Poder preditivo de uma escala de alerta precoce para deterioração clínica de pacientes críticos

Juliana da Silva Garcia Nascimento, Gabriela de Oliveira Macedo, Giovanna Beirigo Borges

Resumo


Objetivo: avaliar o poder preditivo de uma escala de alerta precoce modificada para identificação de deterioração clínica em pacientes críticos. Método: estudo descritivo, quantitativo, em hospital de ensino, com 214 indivíduos na unidade de terapia intensiva, por meio de revisão dos prontuários, de março a dezembro de 2018. Resultados: o tempo médio de permanência foi de 10,42 dias e as doenças respiratórias consideradas a principal causa de admissão. Dentre a população estudada, 136 (63,6%) obtiveram alta e 78 (36,4%) foram a óbito. Dos 78 pacientes (36,4%), a média do escore da escala de alerta precoce para deterioração na admissão foi de 3,410 e a média que antecedeu o óbito foi de 5,000. Conclusão: considerou-se a escala de alerta precoce utilizada neste estudo, um instrumento fidedigno para identificação da deterioração clínica, recomendando-a para prevenção de parada cardiorrespiratória em adultos no ambiente hospitalar.

Palavras-chave


Índice de gravidade de doença; Unidade de terapia intensiva; Gravidade do paciente; Enfermagem.

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DOI: https://doi.org/10.5902/2179769238300

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