La pedagogía del silencio: orientaciones político-catequéticas en las Campañas de la Fraternidad (1964–1972)
DOI:
https://doi.org/10.5902/1984644495930Palabras clave:
Campaña de la Fraternidad, Dictadura cívico-militar, Educación religiosaResumen
Este artículo analiza las Campañas de la Fraternidad (CF) realizadas entre 1964 y 1972 como expresión de un proyecto político-catequético de la Iglesia Católica. Al examinar los temas, lemas y carteles producidos durante los primeros años de la dictadura cívico-militar, identificamos una dinâmica que denominamos pedagogía del silencio caracterizada por la orientación simbólica de las conductas, el refuerzo de la autoridad y de la jerarquía clerical, y la limitada explicitación de conflictos y antagonismos sociales. El análisis temático de las fuentes documentales, guiado por el enfoque cualitativo propuesto por Bardin, revela el predominio de referencias a la identidad eclesial y a la pacificación simbólica, acompañadas por valores relacionados con la ética cristiana, la religiosidad práctica y la interiorización. A partir de los aportes de Paulo Freire, Pierre Bourdieu y Michel Foucault, interpretamos cómo los símbolos religiosos participan en la produción de sentidos y en la delimitación de las formas mediante las cuales las tensiones y las cuestiones colectivas son presentadas en los materiales analizados.. A partir de la problematización de los sentidos presentes en las CF, el estudio contribuye a los debates sobre el papel del catolicismo en la proposición de orientaciones simbólicas dirigidas a los fieles en tiempos de autoritarismo.
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