Pesquisar como entramar: gestos diariados, colagens e cartografias entre práticas e Políticas de Educação Especial Inclusiva
DOI:
https://doi.org/10.5902/1983734895441Palavras-chave:
Políticas, Gestos, Rizoma, Educação Especial InclusivaResumo
Este texto parte de uma pesquisa produzida numa Universidade Pública do Estado do Rio de Janeiro, Brasil. Valendo-se de uma aposta cartográfica (como trama), a pesquisa se desenhou a partir do conceito de rizoma (Deleuze;Guattari, 2011) traçando linhas entre relações que iam sendo produzidas com o mundo, com a vida, com a escola e entrando pelo meio, no campo da educação na diferença. Esse movimento se fez pela escrita de diários trazidos como imagem (em transparência) de um mural escolar e por meio de colagens, dispositivos que contam o modo de fazer uma pesquisa movimentada como teia, multiplicando pensamentos de duas autoras que de maneira implicada se perguntam: Como produzir uma pesquisa como gestos e em tramas? Como as Políticas se amarram com a vida? Ensaia-se, assim, uma trama com três dispositivos legais: a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008), a Carta Regimento da Rede de Educação de Niterói (2015) e a Deliberação de n.35/2017. Sem desconsiderar a importância de outros modos acadêmicos de pesquisar, trazemos uma composição de gestos no sentido que Agamben (2008, 2017 e 2018) dá a esse conceito, para pensar as tramas de uma pedagoga entre políticas e gestos com professoras, famílias e estudantes diagnosticados com deficiência numa escola pública em Niterói/ RJ. Tais tramas possibilitaram pensar a produção de conhecimentos como gesto de pesquisa e a expandir a palavra incluir num sentido mais ético (como gesto) do que normativo/técnico no meio da relação educativa.
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