Ensino e inclusão acadêmica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/2357797566085

Palavras-chave:

Educação bancária. Ensino. Construção. Olhar sensível. Protagonismo.

Resumo

O presente artigo é fruto de uma pesquisa sobre a educação superior e as práticas de ensino dos professores realizada em uma turma de Direito Processual Civil do curso de Direito da Universidade Federal do Pará, no âmbito do programa de iniciação à docência denominado monitoria. Essa pesquisa tem como objetivo geral demonstrar a necessidade, ainda nos dias de hoje, de vencer a chamada “educação bancária”, por meio da aplicação da educação libertadora iniciada por Paulo Freire e complementada por José Carlos Libâneo. Ao longo do artigo, mostra-se que é necessário modificar a metodologia da narração, da transferência e da padronização do conhecimento adotada pelo professor em sala de aula, levando-o a olhar para os alunos com uma atenção maior e a tomar ciência de que o seu papel não se limita a transferir o conhecimento, sendo mais importante motivar a construção do conhecimento, para que os alunos deixem de ser meros receptores sem voz e tornem-se integrantes do processo de ensino. O método de pesquisa foi exploratório, explicativo, descritivo e qualitativo. A aplicação direta em sala de aula das obras Pedagogia do oprimido e Pedagogia da indignação, de Paulo Freire, e da obra Didática, de José Carlos Libâneo, teve como resultados positivos a motivação, o rendimento educacional e a criação de consciências próprias nos alunos. Confirma-se, na conclusão, que ainda hoje há a necessidade de substituição da metodologia bancária utilizada pelo docente em sala de aula.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Sandoval Alves da Silva, Universidade Federal do Pará

Doutor e mestre em Direito pela Universidade Federal do Pará (UFPA), na linha de pesquisa sobre constitucionalismo, democracia e direitos humanos, Procurador do trabalho lotado na Procuradoria Regional do Trabalho da 8.ª Região, Professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), na PósGraduação de Direito - PPGD com as disciplinas "Solução de problemas e de conflitos por acordo e a concretização dos direitos sociais" e "Processo dialógico de concretização dos direitos sociais", bem como na graduação com as disciplinas Teoria Geral do Processo e Processo Civil. Líder do Grupo de Pesquisa “Comunidade, conflitos, problemas, insatisfações sociais e o estudo sobre paz” (CNPq). Membro do IIDP (Instituto Ibero Americano de Direito Processual). Associado da ANNEP (Associação Norte Nordeste dos Professores de Processo), ex-Coordenador Nacional da Coordenadoria Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho - COORDIGUALDADE, ex-professor de Direito Financeiro e Orçamento Público, exprocurador do Estado do Pará, ex-assessor da Auditoria Geral do Estado do Pará e ex-analista de controle externo do Tribunal de Contas do Estado do Pará. https://orcid.org/0000-0002-1795-2281       

João Renato Rodrigues Siqueira, Universidade Federal do Pará

 Mestrando em Direito no PPGD/UFPA. Graduado em Direito-UFPA; bolsista de iniciação científica PIBIC 2019-2020; voluntário PIBEX 2019-2020; Membro do grupo de Pesquisa "Tradição da Lei Natural" (CNPq) e do Grupo de Pesquisa “Comunidade, conflitos, problemas, insatisfações sociais e o estudo sobre paz” (CNPq). https://orcid.org/0000-0002-5411-7322                

Dhennifer Nunes da Silva, Universidade Federal do Pará

Discente do curso de Direito da Universidade Federal do Pará (UFPA). Ex- Monitora de Direito Processual Civil 2019; Voluntária PIBEX 2019-2021 no Projeto Escrevendo e Reescrevendo a Nossa História (PERNOH); 

Referências

BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 5 de outubro de 1988. 27. ed. São Paulo: Saraiva, 2019.

BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Resolução CNE/CEB n.º 2, de 11 de fevereiro de 2001. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/res2_b.pdf. Acesso em: 5 set. 2019.

BRIGHENTE, Miriam Furlan; MESQUIDA, Peri. Paulo Freire: da denúncia da educação bancária ao anúncio de uma pedagogia libertadora. Pro-Posições, Curitiba, v. 27, n. 1, p. 155-177, jan./abr. 2016. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/pp/v27n1/1980-6248-pp-27-01-00155.pdf. Acesso em: 30 ago. 2019.

