Afro-diasporische Epistemologien in Liedern der Sängerin Elza Soares

Autor/innen

DOI:

https://doi.org/10.5902/2357797593793

Schlagworte:

Representações, Feminino, Canções, Elza Soares

Abstract

Dieser Artikel untersucht narrative Produktionen über Weiblichkeit und die schwarze Bevölkerung und konzentriert sich dabei auf zwei Alben der Singer-Songwriterin Elza Soares: „Elza ao Vivo no Municipal“ (2022), ihr letzter Auftritt, und „No tempo da Intolerância“ (2023), ein nach ihrem Tod in Anerkennung ihres Werks veröffentlichtes Album mit Liedern von ihr und anderen Künstlern. Die Studie stützt sich auf die theoretische Perspektive der Cultural Studies in Education und der Gender Studies und wird unter anderem von Autorinnen und Autoren wie Gilroy (2020), Gonzalez (2020), Hall (1997; 2016), Kellner (2001) und Martins (1995; 2025) unterstützt. In Verbindung mit einem qualitativen Ansatz analysiert die Studie die Darbietungen und Erzählungen von insgesamt 12 ausgewählten Liedern, die als Sammlungen betrachtet werden (Toni, 2008) und das Forschungskorpus bilden. Um den analytischen Fokus zu definieren, wurden die Lieder in drei Achsen gruppiert: Rassismus und Widerstand, Repräsentation Schwarzer Frauen und Zukunftsperspektiven. Die Ergebnisse zeigen die Entstehung neuer Narrative im Gegensatz zum hegemonialen Diskurs, die Resignationen in der Darstellung des Lebens Schwarzer Frauen konstituieren und festigen. Darüber hinaus konsolidieren die Handlungsstränge der Lieder Produktionen mit Konnotationen schwarzer Bevölkerungsgruppen, die über Benachteiligung und Gewalt hinausgehen.            

Downloads

Keine Nutzungsdaten vorhanden.

Autor/innen-Biografien

Michele Doris Castro, Instituto Federal de Educação

Doutoranda em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Professora, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Veranópolis, RS, Brasil.

Gisele Massola, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul

Doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Professora, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil.

Juliana Ribeiro de Vargas, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Professora, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil.

Literaturhinweise

AMARAL, Caroline Amaral; CASEIRA, Fabiani Figueiredo; MAGALHÃES, Joanalira Corpes. Artefatos Culturais: pensando algumas potencialidades para discussão dos corpos, gêneros e sexualidades. In: RIBEIRO, Paula Regina Costa; MAGALHÃES, Joanalira Corpes (Org.). Debates contemporâneos sobre educação para a sexualidade. Rio Grande: Ed. da FURG, 2017. Disponível em: https://www.unifeg.edu.br/revista-catavento/docs/ed-01-2022/ARTEFATOS-CULTURAIS-E-O-LETRAMENTO-SILMARA.pdf. Acesso em: 08 maio 2025.

BAUER, Martin W; AARTS, Bas. A construção do corpus: um princípio para a coleta de dados qualitativos. In: BAUER, Martin W.; GASKELL, George (Org.). Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático. Petrópolis, Rio de Janeiro: 2ª Edição. Ed. Vozes, 2002.

BONIN, Iara; Ripoll, Daniela; WORTMANN, Maria L; SANTOS, Luís Henrique S. Por Que Estudos Culturais? Educação & Realidade, [S. l.], v. 45, n. 2, 2020. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/educacaoerealidade/article/view/100356. Acesso em: 29 jun. 2025. DOI: https://doi.org/10.1590/2175-6236100356

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Atualizada até a Lei nº 14.947, de 3 de abril de 2025. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 23 dez. 1996. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 21 set. 2025.

BRASIL. Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 [...]. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 10 jan. 2003. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm. Acesso em: 21 set. 2025.

BRASIL. Lei nº 11.645, de 10 de março de 2008. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 [...]. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 11 mar. 2008. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm. Acesso em: 21 set. 2025.

BRASIL. Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012. Dispõe sobre o ingresso nas universidades federais e nas instituições federais de ensino técnico de nível médio e dá outras providências. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 30 ago. 2012. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12711.htm. Acesso em: 21 set. 2025.

