Autoetnografia de uma rede transnacional: impactos e sentidos da Pedagogia Feminista Negra
DOI:
https://doi.org/10.5902/2357797593707Palavras-chave:
Pedagogia Feminista Negra, Feminismos negros, Autoetnografia crítica, InterseccionalidadesResumo
Este artigo analisa a Rede Internacional de Pedagogia Feminista Negra como manifestação concreta do feminismo negro em sua dimensão transnacional e pedagógica. Ancoradas no feminismo negro transnacional (solidariedade/amefricanidade) e na Pedagogia Feminista Negra (PFN), adotamos a autoetnografia crítica como metodologia, articulando experiência situada e análise teórico-conceitual. O corpus de análise é composto por documentos institucionais e experiências em diversos eventos. Os resultados evidenciam impactos educativos (formação crítica; sistematização de saberes insurgentes; tradução pública de conceitos como interseccionalidade), sociais (ampliação de redes, ênfase em acessibilidade e comunicação inclusiva; fortalecimento de pertença e autoidentificação) e políticos (institucionalização via estatuto e diretoria; disputa de narrativas contra o racismo, sexismo e eurocentrismo; popularização da ciência como prática anticolonial). É demonstrado como práticas já existentes, cursos, publicações, mesas e ações de comunicação, se consolidam em projeto político-pedagógico, produzindo legitimidade epistêmica para vozes negras e configurando a Rede como laboratório vivo de produção, circulação e validação de conhecimento. Concluímos que a Pedagogia Feminista Negra opera como gramática de ação que integra teoria e prática, corpo e território, passado e futuro, oferecendo referências curriculares e metodológicas para a transformação educacional em chave de emancipação coletiva.
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