Trauma em narrativa Apurinã

Maria da Conceição Vasconcelos Pereira

Resumo


A presente proposta se consolida como uma análise da narrativa “Massacre do Urubuã” narrada por Adilino Francisco Apurinã Itariri, da etnia Apurinã, Comunidade Vera Cruz (Terra Indígena Água Preta/Inhari/Igarapé Água Preta, Município de Pauini-Estado do Amazonas). Referida narrativa foi publicada por Schiel (2004) em tese de doutorado em Ciências Sociais da UNICAMP com o título “Tronco Velho: Histórias Apurinã". Para o corpus escolhido o objetivo apresentado se constitui de discutir a importância do trauma na narrativa oral coletiva como escrita literária de testemunho, entendendo a narrativa apurinã como objeto de cultura do povo Apurinã, e, portanto, um espaço memorial apresentado como possibilidade de tradução do traumático, quanto à narração das violações sofridas por membros da etnia Apurinã. A proposta se ancora em estudos de autores que discutem sobre o trauma como: SELIGMAN-SILVA (2003), GINZBURG (2008), AGAMBEN (2014/2007), REGADAS LUIS (2007), SARMENTO-PANTOJA (2014) e outros que sustentam teoricamente a análise

Palavras-chave


Narrativa oral coletiva; Histórias apurinã; Escrita do trauma.

Texto completo:

PDF

Referências


AGAMBEN, Giorgio. Estado de exceção; tradução de Iraci D. Poleti – São Paulo: Boitempo, Coleção Estado de sitio, 2004.

______. “O que é um dispositivo?” Trad.: Nilceia Valdati. Outra travessia. N. 5, 2° semestre de 2005. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/Outra/ article/view/12576/11743.

ALMEIDA, Hítalo Tiago Nogueira de. A exceção (é) a regra: os direitos humanos entre a biopolítica e o estado de exceção em Giorgio Agamben. 2015, 105 f. Dissertação (Mestrado). Universidade Federal de Pernambuco. Recife, 2015.

ASSMANN, Aleida. Espaços da recordação: formas e transformações da memória cultural. Tradução de Paulo Soethe. Campinas. S. Paulo: Editora da Unicamp, 2011.

BENJAMIN, Walter. O narrador: considerações sobre a obra de Nikolai Leskov. In: Magia e técnica, arte e política. Rio de Janeiro: Brasiliense, 1989.

BOSI. Alfredo. Narrativa e resistência. São Paulo: 1996. Disponível em: unesp.br/ www.seer.fclar.itinerarios/article/view/2577/2207.

BRANDÃO, Ana Paula; FACUNDES, Sidney da Silva. Estudos comparativos do léxico da fauna e flora Aruák. In: Bol. Mus. Para. Emílio Goeldi. Ciências Humanas, Belém, v. 2, n. 2, p. 109-131, mai-ago. 2007.

CIMI-CNBB. Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – Relatório 2006-2007. Disponível em: https://www.cimi.org.br/pub/relatorio/Relatorio-violencia-contra-povos-indigenas_2006-2007-Cimi.pdf.

FACUNDES, Sidney da Silva. The Language of the Apurinã people of Brazil (Arawak). 2000. 705 f. Thesis (Ph.D. Linguistics) - University of Oregon, 2000.

FERREIRA, Marília. Análise de uma narrativa tradicional oral do povo Parakatêjê. In: Espaço Ameríndio, Porto Alegre, v. 4, n. 2, p,191-205, jul./dez. 2010.

GEERTZ, Clifford. A Interpretação das culturas. São Paulo: LTC, 2003.

GINZBURG, Jaime. Linguagem e trauma na escrita do testemunho. In: Conexão Letras: Linguistica/Literatura e Encontro e Pesquisa. Rio Grande do Sul, v.3, n.3, p.1-6, 2008. Disponível em: http://seer.ufrgs.br/index.php/conexaoletras/ article/view/

/33808.

GIROUX, Henry. Teoria crítica e resistência em educação: para além das teorias de reprodução. Petrópolis: Vozes, 1986.

JECUPÉ, KakaWerá. Oré Até roiru’a ma - todas as vezes que dissemos adeus. São Paulo: Fundação Phytoervas, 2002.

KRISTIUK, Marcia Rejane. Oré awé roiru’a ma: todas as vezes que dissemos adeus; memórias contadas pelo próprio indígena. In: X SEMANA DE EXTENSÃO, PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO SEPESQ, 2014. Porto Alegre. Anais. Porto Alegre, 2014.

DICIONARIO ON LINE. Literatura oral. Disponível em: http://edtl.fcsh.unl.pt/busines

s-directory/6266/literatura-oral/

OLIVEIRA, Romilton Batista, MATOS, Edilene Dias. Trauma na Literatura Portuguesa: Representação e Discurso nos Limiares da Experiência. In: ABRALIC XIV CONGRESSO INTERNACIONAL FLUXOS E CORRENTES: TRÂNSITOS E TRADUÇÕES LITERÁRIAS. Jun-jul-2015. Belém. Anais. Belém, 2015.