CHIARELLA, Tatiana; BIVANCO-LIMA, Danielle; MOURA, Juliana de Carvalho; MARQUES, Maria Cristina da Costa; MARSIGLIA, Regina Maria Giffoni. A pedagogia de Paulo Freire e o processo ensino-aprendizagem na educação médica. Revista Brasileira de Educação Médica, Rio de Janeiro, v. 39, n. 3, p. 418-425, jul./set. 2015. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbem/v39n3/1981-5271-rbem-39-3-0418.pdf. Acesso em: 29 out. 2019.

CINTRA, Antonio Carlos de Araújo; GRINOVER, Ada Pellegrini; DINAMARCO, Cândido Rangel. Teoria geral do processo. 31. ed., rev. e ampl. São Paulo: Malheiros, 2015.

COORDENADORIA NACIONAL PARA INTEGRAÇÃO DA PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA. Declaração de Salamanca e linha de ação sobre necessidades educativas especiais. Brasília, DF: Corde, 1994. Disponível em: http://uniapae.apaebrasil.org.br/wp-content/uploads/2019/10/DECLARA%C3%87%C3%83O-DE-SALAMANCA-E-LINHA-DA-A%C3%87%C3%83O-SOBRE-NECESSIDADES-EDUCATIVAS-ESPECIAIS.pdf. Acesso em: 5 fev. 2020.

COSTA, Camilla. “Brasil nunca aplicou Paulo Freire, diz pesquisador”. BBC News Brasil, São Paulo, 24 jul. 2015. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/07/150719_entrevista_romao_paulofreire_cc. Acesso em: 25 abr. 2021.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: Editora UNESP, 2000.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

ILHÉU, Taís. Os 15 livros mais usados em universidades pelo mundo. Guia do Estudante, 23 out. 2019. Disponível em: https://guiadoestudante.abril.com.br/universidades/os-15-livros-mais-usados-em-universidades-pelo-mundo/. Acesso em: 6 maio 2021.

LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez Editora, 2006.

MARINONI, Luiz Guilherme. Novas linhas do processo civil. 4. ed. São Paulo: Malheiros, 2000.

MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. 2. ed. São Paulo: Cortez Editora, 1921.

OLIVEIRA, Ivanilde Apoluceno de. 50 anos da Pedagogia do Oprimido: o legado de Paulo Freire na educação de jovens e adultos. Educação, Porto Alegre, v. 42, n. 3, p. 417-425, set.-dez. 2019. Disponível em: https://doi.org/10.15448/1981-2582.2019.3.33610. Acesso em: 03 maio 2021.

ROCHA, Diego. Paulo Freire é declarado o patrono da educação brasileira. Ministério da Educação, 16 abr. 2012. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/ultimas-noticias/222-537011943/17681-paulo-freire-e-declarado-o-patrono-da-educacaobrasileira#:~:text=O%20educador%20e%20fil%C3%B3sofo%20pernambucano%20Paulo%2Freire%20%2819211997%29,%C3%A0%20alfabetiza%C3%A7%C3%A3o%20e%20%C3%A0%20educa%C3%A7%C3%A3o%20da%20popula%C3%A7%C3%A3o%20pobre. Acesso em: 14 abr. 2021.

SILVA, Sandoval Alves da; ALVES, Camille de Azevedo; SIQUEIRA, João Renato Rodrigues. Análise crítica acerca da possibilidade de aplicação da justiça restaurativa pelo Ministério Público do Trabalho. Revista Meritum, Belo Horizonte, v. 15, n. 1, p. 280-301, 2020. DOI: https://doi.org/10.46560/meritum.v15i1.7916.

TAVARES, Rosana Carneiro. O sentimento de pertencimento social como um direito universal. Cadernos de Pesquisa Interdisciplinar em Ciências Humanas, Florianópolis, v. 15, n. 106, p. 179-201, jan./jun. 2014. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/cadernosdepesquisa/article/view/1984-8951.2014v15n106p179/pdf_7. Acesso em: 5 jan. 2021.

Downloads

Publicado

2022-01-07

Como Citar

Silva, S. A. da, Siqueira, J. R. R., & Silva, D. N. da. (2022). Ensino e inclusão acadêmica. Revista InterAção, 12(2), 45–57. https://doi.org/10.5902/2357797566085

Edição

Seção

Artigos