Amar Perdidamente: A Subversão do Desejo Feminino na Poesia de Florbela Espanca (1894-1930) e Judith Teixeira (1880-1959)
DOI:
https://doi.org/10.5902/1679849X89710Palabras clave:
Florbela Espanca, Judith Teixeira, Poesia Feminina, CensuraResumen
Florbela Espanca (1894-1930) e Judith Teixeira (1880-1959) foram poetas modernistas de Portugal. No entanto, a crítica as posicionou fora de seu tempo, associando suas obras a escolas anteriores, como o decadentismo e o simbolismo, e julgando o tratamento dado ao amor e ao desejo feminino, temas centrais de suas produções. Por essa razão, foram por muito tempo marginalizadas no cânone literário português e rechaçadas pelo caráter transgressor de suas temáticas. Hoje, Florbela alcançou reconhecimento como uma das grandes figuras da literatura portuguesa, enquanto Teixeira permanece na obscuridade, em parte devido a episódios de maior censura, como o caso de “Sodoma Divinizada” (1923). Portanto, este artigo objetiva analisar como a linguagem subversiva em suas poéticas contribuiu para sua exclusão, apresentando e analisando dois poemas: “Amar” (1931), de Florbela Espanca, e “Rosas Vermelhas” (1923), de Judith Teixeira, objetivando destacar suas semelhanças poéticas e as questões da exclusão da escrita feminina.
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