O grito da primeira nação negra independente por uma independência já conquistada

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DOI :

https://doi.org/10.5902/2357797593666

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Français

Résumé

O Haiti constituiu-se como a primeira república negra do mundo após mais de três séculos de escravidão, resultado de uma revolução conduzida por pessoas escravizadas que se estendeu por mais de treze anos e culminou na batalha final pela independência, em 18 de novembro de 1803, contra o exército francês comandado por Napoleão Bonaparte. A proclamação da independência ocorreu em 1º de janeiro de 1804, configurando-se como um acontecimento inédito e, para as potências coloniais, impensável e inaceitável, o que resultou na imposição de um elevado e duradouro “preço” pela ousadia da libertação. Nesse contexto, o presente trabalho tem como objetivo central, a partir da perspectiva teórica pós-colonial, analisar determinados episódios da história haitiana que revelam novas formas de perpetuação das relações coloniais, bem como apontar possíveis caminhos de ruptura com a lógica colonial ainda vigente.

Palavras-chave: Sistema Colonial; Revolução Haitiana; Colonialismo; Independência

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Jean Samuel Rosier, Universidade Federal de Santa Catarina

Mestre em Economia pela Universidade Federal de Santa Catarina; Doutorando em Relações Internacionais, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil.

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Publiée

2026-06-08

Comment citer

Rosier, J. S. (2026). O grito da primeira nação negra independente por uma independência já conquistada. InterAção, 16(5), e93666. https://doi.org/10.5902/2357797593666