em> aparece como uma das condições centrais para mitigar riscos transnacionais e promover maior estabilidade regional, tema relevante também para o Brasil em razão de seus interesses estratégicos no continente africano.</p> 2025-11-24T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://periodicos.ufsm.br/interacao/article/view/94315 A colonialidade no Direito Internacional Humanitário: crítica decolonial e proposta de reinterpretação emancipatória 2025-11-04T07:39:52-03:00 Marcelo Carvalho Ribeiro capirib@yahoo.com.br <p>O presente artigo investiga as persistências coloniais no Direito Internacional Humanitário (DIH), demonstrando como sua aplicação permanece seletiva e eurocentrada. Parte-se da hipótese de que o DIH, embora normativamente formulado com base em princípios universais, opera como dispositivo geopolítico de dominação, reforçando desigualdades entre o centro e a periferia do sistema internacional. O objetivo central é tensionar a suposta neutralidade do DIH à luz das teorias decoloniais e das epistemologias do Sul Global, propondo uma reinterpretação emancipatória do campo jurídico humanitário. Utiliza-se metodologia qualitativa, com base em revisão bibliográfica crítica de autores como Anghie, Crutchley, Getabicha, Pahuja, Quijano, Sander e Veličković. Os resultados indicam a predominância de uma lógica de seletividade na aplicação das normas humanitárias, com prejuízo para conflitos situados no Sul Global, especialmente aqueles de caráter insurgente, comunitário ou contra-hegemônico. Conclui-se que a superação dessa colonialidade normativa requer a abertura do DIH à pluriversalidade jurídica e à autodeterminação dos povos, reposicionando a justiça como valor central da normatividade internacional.</p> 2025-11-24T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://periodicos.ufsm.br/interacao/article/view/93618 Cartografia colonial e a anexação de Jabal Amil ao Grande Líbano 2025-11-10T21:57:57-03:00 Issam Rabih Menem issam_menem@hotmail.com <p>A dissolução do Império Otomano e a imposição de novas fronteiras pelas potências coloniais remodelaram profundamente o Levante, criando novas unidades políticas sob patrocínio europeu, dentre estas, a anexação da região de maioria xiita, Jabal Amil, ao recém-criado Estado do Grande Líbano sob o Mandato Francês (1920). Ancorado nos Estudos Pós-Coloniais, este artigo analisa criticamente as repercussões sociopolíticas dessa anexação. A fundamentação teórica articula conceitos de colonialismo, construção de fronteiras e política confessional. Metodologicamente, a pesquisa adota abordagem qualitativa, combinando revisão bibliográfica especializada e análise documental de fontes primárias, incluindo publicações da revista al-Irfan e petições à Comissão King-Crane, permitindo acessar narrativas locais marginalizadas pelas historiografias oficiais. Os resultados evidenciam que a anexação intensificou a marginalização política e econômica dos xiitas, limitando seu acesso a cargos públicos e investimentos em infraestrutura, ao mesmo tempo em que enfraqueceu lideranças tradicionais e estimulou o surgimento de movimentos armados de resistência. A ruptura das redes comerciais com a Palestina acentuou o subdesenvolvimento regional, enquanto o sistema confessional institucionalizado favoreceu elites cristãs e sunitas. A discussão aponta que, apesar de concessões pontuais como a criação da Corte Jaafari, a estrutura de poder manteve padrões excludentes, perpetuando desigualdades. Conclui-se que a anexação de Jabal Amil ao Grande Líbano não apenas redefiniu fronteiras geográficas, mas também consolidou fronteiras sociais e políticas, cujas implicações moldam até hoje as dinâmicas de identidade e marginalização da comunidade xiita no Líbano.