Estabelecimento in vitro de oliveira ‘arbequina’ e ‘koroneiki’

Jullie dos Santos, Marcos Vinícius Marques Pinheiro, Denise Schmidt, Daniele Cristina Fontana, Matheus Milani Pretto

Resumo


Devido a relevante importância econômica, tanto para o setor alimentício quanto farmacêutico, a oliveira vem sendo cada vez mais cultivada em todo o mundo. Para isso, a obtenção de mudas de qualidade com uniformidade e idoneidade varietal surge como fator altamente relevante na implantação dos pomares de oliveiras. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi desenvolver protocolo de estabelecimento in vitro a partir de segmentos nodais de duas cultivares de oliveira sob diferentes concentrações de hipoclorito de sódio e concentrações de BAP. O experimento foi conduzido no delineamento inteiramente casualisado, em esquema fatorial triplo (2x3x3), sendo duas cultivares de oliveira (Arbequina e Koroneiki), três concentrações de BAP (0,00; 2,22 e 4,44 µM) e três concentrações de hipoclorito de sódio (0,6; 0,8 e 1,0% de cloro ativo) para a descontaminação dos explantes. Cada tratamento contou com três repetições e a unidade experimental constituída por cinco tubos de ensaio com um explante cada. Após 28 dias, foi possível observar que os tratamentos testados não foram eficientes no estabelecimento in vitro de Olea europaea cv. Arbequina. A concentração de 2,22 µM de BAP adicionada ao meio WPM e a concentração de 1,0% de hipoclorito de sódio, utilizada na desinfestação dos explantes, são ideais para o estabelecimento in vitro de Olea europaea cv. Koroneiki.

Palavras-chave


Olea europaea; Cultivares; Assepsia; Citocinina

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