“¿HAY ALGUIEN A.I.?”: ENTRE O MARAVILHAMENTO E A NEGAÇÃO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA (IAG)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/2675995098386

Palavras-chave:

Educação, Tecnologia, Inteligência Artificial Generativa (IAG), Consciência Crítica

Resumo

No presente artigo, discute-se de que maneira a Inteligência Artificial Generativa (IAG), superando visões ingênuas de endeusamento ou negação, pode ser integrada na construção de práticas socioeducativas críticas e emancipatórias. Entende-se que o cenário atual de expansão acelerada das plataformas digitais impõe desafios complexos à autonomia dos professores, exigindo uma urgente reavaliação política das tecnologias na educação contemporânea. Metodologicamente, realizou-se uma pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa e natureza teórico-reflexiva, sustentada pela matriz epistêmica da práxis (ação-reflexão-ação) de Paulo Freire e Álvaro Vieira Pinto, articulada ao conceito de Fluência Tecnológico-Pedagógica (FTP). Como principais resultados, evidencia-se que a dependência estrutural de ecossistemas corporativos privados e oligopólios tecnológicos de países desenvolvidos acentua o colonialismo digital e a exploração de dados do trabalho docente nos países subdesenvolvidos. Conclui-se que a superação da consciência ingênua ocorre mediante o desenvolvimento da FTP e da curiosidade epistemológica nos espaços formativos cotidianos. Esse movimento permite que o professor atue como orientador da consciência crítica desconstruindo as respostas homogêneas e tendenciosas fornecidas pelas Big Techs no ambiente escolar. Assim, transforma-se a tecnologia em um instrumento autêntico de conscientização, resistência pedagógica e leitura de mundo com ética e responsividade na práxis.

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Biografia do Autor

Tailine Mezzalira, Universidade Federal de Santa Maria

Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE), com ênfase em Políticas Públicas educacionais, práticas educativas e suas interfaces pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). É Mestra em Tecnologias Educacionais em Rede também pela UFSM. Possui graduação em Bacharelado em Letras - Português e Literaturas pela UFSM (2017-2022) e atualmente cursa Letras Português Licenciatura pela mesma instituição. É integrante do Grupo de Estudos e Pesquisas em Tecnologias Educacionais em Rede da UFSM (GEPETER) e desenvolve pesquisas relacionadas à Formação de professores, Autoria, Fluência-tecnológico-pedagógica (FTP) e Inovação Educacional.

Maura da Costa e Silva, Universidade Federal de Santa Maria

É mestre pelo Programa de Pós-graduação em Tecnologias Educacionais em Rede da Universidade Federal de Santa Maria (2024). Possui graduação em Comunicação Social - Produção Editorial pela UFSM (2015), Licenciatura em Letras - Português pela Universidade Federal do Pampa (2024) e MBA em Marketing Digital pela Unopar (2019). É também especialista em Docência do Ensino Superior pela Faculdade Dom Alberto (2024).Atua como formadora de professores na plataforma de tecnologia educacional Clickideia, ministrando cursos e oficinas de aperfeiçoamento para docentes da rede pública de ensino de Alegrete/RS. Integra o Grupo de Investigações sobre Tecnologias, Ensino e Aprendizagem (GITEA UFSM/CNPq). Possui interesse nas áreas de pesquisa em Educomunicação, Tecnologias Educacionais, Editoração, Leitura e Letramento. 

Elena Mallmann, Universidade Federal de Santa Maria

Graduação em Pedagogia e mestrado em Educação pela Universidade Federal de Santa Maria. Doutorado em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina. Pós-doutorado pela Universidade Aberta de Portugal - Bolsa Capes. Professora-pesquisadora Titular do Departamento de Políticas e Gestão Educacional (DPGE). Orientadora de Mestrado e Doutorado no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE). Vice-Diretora do Centro de Educação 2025-2029. Vice-coordenadora do PPGE no biênio 2015-2017. Chefe de Departamento Administração Escolar no biênio 2020-2022. Desde 2023 é Editora Associado na Revista Educação (Santa Maria. Online) - Qualis A2. Líder do Grupo de Pesquisa do CNPq: Grupo de Estudos e Pesquisas em Tecnologias Educacionais em Rede (GEPETER). Tem experiência na área de Educação, ênfase em Ensino-Aprendizagem/Tecnologia Educacional. Atua principalmente na linha de pesquisa Práticas Escolares e Políticas Públicas nos temas: tecnologias educacionais, educação a distância, mediação pedagógica, Fluência Tecnológico-Pedagógica (FTP), materiais didáticos, Práticas Educacionais Abertas (PEA) e Recursos Educacionais Abertos (REA).

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Publicado

2026-10-29

Edição

Seção

Dossiê - Inteligência Artificial na Educação