Submissões

O cadastro no sistema e posterior acesso, por meio de login e senha, são obrigatórios para a submissão de trabalhos, bem como para acompanhar o processo editorial em curso. Acesso em uma conta existente ou Registrar uma nova conta.

Condições para submissão

Como parte do processo de submissão, os autores são obrigados a verificar a conformidade da submissão em relação a todos os itens listados a seguir. As submissões que não estiverem de acordo com as normas serão devolvidas aos autores.
  • A contribuição é original e inédita, e não está sendo avaliada para publicação por outra revista; caso contrário, deve-se justificar em "Comentários ao Editor".
  • Os arquivos para submissão estão em formato Microsoft Word, OpenOffice ou RTF (desde que não ultrapassem 2MB)
  • URLs para as referências foram informadas quando necessário.
  • O texto contém entre 30 e 45 mil caracteres; está em espaço 1,5; usa uma fonte de 12-pontos; emprega itálico em vez de sublinhado (exceto em endereços URL); as figuras e tabelas estão inseridas no texto, não no final do documento, como anexos; o título possui, no máximo, 75 caracteres com espaço.
  • O texto segue os padrões de estilo e requisitos bibliográficos descritos em Diretrizes para Autores, na seção Sobre a Revista.
  • A identificação de autoria do trabalho foi removida do arquivo e da opção Propriedades no Word, garantindo desta forma o critério de sigilo da revista, caso submetido para avaliação por pares (ex.: artigos), conforme instruções disponíveis em Assegurando a Avaliação Cega por Pares.
  • O cadastro foi preenchido corretamente com todos os dados do autor: nome, instituição, titulação, contato, entre outras informações solicitadas.
  • As imagens devem ser enviadas em formato jpg. como documento suplementar e no corpo do documento e ter no mínimo 300 dpi.
  • A submissão provém de professores e pesquisadores doutores em Comunicação e áreas afins. (Submissões de doutorandos, mestres, graduados e graduandos serão avaliadas desde que em co-autoria com um doutor).

Diretrizes para Autores

1. A Animus recebe contribuições de professores e pesquisadores doutores em Comunicação e áreas afins. Submissões de doutorandos, mestres, graduados e graduandos serão avaliadas desde que em co-autoria com um doutor.

2. O processamento dos artigos não possui custos ou taxas para nenhuma das partes envolvidas.

3. A submissão de artigos à Revista Animus é totalmente isenta de taxas.

4. Os trabalhos submetidos devem ser inéditos e não devem ser submetidos a avaliações paralelas em outras publicações. Aceita-se a submissão de textos publicados em anais de eventos desde que apresentem alguma evolução na pesquisa.

5. OS AUTORES DEVEM REMOVER QUALQUER MARCA QUE REMETE À AUTORIA DO TEXTO, PRINCIPALMENTE A MENÇÃO DOS NOMES. Texto que não cumprir esta exigência terá a submissão cancelada automaticamente.

6. Os textos podem ser escritos em português, espanhol ou inglês.

7. Os textos, em sua totalidade, devem ter entre 30 e 45 mil caracteres com espaços.

8. O título do texto deve ser escrito com letras maiúsculas, fonte Times New Roman, corpo 14 e em português, espanhol e inglês. O título, no idioma original do texto, deve estar em negrito. Títulos de capítulos e seções devem estar em negrito, corpo 12, caixa alta na primeira letra e baixa no restante.

9. O título deve conter, no máximo, 75 caracteres com espaço.

10. O resumo do texto deve possuir no máximo 10 linhas, fonte Times New Roman, corpo 12, espaçamento entre linhas simples e ser escrito em português, espanhol e inglês. As palavras chave devem ser três, separadas por ponto e escritas nestes três idiomas.

11. O corpo do texto deve ser digitado em fonte Times New Roman, corpo 12, espaçamento entre linhas 1,5. Citações com mais de três linhas devem apresentar recuo de 4 cm, espaçamento simples e fonte 11. Deve-se evitar notas de rodapé de referência, reservando-se este espaço para as notas explicativas. Elas devem ser formatadas em fonte Times New Roman, espaçamento simples e corpo 10. As citações devem seguir o modelo autor-data e as demais especificações do texto devem seguir as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

12. O arquivo do texto deve estar em formato .doc. ou RTF. 

13. As páginas devem possuir margem superior e lateral esquerda de 3cm e margem inferior e lateral direita de 2cm. 

14. Todas as imagens, sejam elas fotografias, tabelas, gráficos ou ilustrações devem ser inseridas no texto e enviadas em separado, como documento suplementar, e possuir resolução mínima de 300 dpi. Títulos, legendas e créditos devem ser inseridos no corpo do texto. 

