Processos erosivos acelerados nas encostas do perímetro urbano de Jacobina-BA
DOI:
https://doi.org/10.5902/2236499493190Palavras-chave:
Solo, Voçorocas, Degradação, MonitoramentoResumo
O presente artigo tem o propósito de apresentar os resultados da análise dos fatores de degradação do solo no perímetro urbano de Jacobina-BA. Para a realização desta pesquisa, foi feita uma ampla revisão bibliográfica sobre a temática, atividades de campo e o mapeamento das áreas mais susceptíveis a processos erosivos, coleta de solo e análise das propriedades químicas e físicas no Laboratório de Análise de Fertilizantes, Solo e Monitoramento Ambiental LTDA (LAFSMA) em Cruz das Almas-BA. Utilizou-se o método de estaqueamento na voçoroca do Pontilhão, e a modelagem tridimensional por meio do Geogebra® na voçoroca do Erasmo, para medir a dimensão volumétrica e estimar a perda de massa do solo nessas áreas durante o período seco e chuvoso de 2022 a 2023. Além disso, utilizou-se a ferramenta de geoprocessamento QGIS para confecção de mapas temáticos, por fim, usou imagens da gênese da voçoroca por Silva, 2016), para comparar com o momento atual. A partir dos resultados, foi possível constatar que as características morfológicas, as práticas de uso e manejo inadequado do solo, a exploração de minerais agregados e as atividades antrópicas foram fatores condicionantes para o aumento de processos erosivos. Portanto, torna-se fundamental implementar o monitoramento contínuo e adotar métodos e práticas conservacionistas baseados em evidências, com o objetivo de mitigar de forma eficaz os impactos desse processo e promover a sustentabilidade dos ecossistemas afetados.
Downloads
Referências
CHAÚQUE, José Domingos. Aplicação qualitativa do modelo RUSLE na análise da susceptibilidade do solo à erosão com recurso aos sistemas de informação geográfica, caso de estudo: Distrito de Boane. 2025.
COELHO, M. R et al. Erodibilidade dos solos do Brasil. Rio de Janeiro: Embrapa Solos, 2024. Disponível em: https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1170044/erodibilidade-dos-solos-do-brasil. Acesso em: 20 de abril de 2026.
EMBRAPA, Sistema Brasileiro de Classificação de Solos – SiBCS. Definição de Solo. 2026. Disponível em: https://www.embrapa.br/solos/sibcs/definicao-de-solo. Acesso em: 01 de maio 2026.
FAO. Diretrizes Voluntárias para a Gestão Sustentável dos Solos. Roma. 2019. Disponível em: https://openknowledge.fao.org/server/api/core/bitstreams/e80570be-2c2b-4afc-9ec2-9583c2ffc0ef/content. Acesso em: 01 de maio de 2026.
FONSECA, R. da S. C. Capitulo 12: Impacto das ações antrópicas na degradação dos Solos. p. 178. In: FERREIRA, C. T; SOUZA, M. L. p. 211. 2022. Solo: panorama da formação, uso, degradação e conservação. Disponível em: https://www.fepaf.org.br/wp-content/uploads/2022/03/Solo-Panorama-da-formacao-uso-degradacao-e-conservacao_compressed.pdf. Acesso em: 01 de maio 2026.
GOMES, M. A; LOBO, L. M; ALVARENGA, A. de P. Conservação dos solos: percepção, conhecimento e adequação do manejo. Viçosa, MG: EPAMIG, 2013. Disponível em: https://www.livrariaepamig.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Livro-Conservacao-dos-solos.pdf. Acesso em: 19 abril de 2026.
GROTZINGER, John; JORDAN, Tom. Cap. 19. Transporte Fluvial: Das montanhas aos oceanos. In: GROTZINGER, John; JORDAN et al, Tom. Para Entender a Terra. ed. 6. Bookman. Porto Alegre. p. 506-522. 2013.
GROTZINGER, John; JORDAN, Tom. Para Entender a Terra. Porto Alegre: Bookman. ed. 6. 2023. p. 738.
GUERRA, Antônio José Teixeira. Experimento e monitoramento em erosão dos solos. Revista do Departamento de Geografia. 2005. p. 32-37.
GUERRA, Antônio José Teixeira. Processos Erosivos nas Encostas. In: CUNHA; Sandra Baptista da. Geomorfologia: Exercícios, técnicas e aplicações. Organizadores. 6. Rio de Janeiro. Bertrand Brasil, 2013. p. 140-152.
GUERRA, Antônio José Teixeira; JORGE, Maria do Carmo Oliveira. Degradação dos Solos no Brasil. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2014. p. 320.
GUERRA, Antônio José Teixeira; SILVA, Antônio Soares; BOTELHO, Rosangela Garrido Machado. Erosão e Conservação dos Solos: Conceitos, Tema e Aplicações. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999. p. 340.
IBGE - INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo demográfico. 2010. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/ba/jacobina.html. Acesso em: 05 jan 2022.
