La influencia del ayer en el hoy: la segregación socioespacial construida a lo largo de la historia de Fortaleza
DOI:
https://doi.org/10.5902/2236499492287Palabras clave:
Desigualdad urbana, Migración, Exclusión socioespacialResumen
El objetivo de este trabajo es analizar la construcción del espacio urbano en Fortaleza y su dinámica de segregación socioespacial. La metodología se basó en un estudio y revisión bibliográfica de artículos, tesis y disertaciones, centrándose en dos períodos históricos: las sequías de 1877, 1915 y 1932; y la constitución y expansión de favelas y urbanizaciones en los siglos XX y XXI. Las cartografías se georreferenciaron con la localización de chabolas y campos de concentración, además de utilizar shapefiles de los asentamientos precarios y urbanizaciones de la ciudad. Los resultados indican que Fortaleza se ha desarrollado bajo una lógica de segregación socioespacial de la población vulnerable, que comenzó con la orientación de los refugiados de las sequías hacia zonas de confinamiento. Este proceso se intensificó con la urbanización y el crecimiento de las periferias, habitadas por descendientes de estos migrantes. Por último, el análisis revela un modelo de urbanización típico de las ciudades periféricas, que tiende a empujar los efectos de la desigualdad hacia la periferia urbana, manteniendo las áreas centrales reservadas a las élites económicas y políticas.
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