15. Os artigos assinados são de inteira responsabilidade dos autores, assim como as imagens utilizadas por eles. Desta forma, é responsabilidade do autor o recolhimento de autorizações de uso de imagem.

16. Devem ser removidas do arquivo todas as marcas que possam identificar o autor, como a autoria do arquivo de texto e o nome e/ou vinculação institucional dos autores.

17. Os metadados em inglês devem ser preenchidos. Para incluí-los, depois de salvar os dados de submissão (autor, titulo, abstract e outros), clicar em "editar metadados" no topo da página - alterar o idioma para o inglês, clicar em "submeter" e inserir: title, abstract e keywords e clicar em "salvar" ao final da página

18. Inclusão do ORCID no perfil dos autores. Informações sobre a criação do ORCID estão no link a seguir: https://orcid.org/content/about-orcid?locale_v3=pt

19. As referências bibliográficas, organizadas na última página, devem obedecer às normas da ABNT ou APA.

Exemplo de referência ABNT: Livro: (SOBRENOME DO AUTOR, Nome.Título da obra. Cidade: Editora, ano.). Os títulos de artigos de periódicos devem seguir o mesmo padrão. Exemplo: (SOBRENOME DO AUTOR, Nome. Título do artigo. Periódico, Cidade: Editora/Instituição,v.XX, n.XX, p. XX-XX, mês, ano).

Exemplo de referência APA: LivroSobrenome, A. A. (Ano da publicação). Título do livro. Cidade: Editora. PeriódicoSobrenome, A. A., Sobrenome, B. B. & Sobrenome, C. C. (Data da publicação). Título do artigo. Título da publicação, volume(número), pp. xx-xx. doi: xx.xxxxxxx

 

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Artigos Livres

Neste espaço são aceitos artigos derivados de pesquisas científicas, estudos de caso ou revisões de literatura que contribuam para o campo. Ressalta-se que no caso de revisões de literatura é fundamental que o artigo apresente uma perspectiva analítica do material já produzido sobre o tema (em uma abordagem conceitual ou metodológica), gerando assim uma contribuição para a área. 

Comunicação e Indústria Criativa

A seção Comunicação e Indústria Criativa é resultado da parceria entre a Revista Animus do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (Poscom) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) com o Programa de Pós-graduação em Comunicação e Indústria Criativa (PPGCIC) - Mestrado Profissional da Universidade Federal do Pampa (Unipampa - campus São Borja). O objetivo da seção é propor um espaço para as reflexões entre comunicação e indústria criativa, enfatizando processos, atividades e técnicas dentro de duas compreensões mínimas: a comunicação reconhecida como um setor criativo que mobiliza recursos tangíveis e intangíveis e se configura na própria indústria criativa; e/ou a comunicação para a indústria criativa que, direcionada para esse setor, desenvolve estratégias, técnicas e instrumentos para a consolidação do processo criativo. As reflexões da seção contemplam artigos, ensaios e resenhas que contribuem ao debate sobre o tema.

TICs como prática social

Focaliza-se o debate sobre os processos de convergência de dispositivos tecnológicos no contexto de espaços midiatizados. 

A comunicação instrumentalizada pelas tecnologias propicia novas possiblidades de atuação do homem, com suas lógicas de funcionamento, suas possibilidades de usos e significados, e se apresenta como moduladora das formas de vida e da visão de mundo. É possível perceber o caráter inseparável dos meios e das tecnologias de comunicação, assumidas e instrumentalizadas em cada época, tanto como forma de expressão como dinâmicas de transformação e ação humana sobre o mundo, não apenas impondo gramáticas de construção de mensagens, mas também configurando sua codificação e suas percepções do mundo.

