Imagem de marca: a recepção sígnica a partir do interpretante peirceano

Autores

Palavras-chave:

marca, teoria peirceana, signos mercadológicos, recepção sígnica

Resumo

O termo marca, praticamente acessório na literatura de marketing até meados dos anos 80, passou a ser um conceito central a partir dos 90. Tal movimento provocou uma imensidão de títulos relacionados essencialmente ao branding (gestão de marca), no entanto, a integração do conceito no edifício conceitual do marketing e da comunicação ainda não se encontra consolidada. Ainda menos estão consolidados os conceitos de identidade e imagem de marca, sendo muitas vezes utilizados, indevidamente, como termos intercambiáveis. O objetivo do presente artigo é, a partir do edifício conceitual construído por Peirce, por meio da Teoria Geral dos Signos, demonstrar que é possível construir um modelo teórico de recepção de signos mercadológicos, com foco na imagem de marca – um conceito de recepção por excelência.

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Biografia do Autor

Clotilde Perez, Universidade de São Paulo

Livre-docente em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP). Doutora em Comunicação e Semiótica e Mestre em Administração de Marketing. Pós-Doutora em Comunicação pela Universidad de Murcia, Espanha. Líder do Grupo de Estudos em Semiótica, Comunicação, Cultura e Consumo, certificado pelo CNPq (GESC3).

Sergio Bairon, Universidade de São Paulo

Livre-docente em Ciências da Comunicação pela ECA – USP. Pós-Doutor pela Universidade Livre de Berlin, Alemanha. Doutor em Ciências pela USP.

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Publicado

27-08-2025

Como Citar

Perez, C., & Bairon, S. (2025). Imagem de marca: a recepção sígnica a partir do interpretante peirceano. Animus. Revista Interamericana De Comunicação Midiática, 8(15). Recuperado de https://periodicos.ufsm.br/animus/article/view/92444

Edição

Seção

Dossiê Publicidade, Promoção e Consumo