PADOVANI, Bruna Fernanda Soares de Lima. Levantamento sociolinguístico do léxico Apurinã e sua contribuição para o conhecimento da cultura e história Apurinã (Aruák). 2016, 192 f. Dissertação (Mestrado). Universidade Federal do Pará, Belém, 2016.

PIRJO, Kristiina Virtanen. Redes terrestres na região do rio Purus que conectam e desconectam os povos Aruak. (In) SANTOS, Gilton Mendes; APARÍCIO, Miguel (Org.). Redes Arawa: ensaios de etnologia do médio Purus. Manaus: EDUA, 2016.

PORTELLI, Alessandro. Tentando aprender um pouquinho. Algumas reflexões sobre ética e história oral. Revista Projeto História. v.15, São Paulo: Educ, p.13-49, abril, 1997.

REGADAS, J. V. Estado de exceção como regra? o impasse contemporâneo à resistência política no pensamento de Giorgio Agamben. 2007. Achegas.net, v.33, p.42-45, 2007. Disponível em: http://www.achegas.net /numero/33/jose_ luiz_3

pdf.

SARMENTO-PANTOJA, Tânia. Catástrofe: Manual do usuário. (In) SARMENTO-PANTOJA, Augusto; UMBACH, Rosani Ketzer; SARMENTO-PANTOJA, Tânia (Org.). Estudos de Literatura e resistência. Campinas, SP: Pontes Editores, 2014.

SELIGMANN-SILVA, Márcio (org.). História, Memória, Literatura: O testemunho na Era das Catástrofes. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 2003.

______. Narrar o trauma: a questão dos testemunhos de catástrofes históricas. In: Psicologia Clínica. Rio de Janeiro, Vol.20, n.1, p.65-82, 2008. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/pc/v20n1/05.pdf.

SCHIEL, Juliana. Tronco Velho: Histórias apurinã. 2004. 533 f. Tese (Doutorado) Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2004.

SILVA, Pablo Augusto. O mundo como catástrofe e representação: testemunho e trauma na literatura do sobrevivente. São Paulo: Annablume, 2010.

SPOTTI, Carmem Véra Nunes, MOURA, Ana Aparecida Vieira de, CUNHA, Genilza Silva. “O lugar onde vivo”: das narrativas orais indígenas à prática de leitura e de escrita. In: Dossiê Voz e Interculturalidade. Nau Literária: crítica e teoria da literatura. Vol.9. n. 01 jan-jun 2013. Disponível em: http://www.seer. ufrgs.br/ NauLiteraria/article/view/43416.




DOI: http://dx.doi.org/10.5902/1679849X35267

 

CONTATO:

E-mail: revista.la.ufsm@gmail.com

Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
Prédio 16 - Centro de Educação - PPG Letras
Av. Roraima, 1000 - Cidade Universitária
97105-900 - Santa Maria - RS, Brasil.
Telefone: +55 55 3220 8477

Link: https://periodicos.ufsm.br/LA


ISSN: 1679-849X

DOI: http://dx.doi.org/10.5902/1679849X

Qualis/Capes: Linguística e Literatura A3


Periodicidade – Semestral

O recebimento de artigos caracteriza-se por fluxo contínuo sem que seja possível prever a data de sua publicação.

 

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

 

     

 

http://mjl.clarivate.com/cgi-bin/jrnlst/jlresults.cgi?PC=EX&Full=*Literatura%20e%20Autoritarismo

Resultado de imagem para DOAJ

https://doaj.org/toc/1679-849X

https://www.latindex.org/latindex/ficha?folio=19485

http://diadorim.ibict.br/handle/1/1018

 

 

http://oaji.net/journal-detail.html?number=6577

http://ezb.uni-regensburg.de/searchres.phtml?bibid=AAAAA&colors=7&lang=de&jq_type1=QS&jq_term1=Literatura+e+Autoritarismo

 

https://dbh.nsd.uib.no/publiseringskanaler/erihplus/periodical/info.action?id=491293

BASE Logo

https://www.base-search.net/

http://journalseeker.researchbib.com/view/issn/1679-849X

https://www.worldcat.org/title/literatura-e-autoritarismo/oclc/1002237522&referer=brief_results

https://scholar.google.com.br/citations?user=cnXbenUAAAAJ&hl=pt-BR

 

https://www.tib.eu/en/search/id/TIBKAT%3A894744321/Literatura-e-autoritarismo/

https://thekeepers.org/journals/1679-849X?page=1&query=Literatura+e+Autoritarismo

 

http://www.i2or.com/8.html (Nr. 763)

https://index.pkp.sfu.ca/index.php/browse/index/2374

http://miar.ub.edu/issn/1679-849X

https://clasificacioncirc.es/resultados_busqueda?_pag=1&_busqueda2=Literatura%20e%20Autoritarismo

https://reseau-mirabel.info/revue/6394/Literatura_e_autoritarismo