O jogo do pensamento: os jogos teatrais como metodologia ativa no ensino de filosofia
DOI:
https://doi.org/10.5902/2448065794628Palavras-chave:
Pedagogia do conceito, Metodologia Ativa, Jogos Teatrais, Teatro-Educação, Teatro do OprimidoResumo
Esse artigo explora a possibilidade de pensar a filosofia a partir dos jogos teatrais em sala de aula. Partimos da concepção wittgensteiniana de jogo de linguagem, em que a filosofia constitui uma prática plural, vinculada ao cotidiano, traçando assim um movimento crítico a um certo modelo educativo em filosofia, referido aqui como modelo explicador. Entendemos que é somente a partir de uma metodologia ativa que é possível engendrar nos alunos a possibilidade de filosofar, isso é, o pensamento conceitual. O jogo, entendido como atividade regida por regras mínimas, tensão criadora e participação livre, oferece uma estrutura mais adequada para a experiência do pensamento. Nesse contexto, analisa-se a potencialidade dos jogos teatrais de Viola Spolin e o sistema do Teatro do Oprimido de Augusto Boal como alternativas metodológicas capazes de instaurar situações de escuta e enfrentamento de problemas, aproximando-se da concepção deleuzeana de criação de conceitos. Conclui-se que os jogos teatrais podem constituir uma via pertinente para o ensino de filosofia, pois deslocam o foco da transmissão de conteúdos filosóficos para a experimentação coletiva, permitindo que o pensamento surja como acontecimento e não como reprodução.
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