Portanto, antes de direcionar a reflexão sobre o campo midiático para um determinismo tecnológico, trata-se de articular a sociabilidade contemporânea com a convergência entre novas tecnologias e novas formas sociais. Da mesma forma, a flexibilidade na emissão de mensagens tem reconfigurado o modo como se criam e divulgam as informações: a conectividade generalizada oferece autonomia e independência da edição de meios massivos e os receptores se tornam consumidores geradores de conteúdo. Trata-se de pensar não apenas na substituição de práticas e modalidades midiáticas, mas também sua conformação sobre os múltiplos suportes que as tecnologias colocam à sua disposição.

Traduções

Seção voltada para a publicação de traduções inéditas de artigos científicos ou capítulos de livros.

As muitas dimensões do Jornalismo de Revista

O  jornalismo  de  revista  se  mostra,  de  maneira  significativa,  um  dos principais guias para compreensão do  Zeitgeist. Em sua manifesta mescla de informação  e  opinião,  expõe  interpretações da  realidade  ancoradas  tanto em seus preceitos editoriais quanto na necessidade de seduzir os leitores por meio de  textos  e  imagens,  extrapolando  as  amarras  da  ideologia  da  objetividade entranhada  nos  periódicos  voltados  à  cobertura  diária.  No  longo  prazo, constituem-se  mesmo  como  documentos  históricos,  representando  discursos, ideais,  usos  e  costumes  da  época  na  qual  são  idealizadas  e  trazidas  à existência.  Informativas, generalistas, especializadas, coloridas, em preto-e-branco, impressas  e  digitais.  O  universo  do  jornalismo  de  revista  abriga  uma multidimensionalidade  de  formatos  e  conteúdos,  buscando abranger  diversos tipos de público. Versáteis, as magazines adaptam-se ao passar dos séculos, desenvolvendo marcantes características próprias. Revolucionárias, introduzem tendências gráfico-imagéticas e novas formas textuais. Enquanto suporte, são parte essencial das mensagens que buscam construir - construções estas que abarcam  a  realidade  de  maneira  ampla  e  profunda,  com  a  efetivação  de interpretações que perpassam todos os seus dimensionamentos temáticos.  Este call for papers tem por objetivo trazer debates e reflexões acerca da produção noticiosa no suporte revista, seja em estrutura física ou digital, por meio de contribuições de pesquisadores de Ciências Sociais e Humanas, tais como Comunicação,  Jornalismo,  Estudos  Midiáticos,  História,  Sociologia,  Estudos Culturais,  dentre  outras. São esperados trabalhos que abordem  as  seguintes temáticas (assim como assuntos relacionados): - Jornalismo de revista no ambiente digital/ciberjornalismo de revista; - Migração do ambiente impresso para o digital; - Processos de produção de revistas; - História do jornalismo de revista; - Conceito de jornalismo revistativo; - Relacionamento entre revistas e leitores; - Capas de revista; -  Jornalismo  de  revista  especializado  (economia,  política,  dossiês/temas especiais); - Ênfase imagética no jornalismo de revista; - Estudos sobre narrativas e discursos nas revistas.  Os artigos podem ser submetidos até o dia  30  de abril de  2021, via sistema eletrônico  da  revista  Animus.  Serão  aceitos  textos  escritos  em  português, espanhol ou inglês e que, em sua totalidade, tenham entre 30 e 45 mil caracteres com  espaços.  As  diretrizes  completas  para  autores  estão  disponíveis  aqui: https://periodicos.ufsm.br/animus/about/submissions#authorGuidelines.

Apresentação

Seção dedicada a apresentação de editores quando da realização de Dossiês Temáticos

Dossiê - Comunicação e Ciência: divulgação científica profissional, estratégias, relação comunicação científica e sociedade

A Comunicação de Ciência, de seus processos e resultados, é um campo das ciências da comunicação cuja importância cresce à medida que os desafios ligados à ciência e à tecnologia se tornam cada vez mais relevantes e decisivos para o convívio em sociedade e a sobrevivência da espécie.

 

Nos últimos anos, com a radicalização da discussão pública e a politização de questões ligadas à ciência, desafios acrescidos se colocam à sua comunicação. Desde alterações climáticas até vacinação, passando por todos os tópicos que possam de alguma forma alimentar o universo de negacionismo e teorias da conspiração que se vão acumulando à sua volta.