CAMPOS, Deivison. Da roda ao disco: afrobrasilidade midiatizada. In: SILVEIRA, Fabrício (Org.). Pequenas crises: pesquisa em comunicação e experiência estética. Porto Alegre: Modelo de Nuvem, 2011.

CASTRO, Michele. Interlocuções entre as canções de artistas negras e as obras de Ailton Krenak e Nêgo Bispo. In: SOUSA JUNIOR, Manuel Alves de. Educação e Questões Raciais. Diálogos e desafios, vol. II, 2025. Disponível em: https://www.editoraschreiben.com/_files/ugd/e7cd6e_406d52496e08489ab13eff524f33636f.pdf. Acesso em: 03 de ago. 2025.

COLLINS, Patrícia H. Pensamento Feminista Negro: conhecimento, consciência e a política do empoderamento. São Paulo: Boitempo, 2019.

COSTA, Marisa Vorraber; SILVEIRA, Rosa Hessel; SOMMER, Luís Henrique. Estudos Culturais, Educação e Pedagogia. Maio/Jun/Jul/Ago, 2003, nº 23. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbedu/a/FPTpjZfwdKbY7qWXgBpLNCN/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 04 de ago. 2025. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-24782003000200004

CRUZ, Ana C. GOMES, Nilma L; LÁZARO, André (Org). Africanidades brasileiras: o legado de Petronilha Beatriz: nove artigos sobre o papel da relatora na construção das diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana. São Paulo: Fundação Santillana, 2024. Disponível em: https://www.fundacaosantillana.org.br/wp-content/uploads/2024/11/africanidades_digital.pdf. Acesso: 24 out. 2025.

DAVIS, Angela. Mulheres, raça e classe: São Paulo: Boitempo, 2020.

DOMINGUES, Petrônio; MEDEIROS, Carlos A. Black Rio: música, política e identidade negra. Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 44, nº 95, 2024. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbh/a/nXpdfHJmmdw64K5B4mH4Ypy/?format=pdf&lang=pt. Acesso: 19 de ago. 2025. DOI: https://doi.org/10.1590/1806-93472024v44n95-06

FILGUEIRAS, N. Isabelly; LIMA S. Daiane C; OLIVEIRA, Bruna G; TEIXEIRA N. Layana; SANTOS D. de Luiz E; KLOTZ Patrícia. De afeto, memórias e saberes: uma análise cultural dos livros de receitas de família. GIGAPP Estudios Working Papers, v. 10, nº 284, 2025. Disponível em: https://www.gigapp.org/ewp/index.php/GIGAPP-EWP/article/view/354/348. Acesso em: 10 jun. 2025.

GILROY, Paul. O Atlântico negro: modernidade e dupla consciência. São Paulo: Editora 34, 2020.

GIROUX, Henry A. Atos impuros: a prática política dos estudos culturais. Porto Alegre: Artmed, 2003.

GIROUX, Henry A. Alienígenas na sala de aula: da escola ao currículo popular. Petrópolis: Vozes, 1995.

GOMES Nilma L. Alguns termos e conceitos presentes no debate sobre relações raciais no Brasil: uma breve discussão. Educação anti-racista: Caminhos Abertos pela lei 10.639/03. Brasília: Ministério da Educação. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2019.

GONZALEZ, Lélia. A categoria político-cultural de amefricanidade. In: RIOS, Flávia; LIMA, Márcia (Org.). Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios e intervenções. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.

HALL, Stuart. Da diáspora e mediações culturais. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2020.

HALL, Stuart. A centralidade da cultura: notas sobre as revoluções culturais do nosso tempo. Educação & Realidade, v. 22, nº 2, jul./dez, 1997. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/educacaoerealidade/article/view/71361. Acesso em: 05 jun. 2025.

HALL, Stuart. Cultura e Representação. Rio de Janeiro: PUC-Rio Apicuri, 2016.

IPEA. Instituto De Pesquisa Econômica Aplicada. Atlas da Violência 2025. Disponível em: https://www.ipea.gov.br/atlasviolencia/arquivos/artigos/5999-atlasdaviolencia2025.pdf. Acesso em: 05 de set. 2025.

