“Eating Jabuticabas” by Muniz Sodré: inscribing fissures in white supremacy

Authors

DOI:

https://doi.org/10.5902/2357797593500

Keywords:

Literary criticism, Muniz Sodré, Black radical thought, White supremacy

Abstract

In this article – an exercise in literary criticism of “Eating Jabuticabas,” a short story by Muniz Sodré (1988) – anchored in Black Radical Thought (MBEMBE, 2018; FANON, 2020; NOGUEIRA, 2021; WILDERSON III, 2021), we contend that the investment in racist violence, epitomized by a forceful slap against a Black man’s face, reveals the persistent white desire to control black bodies and their thoughts. Furthermore, we propose that the short story dramatizes the colonial burden and the libidinal economy of white supremacy, rendering visible the phantoms and perversities of whiteness that continue to haunt the present. In summary, in the luxurious building where he lives, João Jorge, a Black man, confronts the strangeness and discomfort of his neighbors. On one occasion, the building administrator, a white man as pale as the marble walls, strikes him with a forceful slap across the face. Instead of dodging, João Jorge offers the other cheek. After the incident, the building manager avoids contact by altering his schedule for entering and leaving the premises.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biographies

Alexandre de Oliveira Fernandes, Instituto Federal da Bahia

Doutor em Ciências da Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro; Professor, Instituto Federal de Educação da Bahia, Porto Seguro, BA, Brasil.

Gildeci de Oliveira Leite, Universidade do Estado da Bahia

Doutor em Difusão do Conhecimento pela Universidade Federal da Bahia; Professor, Universidade do Estado da Bahia, Salvador, BA, Brasil.

References

ALCOFORADO, Miguel. De tédio, ninguém morre: pistas para entender os nossos tempos. Telha: Rio de Janeiro, 2024.

ANUÁRIO BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA 2024. São Paulo: Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ano 18, 2024.

BHABHA, Homi K. O local da cultura. Ed. UFMG: Belo Horizonte, 2013.

BUTLER, Judith. Proibição, psicanálise e a produção da matriz heterossexual. Em: Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2016.

DÍAZ-BENÍTEZ, Maria Elvira. Vidas negras: pensamento radical e pretitude. Em: BARZAGHI, C.; PATERNIANI, S. Z.; ARIAS, A. (org.). Pensamento radical negro. São Paulo: Crocodilo; N-1 Edições, 2021.

FANON, Frantz. Os condenados da terra. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2005.

FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. São Paulo: Ubu Editora, 2020.

FERNANDES, A. O.. A agonia da crítica literária e o rap de Baco Exu do Blues: Política identitária do racismo e o cânone branco. Revista Crioula (USP), p. 15-47, 2023.

GONZÁLEZ, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. Revista Ciências Sociais Hoje, Anpocs, 1984.

HARTMAN, Saidiya. Vênus em dois atos. Em: SPILLERS, Hortense et al. Pensamento negro radical: antologia de ensaios. Editora Crocodilo, 2021.

KILOMBA, Grada. Memórias da plantação: Episódios de racismo cotidiano. Rio de Janeiro: Cobogó, 2019.

MBEMBE, Achille. Crítica da razão negra. São Paulo: n-1 edições, 2018.

MBEMBE, Achille. Brutalismo. São Paulo: n-1 edições, 2021.

MBEMBE, Achille. Democracia como uma comunidade de vida. São Paulo: n-1 edições, 2025.

MUNANGA, Kabengele. Negritude: Usos e Sentidos. Belo Horizonte: Autêntica, 2020.

NOGUEIRA, Isildinha Baptista. A cor do inconsciente: significações do corpo negro. São Paulo: Perspectiva, 2021.

PIMENTA, Izadora Silva. Racismo no futebol: o que a linguagem do discurso midiático pode nos dizer? Sur le journalisme. Vol 10, n.2, 2021.

SILVA, Cidinha da. #Parem de nos matar!. São Paulo: Pólen, 2019.

SCHUCMAN, Lia Vainer. Entre o encardido, o branco e o branquíssimo: branquitude, hierarquia e poder na cidade de São Paulo. São Paulo: Veneta, 2020.

SILVA, Denise Ferreira da. Hackeando o Sujeito: feminismo negro e recusa além dos limites da crítica. In: DÍAZ-BENÍTEZ, María Elvira (org.). Pensamento negro radical: antologia de ensaios. São Paulo: N-1 Edições, 2021.

SODRÉ, Jaime. Da diabolização à divinização: a criação do senso comum. Salvador: EDUFBA, 2010.

SODRÉ, Muniz. Comer jabuticabas. SODRÉ, Muniz. Santugri: Histórias de mandinga e capoeiragem. Rio de Janeiro: José Olympio, 1988.

SODRÉ, Muniz. Diversidade e diferença. IC - Revista Científica de Información Y Comunicación, n.3, 2006.

SPILLERS, Hortense. Bebê da mamãe, talvez do papai: uma gramática estadunidense. Em: BARZAGHI, C.; Paterniani, S.; Arias, A. (org.). Pensamento Negro Radical: antologia de ensaios. São Paulo: Crocodilo, N-1 edições, 2021.

TAVARES, Felipe. O que pensam os Afropessimistas? Notas introdutórias ao pensamento negro radical. REVISTA CONVERGÊNCIA CRÍTICA, v. 2, p. 32, 2024.

WILDERSON III, Frank B. Afropessimismo. São Paulo, Todavia, 2021.

Published

2026-02-11

How to Cite

Fernandes, A. de O., & Leite, G. de O. (2026). “Eating Jabuticabas” by Muniz Sodré: inscribing fissures in white supremacy. InterAção, 16(5), e93500. https://doi.org/10.5902/2357797593500