 

A propaganda e a desinformação, que tradicionalmente tinham o seu palco privilegiado na comunicação política, estenderam-se a muitas outras áreas. Sua chegada à comunicação de ciência é um fenómeno relativamente recente. Foi sobretudo nos últimos anos que a ciência e o seu discurso passaram a ser usados como arma política, entrando na esfera de influência do vasto campo da desinformação e do conspiracionismo que os novos populismos do século XXI fizeram reviver, aproveitando um ecossistema mediático desenhado para favorecer a propagação do chocante e do escandaloso, e que se alimenta do ultraje e da indignação do público.

 

Sendo um fenómeno recente, estes são novos desafios que os estudos sobre Comunicação de Ciência têm de dar resposta. Este call for papers tem por objetivo suscitar o debate e a reflexão sobre o papel da Comunicação de Ciência num novo ecossistema mediático em que a manipulação e a desinformação estão inscritas por design. Para tal debate, chamamos por contribuições de pesquisadores de Ciências Sociais e Humanas, tais como Comunicação, Jornalismo, Estudos Midiáticos, História, Sociologia, Estudos Culturais, dentre outras.

 

São temas de interesse para este dossier trabalhos que abordem questões como:

 

  • Papel da Comunicação de Ciência no combate à desinformação
    • Autoridade e credibilidade do jornalismo científico
    • Autoridade e credibilidade dos cientistas
    • Teorias da conspiração e comunicação: origem, difusão, objetivos, formato etc.
    • A Comunicação de Ciência nos media: análises qualitativas e quantitativas
    • Comunicação de Ciência e confiança nas instituições
    • Estratégias, estudos de caso, projectos-piloto para uma melhor Comunicação de Ciência
    • Alfabetização, letramento ou literacia mediática e científica
    • Vulnerabilidade dos públicos de Comunicação de Ciência: propaganda e persuasão
    • Consumo de notícias e “news avoidance” no jornalismo científico
    • Papel dos fact-checkers de Comunicação da Ciência no novo ecossistema mediático
    • Star-system, influencers e desinformação
    • Redes sociais e Comunicação de Ciência: Facebook, Twitter, Instagram, Youtube, Tik Tok

Datas relevantes:

 

Submissão de textos: até 12 de novembro.

Notificação aos autores: até 10 de dezembro.

Publicação volume 03 de 2022 (v.21 n.47): até 31 de dezembro.

 

Os artigos devem ser submetidos através do sistema eletrônico da revista Animus. Serão aceites textos escritos em português, espanhol ou inglês e que, em sua totalidade, tenham entre 30 e 45 mil caracteres com espaços. As diretrizes completas para autores estão disponíveis aqui:

 https://periodicos.ufsm.br/animus/about/submissions#authorGuidelines. 

Animus (ISSN 2175-4977) é uma publicação do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A proposta da revista é propiciar a reflexão, a produção e a difusão do conhecimento em comunicação. Para tanto, a política editorial da revista abrange artigos acadêmicos, resenhas e traduções de pesquisa conceitual e empírica escritos em português, espanhol ou inglês das áreas de jornalismo, publicidade e propaganda, relações públicas, rádio e televisão, produção editorial, cinema e audiovisual, além dos estudos que apresentam interface com a comunicação. A revista é destinada a pesquisadores, profissionais, professores e estudantes de comunicação e áreas relacionadas. Animus tem classificação A3 na avaliação Qualis/CAPES e tem periodicidade quadrimestral.

 

Editores convidados do volume 3 de 2022:

 

Anabela Gradim - professora do Departamento de Comunicação, Filosofia e Política da Faculdade de Artes e Letras da Universidade da Beira Interior, onde coordena o doutoramento em Ciências da Comunicação e a unidade de I&D Labcom -  Comunicação e Artes. É doutorada em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior, tendo-se licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Portugal).

 

Cristina Marques Gomes – professora do Departamento de Ciências da Comunicação do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). É Doutora em Ciências no Programa de Ciência da Informação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), e possui o grau de Doutora em Tecnologias e Sistemas de Informação pela Escola de Engenharia da Universidade do Minho (Portugal). Realizou um pós-doutoramento pelo Departamento de Ciências Administrativas da Universidad Autónoma de Ciudad Juarez (UACJ) do México.

