Concepções médicas e dos cuidadores familiares diante das diretivas antecipadas de vontade

Silvana Bastos Cogo, Marcio Rossato Badke, Luiza Carolina Santos Malheiros, Daiana de Araújo, Aline Gomes Ilha

Resumo


Objetivo: compreender como os médicos e cuidadores familiares entendem a aplicabilidade das Diretivas Antecipadas de Vontade no cuidado em final de vida. Método: pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória, realizada com sete médicos de um hospital universitário do sul do Brasil e sete cuidadores familiares de pacientes em fase final de vida, no período de outubro a dezembro de 2014, a partir de entrevistas semiestruturadas, submetidas à análise textual discursiva. Resultados: emergiram duas categorias: Diretivas Antecipadas de Vontade: o direito à autonomia pessoal e conflitos e dilemas na aplicabilidade das Diretivas Antecipadas de Vontade. Conclusão: as Diretivas Antecipadas de Vontade estão relacionadas ao respeito da autonomia pessoal, respaldo profissional e redução das angústias e sofrimentos dos cuidados familiares diante dos processos decisórios que envolvem o fim de vida. Entretanto, constitui-se como uma prática cercada por medos e receios à sua aplicabilidade e ao cumprimento pelo profissional.

Palavras-chave


Medicina; Diretivas antecipadas; Doente terminal.

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DOI: https://doi.org/10.5902/2179769233083

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