Silenciamentos e ruídos da história latino-americana no conto Só vim telefonar, de Gabriel García Márquez

Autor/innen

DOI:

https://doi.org/10.5902/1679849X88408

Schlagworte:

Doze contos peregrinos

Abstract

Neste estudo tem-se como objetivo realizar a interpretação do Conto Só vim telefonar, que compõe a obra Doze contos peregrinos, escrito por Gabriel García Márquez (1992). Por meio desta narrativa, a peregrinação da personagem María de la Luz Cervantes é analisada em sua representação quanto ao exílio, à história e à violência que contextualizavam os anos dos regimes ditatoriais na América Latina. Para efeitos metodológicos, este é um trabalho qualitativo, com características interpretativas. Com base na análise do conto e representação literária é possível afirmar que a violência da ditadura oprimiu a sociedade, silenciou, exilou, marcou e violentou latino-americanos e latino-americanas. Com efeito, García Márquez narra o sofrimento de sua personagem María e o faz de modo ficcional sem deixar de representar a aspereza e a estupidez que permeiam os exílios.

Downloads

Keine Nutzungsdaten vorhanden.

Autor/innen-Biografien

Robson Pereira da Rosa, Universidade Franciscana

Graduando do Curso de História da Universidade Franciscana (UFN).

Adriana Martins, Universidade Franciscana

Professora do Curso de Letras Português Inglês e Literaturas da Universidade Franciscana (UFN); Dra. em Letras: Estudos Literários (UFSM) e Dra. em Educação (UFSM); Mestre em Letras: Estudos Linguísticos (UCPEL); Graduada e especialista em Letras (UFN); Graduada em Pedagogia (UNINTER).

Literaturhinweise

BAUMAN, Zygmunt. Identidade: entrevista a Benedetto Vecchi/Zygmunt Bauman. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2005.

BOBBIO, et al. Dicionário de Política. 11 ed. Tradução e João Ferreira et al. Brasília: UnB, 1998.

COSTA, Albertina. et. al. Memórias das mulheres do exílio. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980.

COSTA, Adriane A. Vidal. Literatura e Política: O Libro De Manuel De Julio Cortázar. História Revista, Goiânia, v. 13, n. 2, p. 295-313, jul./dez. 2008. Disponível em: https://doi.org/10.5216/hr.v13i2.6614. Acesso em: 22 , jul. 2024.

DURÃO, Fábio. DEBATE: Reflexões sobre a metodologia de pesquisa nos estudos literários. Delta, São Paulo, vol. 31, n. especial. ago, 2015. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/0102-445014919759499939. Acesso em: 11 ,maio. 2024.

MÁRQUEZ,Gabriel García. Doze contos Peregrinos. Tradução de Eric Nepomuceno. Rio de Janeiro: Record, 1992.

MÁRQUEZ, Gabriel García. La soledad de América Latina. Discurso de aceitação do Prêmio Nobel. 1982. Disponível em: https://www.cultura.gob.cl/agendacultural/la-soledad-de-america-latina-gabriel-garcia-marquez/. Acesso em: 02, jun. 2024.

HOBSBAWN, Eric. A era dos extremos. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.

IANNI, Octávio. Enigmas do Pensamento Latino-Americano. Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo. Disponível em: http://www.iea.usp.br/publicacoes/textos/iannicienciassociais.pdf/view. Acesso em: 03 jun. 2024.

NARCISO em férias. Direção: Ricardo Calil, Renato Terra. Produção: Paula Lavigne. Rio de Janeiro: Globoplay, 2020. 1 vídeo (1h23min). Disponível em: https://globoplay.globo.com/v/8836951 . Acesso em: 03, jun. 2024.

PADRÓS, Enrique Serra. Repressão e violência: segurança nacional e terror de Estado nas ditaduras latino-americanas. In FICO, Carlos et al (orgs.). Ditadura e democracia na América Latina: balanço histórico e perspectivas. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2008. p. 143-178.

PIGLIA, Ricardo. Respiración artificial. Buenos Aires: Planeta, 1998.

RICOEUR, Paul. Tempo e narrativa. vol. 1. Campinas: Papirus, 1994.

RICOEUR, Paul. Tempo e narrativa. Tomo 3. Tradução Claudia Berliner. São Paulo: Editora Martins Fontes, 2010.

SAID, Edward. Reflexões sobre o exílio. In: SAID, Edward. Reflexões sobre o exílio e outros ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 2003. p. 46-60.

Veröffentlicht

2025-06-13

Zitationsvorschlag

Pereira da Rosa, R., & Martins, A. . (2025). Silenciamentos e ruídos da história latino-americana no conto Só vim telefonar, de Gabriel García Márquez. Literatura E Autoritarismo, (44), e88408 . https://doi.org/10.5902/1679849X88408