Das nascentes da Tijuca às águas do Paraíba do Sul: uma história de dependência no abastecimento urbano de água da região metropolitana do Rio de Janeiro

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/2236499499455

Palavras-chave:

História ambiental, Abastecimento urbano, Maciço da Tijuca, Rio de Janeiro

Resumo

Na maior parte das grandes cidades do mundo, a rápida urbanização tem acarretado sérios problemas na infra­ estrutura urbana e nos recursos sócio-econômicos. A principal causa destes problemas reside na complexidade dos efeitos do rápido crescimento populacional, na incapacidade dos governos locais fazerem frente aos enormes problemas de gestão das áreas metropolitanas e na centralização dos processos de decisão. A solução para a disponibilidade de água tem sido, quase sempre, a substituição das fontes locais pela importação de água de rios mais distantes, lançando mão de grandes e caros sistemas de engenharia. Este é o caso da região metropolitana do Rio de Janeiro. As fontes locais de abastecimento do maciço da Tijuca foram substituídas pelas águas do rio Paraíba do Sul. A floresta perdeu esta funcionalidade de garantir o abastecimento local de água, e outras formas de uso passaram a se expandir, trazendo muitos problemas e degradação para a área urbana ao redor. O objetivo deste artigo é apresentar e discutir essa história de dependência urbana, trazendo elementos para pensar um futuro mais sustentável para a cidade do Rio de Janeiro.

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Biografia do Autor

Adriano Severo Figueiró, Universidade Federal de Santa Maria

Possui graduação em Geografia pela Universidade Federal de Santa Maria (1990), mestrado em Geografia (Utilização e Conservação de Recursos Naturais) pela Universidade Federal de Santa Catarina (1997), doutorado em Geografia (Planejamento Ambiental) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2005)

Ana Luiza Coelho Netto, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Bacharel em Geografia pela UFRJ-Universidade Federal do Rio de Janeiro (1973); M.Sc. em Geografia Física/Geomorfologia pela UFRJ (1979); Dr.Sc. em Geomorfologia/Geoecologia (Summa cum Lauda) na Universidade Católica de Leuven/Bélgica (1985); Pós-Doutorado em Geomorfologia na Universidade da Califórnia-Berkeley/EUA (1987/88). Desenvolveu sua vida profissional no Departamento de Geografia do Instituto de Geociências-UFRJ, iniciando em 1976 como Auxiliar de Ensino, progrediu a Professora Assistente em 1979 e a Professora Adjunta em 1985; em 1998, assumiu o cargo de Professora Titular por meio de Concurso Público. Fundou (em 1992) e coordena o Geoheco/Laboratório de Geo-Hidroecologia e Gestão de Riscos, integrando pesquisas em Geomorfologia, Hidrologia e Geoecologia, com foco nos efeitos das mudanças climáticas e ambientais na dinâmica dos processos geomorfológicos que governam a evolução das encostas, e atenção especial nos perigos naturais e indutores de desastres socioambientais. Em 1995, propôs a criação da União da Geomorfologia Brasileira (UGB), aprovada em 1996, durante o I Simpósio Nacional de Geomorfologia, e assumiu a primeira presidência da entidade.

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Publicado

2026-11-04