Produção científica sobre o biogas dos resíduos do beneficiamento da mandioca no Brasil: características e abordagens

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/2236117068531

Palavras-chave:

Biogas , Mandioca, Resíduo

Resumo

A pesquisa apresentada propõe uma investigação sobre como tem sido feita a produção cientifica a respeito do biogas produzido a partir dos resíduos do beneficiamento da mandioca no Brasil, Nessa direção foi feita uma Revisão Bibliográfica Sistemática da Literatura (RSB) inspirada nos princípios da metodologia proposta por Tranfield et al. (2003). Os dados foram extraídos dos artigos segundo: a) Caracterização das publicações; e b) Abordagem das pesquisas. Assim, foi verificado que 2018 foi o ano com maior publicação cientifica sobre o tema; a formação dos autores principais concentra-se na área das Engenharias; e as publicações concentram-se especialmente no estado no Paraná. A abordagem metodológica predominante foi a Experimental, que priorizou pesquisas com o objetivo de verificar a Eficiência na produção de biogás, segundo: a) Estratégias de codigestão, inoculos e alcalinizantes; b) Desempenho de parâmetros operacionais; e c) Desempenho do desenho dos reatores. Também foi verificado que a maioria dos artigos não considera a questão da escala de produção em sua pesquisa, e quando esse parâmetro foi considerado atendeu a larga escala de produção. Apesar da cultura brasileira da mandioca e seu beneficiamento serem marcados por uma produção de escala majoritariamente pequena, protagonizada pela agricultura familiar e destinada ao comercio interno, verifica-se que essa realidade não foi contemplada em nenhuma dos artigos analisados.

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Biografia do Autor

Sara Duarte Sacho, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, GO

Engenheira Ambiental e Sanitária pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Mestre em Ciências Ambientais no Programa de Pós Graduação em Ciências Ambientais na Universidade Federal de Goiás (CIAMB/UFG). Doutoranda em Ciências Ambientais no CIAMB/UFG. 

Warde Antonieta Fonseca Zang, Instituto Federal de Goiás, Goiânia, GO

Pesquisadora dos programas de Mestrado Profissional do IFG: 2012_2021-PPGTPS e atual Início 2021: PPGTGS. Coordenadora dos projetos CNPq (chamada 21/2016, 2017-2020) e BR/UK Institutional Links Fapeg/Newton Fund com a University College London ? UCL (2018-2020). Pesquisadora do projeto internacional ERANet 17/BRFO126 CarboxiAiD (2019-2022). Instituto Federal de Goiás - IFG; Campus Goiânia, (1992-2019). Doutorado em Ciências Naturais no Institut für Geowissenschaften- Uni Mainz - Johannes Gutenberg Universität Mainz, Alemanha (1993-1997), bolsa CNPq; Pos-doutorado pela UFG e Universität Rostock/FZ-Julich, Alemanha (2014-2015), bolsa Capes. Bacharel e Licenciatura em Química UFG (1984-1987). Temas: geociências, tecnologia, resíduos sólidos, água, efluentes, biogás, desenvolvimento sustentável, química, ciência ambiental. Pesquisadora com instituições da Alemanha desde doutorado. Líder Grupo de Pesquisa NUPTECS - Núcleo de Estudo, Pesquisa e Extensão em Tecnologias de Processos Sustentáveis (2007-2014). Implementou e coordenou o Programa de Mestrado Profissional em Tecnologia de Processos Sustentáveis (Área Interdisciplinar III: Engenharia/Tecnologia/Gestão) (2011-2014). Orienta alunos de diversos níveis. De jul. 2011 - ago. 2021 - Presidente da Associação dos Ex-Bolsistas da Alemanha e Países de Língua Alemã do Estado de Goiás, do DAAD (AEBA Goiás). Comitê deliberativo da Aliança Francesa de Goiânia (2010-2014).

Joachim Werner Zang, Instituto Federal de Goiás, Goiânia, GO

Doutorado em Ciências Naturais na Área de Geociências da Johannes Gutenberg Universität Mainz (1994), reconhecido pela UNB (2002). Pós-Doutorado pela University of Rostock, Alemanha e pela Universidade Federal de Goiás UFG (2015). Professor da Área de Química e do Mestrado em Tecnologias de Processos Sustentáveis do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás - IFG. Coordenador do grupo de pesquisa NUPTECS - Núcleo de Pesquisa e Extensão em Tecnologias de Processos Sustentáveis. Responsável no IFG pela cooperação com a Agência de Cooperação Alemã GIZ e pelo intercâmbio do IFG com a Universidade de Ciências Aplicadas de Trier, Alemanha (HS Trier). Pesquisador no Projeto "Biogás Redutor" (2016-2017), em cooperação com a UFG e a Universidade de Ciências Aplicadas de Aachen, Alemanha com apoio da FAPEG e Votorantim Metais.

Karla Emmanuela Ribeiro Hora, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, GO

Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Católica de Goiás - UCG (2001), mestrado em Geografia pelo Instituto de Estudos SocioAmbiental da Universidade Federal de Goiás - IESA/UFG (2003) e doutorado em Meio Ambiente e Desenvolvimento pela Universidade Federal do Paraná - MADE / UFPR(2009). É professora Associado I na Escola de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade Federal de Goiás (EECA/UFG). Tem experiência na área de Planejamento Urbano e Ambiental, com ênfase gestão de recursos hídricos e saneamento ambiental. Atuou com políticas de gênero na reforma agrária e agricultura familiar. Desenvolve pesquisas sobre: "Saneamento Ambiental, Recursos Hídricos na RMG"; "Eficiência Energética em Edifícios Públicos de Goiânia", "Políticas Públicas, Gênero e Desenvolvimento rural". Foi coordenadora do Curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da EEC/UFG em dois mandatos e foi sub-coordenadora do Curso de Engenharia Civil da EECA/UFG. Atuou em funções de direção e técnica na administração pública nas áreas de: planejamento urbano ambiental e gestão em saneamento ambiental. Exerceu a função de Diretora de Políticas para Mulheres do Ministério do Desenvolvimento Agrário (10/2012-03/2015). É docente nos PPG Projeto e Cidade e no PPG CIAMB da UFG. Atualmente, exerce a função de Diretora da Escola de Engenharia Civil e Ambiental da UFG para o mandato de 2019-2023.

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Publicado

2022-12-26

Como Citar

Sacho, S. D., Zang, W. A. F., Zang, J. W., & Hora, K. E. R. (2022). Produção científica sobre o biogas dos resíduos do beneficiamento da mandioca no Brasil: características e abordagens. Revista Eletrônica Em Gestão, Educação E Tecnologia Ambiental, 26, e8. https://doi.org/10.5902/2236117068531

Edição

Seção

TECNOLOGIA AMBIENTAL