 

João Pedro Baptista – professor do Departamento de Letras, Artes e Comunicação da Escola de Ciências Humanas e Sociais da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (Portugal), tendo-se doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior com uma dissertação intitulada “Quem consome Fake News? Uma análise comparativa do efeito da ideologia política Esquerda-Direita na crença, interpretação e divulgação”.

 

Maurício Fanfa – professor substituto do Departamento de Ciências da Comunicação do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), doutorando em Ciências da Comunicação no POSCOM-UFSM, mestre em comunicação e bacharel em produção editorial. Investiga sobre plataformas e mídias sociais de comunicação científica, tecnologias digitais, infraestruturas midiáticas e midiatização, especialmente a partir de semióticas materiais e teorias ator-rede.

Estudos sobre Cinema

Esta seção é dedicada a estudos sobre Cinema e Comunicação

Convergência e Distribuição Multiplataforma: reconfigurações da indústria criativa

O cenário da cultura da convergência é marcado por alterações significativas nos mercados da informação e do entretenimento, bem como nas preferências dos públicos com relação às possibilidades de acesso, de produção e de distribuição de dados nessa conjuntura. A tendência de estratégias comunicacionais em múltiplas plataformas digitais vem sendo intensificada, complexificando o ecossistema midiático contemporâneo. Isso porque, além de ocorrer a atualização de padrões tradicionais de produtos e ações nesse sentido, tornou-se frequente o surgimento de novas iniciativas. Tais ideias resultam em projetos inovadores, que aproveitam as potencialidades das mídias conectadas em redes digitais, mediante potencialidades de seus suportes e interfaces. Assim, diferentes dispositivos se desenvolvem. Ao mesmo tempo, esses potenciais podem ser subaproveitados em determinados contextos comunicacionais, como aqueles em que são verificadas formas de exclusão digital. Nesse sentido, as apropriações e transformações (tanto potencializadoras, quanto limitantes) podem estar reconfigurando as características da indústria criativa nessa conjuntura. A segunda edição da Revista Animus de 2023 estará aberta para artigos que contemplam reflexões nesse sentido. Quais são as características da comunicação e da indústria criativa nessa realidade? O que pode ser considerado inovação da indústria criativa no referido cenário? As classificações tradicionais das indústrias criativas podem estar sendo ampliadas a partir das possibilidades da comunicação em múltiplas plataformas digitais? Existe uma nova indústria criativa em configuração, com aspectos distintos da convencional? Como as mídias de referência, acostumadas às lógicas da comunicação de massa, vêm se adequando a essas transformações? As perguntas expostas apresentam possibilidades para reflexões pertinentes ao dossiê, entre outros projetos.

 

Datas relevantes:

Submissão: até 31 de maio de 2023 pelo sistema eletrônico da Revista em seção com o nome deste Dossiê

Publicação: Agosto de 2023

Dossiê - Comunicação e Ciência: narrativas, desinformação, checagem

A Comunicação de Ciência, de seus processos e resultados, é um campo das ciências da comunicação cuja importância cresce à medida que os desafios ligados à ciência e à tecnologia se tornam cada vez mais relevantes e decisivos para o convívio em sociedade e a sobrevivência da espécie.

 

Nos últimos anos, com a radicalização da discussão pública e a politização de questões ligadas à ciência, desafios acrescidos se colocam à sua comunicação. Desde alterações climáticas até vacinação, passando por todos os tópicos que possam de alguma forma alimentar o universo de negacionismo e teorias da conspiração que se vão acumulando à sua volta.

 

A propaganda e a desinformação, que tradicionalmente tinham o seu palco privilegiado na comunicação política, estenderam-se a muitas outras áreas. Sua chegada à comunicação de ciência é um fenómeno relativamente recente. Foi sobretudo nos últimos anos que a ciência e o seu discurso passaram a ser usados como arma política, entrando na esfera de influência do vasto campo da desinformação e do conspiracionismo que os novos populismos do século XXI fizeram reviver, aproveitando um ecossistema mediático desenhado para favorecer a propagação do chocante e do escandaloso, e que se alimenta do ultraje e da indignação do público.