JOHNSON, Richard. O que é, afinal, os estudos Culturais? In: SILVA, Tomaz (Org). O que é, afinal os Estudos Culturais? 5ª ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2014.

KELLNER, Douglas. A cultura da mídia. Bauru, SP: EDUSC, 2001.

MASSOLA, Gisele; CASTRO, Michele. Compositoras e cantoras negras: experiência estética e representatividade na música. Revista Vórtex, 13, 2025, p. 1-25. Disponível em: https://periodicos.unespar.edu.br/vortex/article/view/9906. Acesso em: 15 de set. 2025. DOI: https://doi.org/10.33871/vortex.2025.13.9906

MARTINS, Leda. Performances do tempo espiralar: poéticas do corpo-tela. São Paulo: Editora Cobogó, 2025.

MARTINS, Leda. A cena em sombras. São Paulo: Editora Perspectiva, 1995.

MUNIZ, Andresa. R. S; MASSOLA, Gisele. É a nossa vida continua, e aí? Quem se importa? Pânico moral, identidades e representações de juventudes negras na produção cinematográfica racionais: das ruas de São Paulo para o mundo (2022) Da diretora Juliana Vicente. Convergências: Estudos Em Humanidades Digitais, 1(6), 64–87. Disponível em: https://periodicos.ifg.edu.br/cehd/article/view/1919. Acesso em: 5 de jun. 2025. DOI: https://doi.org/10.59616/cehd.v1i6.1919

NELSON, Cary; TREICHLER, Paula A; GROSSBERG, Lawrence. Cultural Studies: An Introduction. New York: Routledge, 1992.

PARAÍSO, Marlucy A. Metodologias de pesquisas pós-críticas em educação e currículo: trajetórias, pressupostos, procedimentos e estratégias analíticas. In: MEYER, Dagmar E; PARAÍSO, Marlucy A. (Org.). Metodologias de Pesquisas Pós-críticas em Educação. Belo Horizonte, MG: Mazza, 2012.

PETRUCCELLI, José Luís. Declaração de cor/raça no censo 2000: um estudo comparativo. Rio de Janeiro: IBGE. Departamento de População e Indicadores Sociais, 2002. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&id=21081. Acesso em: 01 set. 2025.

RAGO, Margareth. Trabalho feminino e sexualidade. In: PRIORE, Mary Del. (Org.). História das Mulheres no Brasil. São Paulo: Editora Contexto, 2017.

SANTANA, Mônica. Mulheres Negras, Performance Negra e Reinvenções: reflexões sobre a performance negra e as mulheres negras como ativistas e intelectuais. Revista Eletrônica de Ciências Sociais. João Pessoa, v.1, n. 26, p55-70, jan/jun.2021. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/caos/article/view/57501/33548. Acesso em: 01 out. 2025. DOI: https://doi.org/10.46906/caos.n26.57501.p55-70

TONI, Flávia. Acervos musicais, os pioneiros e a situação atual: o musicólogo e colecionador Mário de Andrade. In: ARAÚJO, Samuel; PAZ, Gaspar; CAMBRIA, Vincenzo (Org.). Música em debate. Rio de Janeiro: Mauad X, Faperj, 2008.

VARGAS, Juliana Ribeiro de. O que ouço me conduz e me produz? A constituição de feminilidades de jovens contemporâneas no espaço escolar da periferia. UFRGS (dissertação de mestrado). Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/115726. Acesso em: 10 jun. 2025.

ZUBARAN, Maria. A; DA SILVA e S, Ricardo; SOBRAL O. de S. Almerinda. Pensamentos afrodiaspóricos na educação: sobre outros saberes e outras epistemologias. Esferas, v. 1, n. 28, 26 dez. 2023. Disponível em: https://portalrevistas.ucb.br/index.php/esf/article/view/14622. Acesso em: 02 out. 2024. DOI: https://doi.org/10.31501/esf.v1i28.14622

Veröffentlicht

2026-04-27

Zitationsvorschlag

Castro, M. D., Massola, G., & Vargas, J. R. de. (2026). Afro-diasporische Epistemologien in Liedern der Sängerin Elza Soares. InterAção, 16(5), e93793. https://doi.org/10.5902/2357797593793