L’influence du droit international sur la protection des droits des personnes migrantes forcées en Italie
DOI :
https://doi.org/10.5902/2357797596184Mots-clés :
Itália, Mediterrâneo, Imigração forçada, Direito Internacional, RefugiadosRésumé
L’étude vise à analyser les mesures adoptées par les institutions internationales afin d’assurer la sécurité et l’intégrité des personnes migrantes forcées provenant de la Méditerranée vers l’Italie, depuis la décision dans l’affaire Hirsi Jamaa c. Italie (2012) jusqu’à aujourd’hui. La recherche s’inscrit dans le champ des relations internationales, avec un accent sur le droit international, en s’appuyant sur les travaux de Vincent Chetail, qui examine le cadre juridique international des migrations et sa relation avec les institutions mondiales, ainsi que sur d’autres auteurs qui abordent les limites de la protection humanitaire et de la responsabilité des États. La question centrale est la suivante : dans quelle mesure le comportement de l’Italie face à la migration forcée en Méditerranée révèle-t-il les limites de l’efficacité du droit international ? L’approche méthodologique est qualitative, descriptive et déductive, fondée sur une recherche bibliographique et documentaire. Sont analysés les traités et conventions internationaux, la législation de l’Union européenne, les documents du Haut-Commissariat des Nations Unies pour les réfugiés (HCR), ainsi que des documents complémentaires. L’étude se justifie par l’analyse du rôle controversé de l’Italie dans la gestion migratoire, qui, malgré l’existence de traités et de normes européennes, continue de perpétuer des pratiques qui portent atteinte aux droits de la personne.
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