Do intelecto contemplativo ao desequilibrado: Schopenhauer, Nietzsche e Piaget

Tristan Guillermo Torriani

Resumo


O discernimento entre o bem e o mal pode ser considerado a preocupação central da Filosofia, mas seu cultivo requer uma combinação complexa de habilidades cognitivas, linguísticas e sociais complexas. Diferentemente da religião ou da Teologia, espera-se que os filósofos superem a confusão ao apresentarem posições sustentáveis forma puramente lógica, sem apelos à autoridade ou às emoções. Isto deposita altas expectativas sobre o intelecto, a nossa habilidade de usar a razão discursiva. Schopenhauer defendia que a Filosofia seria primariamente teórica ou contemplativa, portanto não orientaria a conduta ou o caráter. Enquanto a Vontade seria ativa, o intelecto seria passivo e instrumental. Nietzsche subordinou o intelecto ao corpo e propôs um critério fisiológico para avaliar filosofias. Piaget investigou o desenvolvimento da inteligência em estádios examinando a interação construtiva da criança com coisas e pessoas. O intelecto permanece em desequilíbrio e deve se adaptar continuamente.


Palavras-chave


Intelecto; Schopenhauer; Nietzsche; Piaget; Bowlby; Herder

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DOI: http://dx.doi.org/10.5902/2179378636091

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