“¿HAY ALGUIEN A.I.?”: ENTRE O MARAVILHAMENTO E A NEGAÇÃO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA (IAG)
DOI:
https://doi.org/10.5902/2675995098386Palavras-chave:
Educação, Tecnologia, Inteligência Artificial Generativa (IAG), Consciência CríticaResumo
No presente artigo, discute-se de que maneira a Inteligência Artificial Generativa (IAG), superando visões ingênuas de endeusamento ou negação, pode ser integrada na construção de práticas socioeducativas críticas e emancipatórias. Entende-se que o cenário atual de expansão acelerada das plataformas digitais impõe desafios complexos à autonomia dos professores, exigindo uma urgente reavaliação política das tecnologias na educação contemporânea. Metodologicamente, realizou-se uma pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa e natureza teórico-reflexiva, sustentada pela matriz epistêmica da práxis (ação-reflexão-ação) de Paulo Freire e Álvaro Vieira Pinto, articulada ao conceito de Fluência Tecnológico-Pedagógica (FTP). Como principais resultados, evidencia-se que a dependência estrutural de ecossistemas corporativos privados e oligopólios tecnológicos de países desenvolvidos acentua o colonialismo digital e a exploração de dados do trabalho docente nos países subdesenvolvidos. Conclui-se que a superação da consciência ingênua ocorre mediante o desenvolvimento da FTP e da curiosidade epistemológica nos espaços formativos cotidianos. Esse movimento permite que o professor atue como orientador da consciência crítica desconstruindo as respostas homogêneas e tendenciosas fornecidas pelas Big Techs no ambiente escolar. Assim, transforma-se a tecnologia em um instrumento autêntico de conscientização, resistência pedagógica e leitura de mundo com ética e responsividade na práxis.
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