Fim do consenso: a Política Externa Brasileira no século XXI

Juliano dos Santos Bravo

Resumo


Da política externa brasileira do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) à gestão atual, marcada pela consolidação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff em agosto de 2016, pode ser vislumbrada como um arco de ascensão, consolidação e declínio. Entendemos que a ascensão e a consolidação foram possíveis devido a um consenso político interno em volta do presidencialismo de coalizão que produziu estabilidade, além, evidentemente, de inúmeros fatores internos e externos que são apreciados aqui de forma adjacente. A partir da eleição de Dilma Rousseff para o segundo mandato esse consenso foi desfeito. A ‘guerra’ política ficou amplamente aberta. Portanto, o objetivo central do artigo é visualizar esse arco da ascensão ao declínio para, dessa maneira, obter ferramentas analíticas capazes de identificar as primeiras marcas e desafios do governo atual, especialmente no que tange as capacidades de autonomia e desenvolvimento nacionais. Para tanto, o texto procura se auxiliar dos conceitos de autonomia e desenvolvimento produzidos e entendidos por grandes pesquisadores da área. Por fim, frisa-se esta linha argumentativa e analítica do texto: conceitos ou valores entendidos como fundamentais e constantes na política externa brasileira; características gerais e essenciais da política externa de FHC, Lula e Dilma; e o delineamento da política externa atual, bem como seus desafios.


Palavras-chave


Política Externa. Política Externa brasileira contemporânea. Autonomia. Desenvolvimento.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5902/2357797527465

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