Migrantes do clima, desastres ambientais e violação de direitos fundamentais: dever estatal de enfrentar a injustiça climática

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/1981369491972

Palavras-chave:

Direitos fundamentais, Desastres ambientais, Justiça climática, mudanças climáticas., Migrantes do clima

Resumo

O artigo analisa os impactos das mudanças climáticas sobre os direitos humanos e fundamentais, com ênfase na intensificação dos desastres ambientais e no crescente fenômeno dos migrantes do clima. A elevação das temperaturas globais, o aumento da frequência e gravidade dos eventos extremos e a intensificação de tragédias socioambientais revelam um cenário alarmante, especialmente para populações vulneráveis, que suportam de forma desproporcional os efeitos da crise climática. O texto destaca a relação entre pobreza, degradação ambiental e deslocamentos forçados, evidenciando a injustiça climática como uma das principais marcas dessa nova realidade. Defende-se que o direito a um clima estável é um direito fundamental e que a omissão do Estado no enfrentamento das causas e consequências climáticas configura grave violação constitucional. Por fim, enfatiza-se o papel do Poder Judiciário na proteção do mínimo existencial ecológico e climático, bem como na garantia da efetividade de políticas públicas que assegurem a dignidade humana frente aos riscos ambientais cada vez mais recorrentes. Trata-se de pesquisa de natureza teórico-jurídica, com abordagem qualitativa e caráter exploratório, baseada em revisão bibliográfica, documental e normativa nacional e internacional.

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Biografia do Autor

Joana D'Arc Dias Martins, Universidade de Marília

Doutora (2022) e Mestre (2020) em Direito pela Universidade de Marília SP (UNIMAR). Desde agosto de 2023 é Membro da Academia de Letras Jurídicas do Acre - ALJAC. Graduada em Direito pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA-2001). Pós-graduação lato sensu em nível de Especialização em Direito Ambiental (2021) e Direito Humano pela Faculdade CERS (2023). Pós-graduada em nível de Especialização em Direito Processual Civil pelo Instituto de Ensino Superior da Amazônia e Centro de Estudos Jurídicos de São Paulo CAEJ (2000). Pós-graduado em nível de especialização em Direito Público pela Universidade Luterana do Brasil ULBRA (2001). Aprovada no III Concurso Público de Provas e Títulos para Provimento de Cargos na Classe Inicial da Carreira de Procurador do Estado do Acre em dezembro de 2001. Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado do Acre desde janeiro de 2003, já tendo atuado em diversas promotorias de justiça do interior e da capital. Desde 2012 responde como titular pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Rio Branco/AC com atuação perante a 2ª Vara Criminal. Além de autor de vários artigos científicos e capítulos de livros, Em 2021 publicou o livro "Tributação consumo e meio ambiente: a tributação ambiental como controle do consumo e seus reflexos no meio ambiente". Vencedora em 2021 do X Prêmio José Bonifácio de Andrada e Silva na categoria Estudante de Doutorado com o ensaio "Opinião Consultiva 23/2017 da Corte Interamericana de Direitos Humanos: do Greening ao Reconhecimento dos Direitos Autônomos da Natureza" e em 2022 do XI Prêmio José Bonifácio de Andrada e Silva na categoria Estudante de Doutorado com o ensaio "Litigância Climática em face do atual Estado de Coisa Inconstitucional no contexto do Estado brasileiro". Desde fevereiro de 2022 é Diretora do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento do Ministério Público do Estado do Acre (CEAF).

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Publicado

21-07-2026

Como Citar

Martins, J. D. D. (2026). Migrantes do clima, desastres ambientais e violação de direitos fundamentais: dever estatal de enfrentar a injustiça climática. Revista Eletrônica Do Curso De Direito Da UFSM, 21, e91972. https://doi.org/10.5902/1981369491972

Edição

Seção

Artigos científicos