O charlatanismo como problema estético-filosófico em Schopenhauer

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/2179378639684

Palavras-chave:

Estilo, Comunicação, Pedantismo, Obscuridade

Resumo

O objetivo deste texto é o de apresentar as questões filosóficas que giram em torno da acusação schopenhaueriana corriqueira de charlatanismo contra seus adversários. O estudo dessas questões-satélites mostra que o charlatanismo pode ser compreendido como um problema filosófico e não mero xingamento vazio de relevância teórica, como se entende comumente. Elas podem ser resumidas como questões estéticas ou retóricas, porque problematizam o estilo do texto filosófico, o seu uso e sua função comunicativa. Próximo do pedante e do sofista, o charlatão é aquele que abusa da obscuridade por conta de seu afastamento da concretude por uma opção pela escrita abstrata.  

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Danilo Bilate de Carvalho, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ

Doutor em Filosofia pela Université Paris 1 Pantheon-Sorbonne

Professor do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

Referências

DIDEROT, Denis. Charlatannerie. In: DIDEROT, Denis & D’ALEMBERT, Jean le Rond. Encyclopédie ou dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers. Vol. 3. Paris: Briasson, David, Le Breton & Durand, 1751-1772.

GOETHE, Johann Wolfgang von. Faust. Trad. G. Nerval. Paris: Librio, 1995.

GRACIÁN, Baltasar. El Criticón. Tomo Tercero. Philadelphia: University of Pennsylvania Press, 1940.

HEIDEGGER, Martin. Nietzsche I. Trad. Marco Antonio Casanova. Rio de Janeiro: Forense universitária, 2010.

KIVISTÖ, Sari. The vices of learning: morality and knowledge at early modern universities, Leiden / Boston, Brill, 2014.

PHILONENKO, Alexis. Schopenhauer, une philosophie de la tragédie. Paris: Vrin, 1999.

RAMOS, Flamarion Caldeira. A “miragem” do absoluto: sobre a contraposição de Schopenhauer a Hegel. Crítica, especulação e filosofia da religião. Tese de doutorado. São Paulo: USP, 2008, 252 p.

ROOS, Richard. Introduction. In: SCHOPENHAUER, A. Le monde comme volonté et représentation. Paris: P.U.F., 2009, pp. xi-xxii.

ROSSET, Clément. Schopenhauer, philosophie de l’absurde. Paris: PUF, 1994.

SCHOPENHAUER, Arthur. O mundo como vontade e como representação. Trad. Jair Barboza. São Paulo: UNESP, 2005.

SCHOPENHAUER, Arthur. Crítica da filosofia kantiana. In: O mundo como Vontade e como representação. Trad. Jair Barboza. São Paulo: UNESP, 2005.

SCHOPENHAUER, Arthur. Suppléments. In: Le monde comme volonté et représentation. Trad. A. Burdeau. Paris: P.U.F., 2009.

SCHOPENHAUER, Arthur. Parerga et Paralipomena. Trad. J-P. Jackson. Paris: CODA, 2010.

SCHOPENHAUER, Arthur. Die Beiden Grundprobleme der Ethik. In: Sämtliche Werke, Mannheim: F. A. Brockhaus, 1988, t. 4.

UCCIANI, Louis. Comment Heidegger évince Schopenhauer. In: Philosophique, 9, 2006, pp. 89-102.

Downloads

Publicado

2019-12-18

Como Citar

Carvalho, D. B. de. (2019). O charlatanismo como problema estético-filosófico em Schopenhauer. Voluntas: Revista Internacional De Filosofia, 10(3), 199–211. https://doi.org/10.5902/2179378639684

Edição

Seção

Fluxo Contínuo: Estudos Schopenhauerianos