A vulnerabilidade dos animais não humanos: limitações e perspectivas no acesso à justiça

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/2317175897958

Palavras-chave:

Animais não humanos, Direito dos animais, Vulnerabilidade, Acesso à justiça, Custos vulnerabilis

Resumo

O presente trabalho decorre de debates e reflexões sobre a vulnerabilidade dos animais não humanos no contexto social brasileiro e sua atual posição no ordenamento jurídico nacional. O estudo propõe uma releitura abrangente do acesso à justiça, buscando estender esse direito fundamental aos seres sencientes, que foram historicamente marginalizados por uma visão especista predominante. Com base na teoria das ondas renovatórias de Mauro Cappelletti, a pesquisa explora a atuação do Estado no cumprimento do compromisso constitucional de vedação à crueldade, estabelecido pela Carta Magna de 1988. Destaca-se a indispensável intervenção da Defensoria Pública, atuando sob a doutrina de custos vulnerabilis para a efetiva tutela desses indivíduos. A pesquisa analisa casos concretos e desafios enfrentados no Brasil, com ênfase na problemática da tração animal, para evidenciar as falhas e omissões nas políticas públicas atuais. Almeja-se, assim, contribuir para uma reflexão ética e jurídica aprofundada sobre o tratamento dispensado aos animais pela sociedade. O estudo conclui pela urgência de incorporar uma perspectiva antiespecista nas discussões institucionais e legislativas. Tal mudança é essencial para garantir o acesso à justiça, fortalecer os valores democráticos e assegurar a plena efetivação dos direitos constitucionais de todos os seres vulneráveis.

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Biografia do Autor

César Augusto Costa, Universidade Federal do Rio Grande

Doutorado em Sociologia pela Universidad Martín Lutero.

Maria Eduarda Raymundo, Universidade Federal do Rio Grande

Graduação em Direito pela Universidade Católica de Pelotas.

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Publicado

21-08-2026