 

Sendo um fenómeno recente, estes são novos desafios que os estudos sobre Comunicação de Ciência têm de dar resposta. Este call for papers tem por objetivo suscitar o debate e a reflexão sobre o papel da Comunicação de Ciência num novo ecossistema mediático em que a manipulação e a desinformação estão inscritas por design. Para tal debate, chamamos por contribuições de pesquisadores de Ciências Sociais e Humanas, tais como Comunicação, Jornalismo, Estudos Midiáticos, História, Sociologia, Estudos Culturais, dentre outras.

 

São temas de interesse para este dossier trabalhos que abordem questões como:

 

  • Papel da Comunicação de Ciência no combate à desinformação
    • Autoridade e credibilidade do jornalismo científico
    • Autoridade e credibilidade dos cientistas
    • Teorias da conspiração e comunicação: origem, difusão, objetivos, formato etc.
    • A Comunicação de Ciência nos media: análises qualitativas e quantitativas
    • Comunicação de Ciência e confiança nas instituições
    • Estratégias, estudos de caso, projectos-piloto para uma melhor Comunicação de Ciência
    • Alfabetização, letramento ou literacia mediática e científica
    • Vulnerabilidade dos públicos de Comunicação de Ciência: propaganda e persuasão
    • Consumo de notícias e “news avoidance” no jornalismo científico
    • Papel dos fact-checkers de Comunicação da Ciência no novo ecossistema mediático
    • Star-system, influencers e desinformação
    • Redes sociais e Comunicação de Ciência: Facebook, Twitter, Instagram, Youtube, Tik Tok

Datas relevantes:

 

Submissão de textos: até 12 de novembro.

Notificação aos autores: até 10 de dezembro.

Publicação volume 03 de 2022 (v.21 n.47): até 31 de dezembro.

 

Os artigos devem ser submetidos através do sistema eletrônico da revista Animus. Serão aceites textos escritos em português, espanhol ou inglês e que, em sua totalidade, tenham entre 30 e 45 mil caracteres com espaços. As diretrizes completas para autores estão disponíveis aqui:

 https://periodicos.ufsm.br/animus/about/submissions#authorGuidelines. 

Animus (ISSN 2175-4977) é uma publicação do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A proposta da revista é propiciar a reflexão, a produção e a difusão do conhecimento em comunicação. Para tanto, a política editorial da revista abrange artigos acadêmicos, resenhas e traduções de pesquisa conceitual e empírica escritos em português, espanhol ou inglês das áreas de jornalismo, publicidade e propaganda, relações públicas, rádio e televisão, produção editorial, cinema e audiovisual, além dos estudos que apresentam interface com a comunicação. A revista é destinada a pesquisadores, profissionais, professores e estudantes de comunicação e áreas relacionadas. Animus tem classificação A3 na avaliação Qualis/CAPES e tem periodicidade quadrimestral.

 

Editores convidados do volume 3 de 2022:

 

Anabela Gradim - professora do Departamento de Comunicação, Filosofia e Política da Faculdade de Artes e Letras da Universidade da Beira Interior, onde coordena o doutoramento em Ciências da Comunicação e a unidade de I&D Labcom -  Comunicação e Artes. É doutorada em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior, tendo-se licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Portugal).

 

Cristina Marques Gomes – professora do Departamento de Ciências da Comunicação do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). É Doutora em Ciências no Programa de Ciência da Informação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), e possui o grau de Doutora em Tecnologias e Sistemas de Informação pela Escola de Engenharia da Universidade do Minho (Portugal). Realizou um pós-doutoramento pelo Departamento de Ciências Administrativas da Universidad Autónoma de Ciudad Juarez (UACJ) do México.

 

João Pedro Baptista – professor do Departamento de Letras, Artes e Comunicação da Escola de Ciências Humanas e Sociais da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (Portugal), tendo-se doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior com uma dissertação intitulada “Quem consome Fake News? Uma análise comparativa do efeito da ideologia política Esquerda-Direita na crença, interpretação e divulgação”.

 

Maurício Fanfa – professor substituto do Departamento de Ciências da Comunicação do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), doutorando em Ciências da Comunicação no POSCOM-UFSM, mestre em comunicação e bacharel em produção editorial. Investiga sobre plataformas e mídias sociais de comunicação científica, tecnologias digitais, infraestruturas midiáticas e midiatização, especialmente a partir de semióticas materiais e teorias ator-rede.

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