IBGE - INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Malha Municipal 2022. Rio de Janeiro: IBGE, 2022. Disponível em: ibge.gov.br. Acesso em: 7 maio 2026.
IBGE - INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Manual técnico de geociência nº4/ Manual técnico de pedologia. ed. 2. 2007.
LEPSCH, Igo F. Formação e conservação dos solos. Oficina de textos, 2010.
LEPSCH, Igor F. 19 Lições de pedologia. São Paulo. Oficina de Textos, 2011.
LOPES, Maria Maroni. Sequência didática para o ensino de trigonometria usando o software GeoGebra. Bolema: Boletim de Educação Matemática, v. 27, p. 631-644, 2013.
MELO, Roseli Freire de; VOLTOLINI, Tadeu Vinhas. Agricultura familiar dependente de chuva no Semiárido. Editores técnicos. – Brasília, DF. Embrapa, 2019.
MUNSELL COLOR. Munsell soil color charts. Baltimore: Munsell Color, 1994
OLIVEIRA, Victoria Christina Vilela. Suscetibilidade e Risco à Erosão Laminar no Setor Sul do Alto Curso da Bacia do Rio Araguaia (Go/MT): Discussão Metodológica e Proposta de Avaliação Espacial. Universidade Federal de Goiás. Instituto de Estudos Socioambientais. PROGRAMA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA. Goiânia - Mato Grosso. 2004.
PINHEIRO, Cristiane Freitas. Avaliação geoambiental do município de Jacobina-Ba através das técnicas de geoprocessamento: um suporte ao ordenamento territorial. Salvador, 2004.
PRODANOV, Cleber Cristiano; FREITAS. Ernani Cesar de. Metodologia do trabalho científico: Métodos e técnicas da pesquisa e do trabalho acadêmico. 2ª ed. Novo Hamburgo: Feevale, 2013.
QUOOS, João. Triângulo Texturizado. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – IFSC. Disponível em: https://docente.ifsc.edu.br/joao.quoos/textura_ solo/textura.html. Acesso em: 19 abril de 2026.
SANTOS, H. G dos S et al. Sistema brasileiro de classificação de solos. EMBRAPA. Brasília. DF, ed. 5. 2018. Disponível em: https://www.agroapi.cnptia.embrapa.br/portal/assets/docs/SiBCS-2018-ISBN-9788570358004.pdf. Acesso em 20 de abril de 2026.
SILVA, Leandro Pereira da. Caracterização e Monitoramento da Erosão de Solos em Áreas de Extração de Agregados da Construção Civil em Jacobina, Bahia. Dissertação de Mestrado, Universidade Federal da Bahia, Instituto de Geociências. Salvador - Bahia. 2016.
SOBIRES, P. D., FERNANDES, G. H. A., SANTOS, M. A. de C., OLIVEIRA, M. H., NETO, G. K., OLIVEIRA, A. H. Aspectos legais da conservação do solo e da água no Brasil. 2024. https://doi.org/10.55905/oelv22n6-049.
THOMPSON, Dayse; FIDALGO, Elaine Cristina Cardoso. Estimativa da perda de solos por meio da equação universal de perdas de solos (USLE) com uso do invest para a bacia hidrográfica do Rio Guapi-Macacu. 2013.
TOLEDO, M. Cristina Motta de. OLIVEIRA, Maria Barros de. MELFI, Adolpho José. In. Da rocha ao solo: intemperismo e pedogenese. Cap. 8. TEIXEIRA, Wilson et al. Decifrando a terra. 2009.
TORRES, Fillipe Tamiozzo Pereira; NETO, Roberto Marques; MENEZES, Sebastião de Oliveira. Introdução a Geomorfologia. São Paulo: Cengage. 2012.
VEIGA, Luís Augusto Koenig. Notas de aula GA033 – Levantamentos Topográficos II. 2007.
VIEIRA, Ângelo T. et al. CPRM – Serviço Geológico do Brasil. Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Jacobina, Estado da Bahia. Salvador: CPRM/PRODEEM, 2005. p. 1-27.
VIEIRA, A. F. G. Desenvolvimento e distribuição de voçorocas em Manaus (AM): Principais fatores controladores e impactos urbano-ambientais. Tese de Doutorado. Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Geografia, Florianópolis, SC. 2008.
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
A revista Geografia Ensino & Pesquisa deterá os direitos autorais dos trabalhos publicados. Os direitos referem-se a publicação do trabalho em qualquer parte do mundo, incluindo os direitos às renovações, expansões e disseminações da contribuição, bem como outros direitos subsidiá¡rios. Os autores comprometen-se com a originalidade do trabalho, e no caso de desistência da submissão, os autores assumem a responsabilidade de comunicar à revista.
Após publicado os(as) autores(as) têm permissão para a publicação da contribuição em outro meio, impresso ou digital, em português ou em tradução, desde que os devidos créditos sejam dados à Revista Geografia – Ensino & Pesquisa.
A revista Geografia Ensino & Pesquisa utiliza em suas publicações uma Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.