</p> 2025-11-24T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://periodicos.ufsm.br/interacao/article/view/91858 Hans Kelsen, a ontologia do dever-ser e o problema da divisão fática 2025-10-27T10:31:24-03:00 José Mauro Garboza Junior garbozajm@gmail.com <p>O presente trabalho explora a separação entre questões de fato e questões de direito no campo jurídico, destacando que, tradicionalmente, elas são tratadas como domínios distintos: enquanto as primeiras são associadas à imutabilidade da natureza, as últimas são compreendidas como produtos da linguagem humana para resolução de conflitos sociais. A teoria kelseniana, como exemplo de formalização jurídica, reforça essa separação, evidenciando a constituição de uma ontologia do dever-ser na modernidade. A hipótese do estudo é de que o dever-ser está intimamente vinculado ao direito moderno, o que implica repensar a dicotomia entre fato e direito. Como objetivo, pretende-se demonstrar, por meio da leitura bibliográfica da obra de Hans Kelsen, como a ciência jurídica pretende distinguir os domínios da natureza e do direito, apesar de ambos compartilharem uma mesma estrutura metafísica. Para tanto, o texto está dividido o trabalho em três seções. O estudo conclui que a cisão entre o ser e o dever-ser é central para a edificação do sentido moderno de direito.</p> 2025-11-24T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://periodicos.ufsm.br/interacao/article/view/94344 O modernismo mineiro: Conjunto Moderno da Pampulha, referência da arquitetura brasileira 2025-11-05T21:50:29-03:00 Renata Maria de Abrantes Baracho renatabaracho@ufmg.br Soraia Aparecida Martins Farias samf2008@ufmg.br <p>Este artigo apresenta o Conjunto Moderno da Pampulha, consagrado como Patrimônio Mundial, quanto a sua significância cultural em valores histórico e estético (relativo) (Riegl, 2014), alinhando-se aos critérios da Carta de Burra (2013). Sua relevância transcende o pioneirismo formal, da vanguarda internacional com sensibilidade singular para com a paisagem e a cultura mineiras. A compreensão desta obra é ampliada ao aplicarmos o conceito de "Saber Local" de Clifford Geertz (1978), que demonstra como o significado da arquitetura modernista mineira está enraizado nas experiências coletivas da comunidade. Complementarmente, a teoria da recepção de Hans Robert Jauss, em seu "horizonte de expectativas", ilumina como o conjunto arquitetônico provoca um estranhamento produtivo, a Pampulha não apenas transformou a percepção arquitetônica em Minas Gerais, mas também conferiu seu caráter artístico e de status social às residências mineiras. Essa abordagem – Geertz (1978) e Jauss (1994) – revela como a arquitetura modernista mineira, longe de ser uma imitação passiva, reinterpretou criativamente os preceitos modernos à luz do contexto local, gerando uma produção de caráter precursor e excepcional valor patrimonial, cuja recepção continua a evoluir e a ressignificar sua importância histórica.</p> 2025-11-24T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 https://periodicos.ufsm.br/interacao/article/view/93698 A deslegitimação da liderança estadunidense a partir do Iraque: de Reagan aos primeiros anos de Biden (1981-2022) 2025-11-01T12:04:25-03:00 Lucas Oliveira Pocci lucas.pocci@aluno.ufabc.edu.br Mohammed Nadir mohammed.nadir@ufrn.br <p>Este artigo analisa como a busca por interesses energéticos no Iraque deslegitimou a liderança internacional dos EUA entre o governo Reagan (1981-1989) e os dois primeiros anos de Biden (2021-2022). Utilizando o conceito de chantagismo, argumenta-se que Washington criou, fomentou e depois combateu os perigos que supostamente buscava conter, ofertando proteção a ameaças que em parte eram resultado de suas próprias ações. O estudo percorre três momentos principais: 1. a sustentação de Saddam Hussein como aliado na Guerra Irã-Iraque (1980-1988), com destaque para o Escândalo Irã-Contras; 2. a desestabilização provocada pela Guerra do Golfo (1990-1991); 3. a ocupação do Iraque (2003-2011), que agravou a fragmentação política, econômica e social do país; e 4. o semi-abandono da proteção estadunidense no período pós-2011, marcado pela ascensão do Estado Islâmico, crescente dependência energética chinesa e pressões político-econômicas de Washington sobre Bagdá. O artigo conclui que, embora os EUA tenham oferecido ajuda e segurança em diversos momentos, sua política para o Iraque consolidou um padrão de intervenções unilaterais, destruição institucional e perda de legitimidade, abrindo espaço para a projeção de outras potências, como a China.</p> 2025-11-24T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025