Pode a sujeita de pesquisa teorizar? Prática de enunciação emancipatória na pesquisa (auto)biográfica
DOI:
https://doi.org/10.5902/1984644494531Palavras-chave:
Epistemologia, Colonialidade, Pesquisa (Auto)BiográficaResumo
O presente artigo discute um problema clássico da investigação em Ciências Humanas, o lugar do sujeito da pesquisa, problematizando as possibilidades de inscrição do sujeito nas redações finais dos informes, que podem ganhar outros modos quando os pesquisados também são outros. Foi escrito como um ensaio, que toma um exercício inovador de uma dissertação como mote para uma discussão sobre um debate limiar da epistemologia contemporânea, a colonialidade, e sua expressão na academia latino-americana. Problematiza-se a quebra de posicionalidades fixas no discurso científico que pode colaborar com a compreensão de percursos diferentes daqueles inscritos no registro moderno mais frequente: sujeito/objeto, teoria/empiria. Em diálogo com a pesquisa (auto)biográfica, delineou-se os caminhos encontrados a partir dessa abordagem teórico-metodológica para se elaborar as narrativas das sujeitas. Como resultado, apresenta enunciações de outros posicionamentos para sujeitos de pesquisa, tomando as entrevistadas como produtoras de uma teoria sobre o mundo. Conclui tensionando o fazer moderno e apontando para outras formas de fazer emergentes no contexto do Sul Global.
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