Análise da fragilidade ambiental da área da bacia hidrográfica a montante do reservatório de Ernestina/RS

Ramiro Pereira Bisognin, Patrícia Ziani, Carine Baggiotto, Gabriel Fernandes, Rafael Cabral Cruz

Resumo


A matriz energética brasileira é dependente de aproveitamentos hidrelétricos que se caracterizam como atividades de alto impacto ambiental. Entretanto, esses aproveitamentos também estão sujeitos a impactos circunvizinhos que podem reduzir seu potencial de geração de energia. Nesse sentido, o presente estudo objetivou analisar a fragilidade ambiental do reservatório da Usina Hidrelétrica de Ernestina/RS. Para tanto, foi elaborado um mapa conceitual relacionado a fragilidade do lago, e elencadas variáveis do objeto de estudo. Destas, cinco foram selecionadas com base na sua relevância, disponibilidade e qualidade dos dados. Para cada variável elaborou-se um mapa, e atribuíram-se notas e pesos. Em seguida foi realizada a álgebra pelo Software ArcGIS 10.3® (ESRI), sendo atribuídas notas iguais para todas as variáveis. Como resultado obteve-se o mapa de fragilidade ambiental, pelo qual se constatou que a área de estudo pode ser classificada, predominantemente, como de fragilidade média. Outro aspecto relevante é que a zona de fragilidade muita alta ficou, basicamente, restrita ao entorno do reservatório de Ernestina. Assim, ratifica-se que o estudo de fragilidades ambientais pode ser considerado uma excelente ferramenta para diagnóstico das perturbações tanto para o empreendimento quanto para os municípios envolvidos através do planejamento e gestão dessa área.


Palavras-chave


Mapa conceitual, Reservatório, Uso da terra, Fragilidade ambiental

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DOI: http://dx.doi.org/10.5902/2236499429102

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