Chamadas

CHAMADA  ABERTA

Fragmentum, n. 61, Jan.-Jun., 2023

Título: Migrações: novas abordagens discursivas

Titulo: Migraciones: nuevos abordajes discursivos

Titre: Migrations : nouvelles approches discursives

Title: Migrations: new discursive approaches

Organizadores: Marluza da Rosa (Universidade Federal de Santa Maria - UFSM), Glaucia Muniz Proença Lara (Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG), Laura Calabrese (Université Libre de Bruxelles - ULB)

Prazo de envio: de 1º de julho de 2022  a 31 de dezembro de 2022.

Ementa:

(pt) Nos últimos anos, uma abundante literatura tem sido produzida acerca dos discursos sobre as migrações. Nos campos das ciências da linguagem e das ciências da informação e da comunicação, o interesse tem recaído principalmente sobre os enquadramentos midiáticos, as denominações e as interações entre o discurso político-institucional e as práticas de acolhimento, numa perspectiva, sobretudo, europeia. Este número procura abordar os discursos sobre as migrações a partir de ângulos que têm sido ainda pouco explorados na pesquisa existente. Assim, voltamo-nos para novas abordagens discursivas segundo vários critérios que podem ser organizados em torno de três eixos:

  • Discursos sobre as migrações nos países ditos do Sul Global: dado que a maior parte dos trabalhos sobre a última “crise migratória” tem se concentrado, principalmente, na Europa, interessa-nos entender como outros países têm representado os acontecimentos migratórios. Se os discursos midiáticos e políticos não europeus têm sido pouco estudados, é porque são vistos como tendo um impacto fraco nas tomadas de decisão ou porque fazem parte de um “ecossistema regional” que molda as representações aos países ditos do Norte? É o que nos interessa examinar. As representações produzidas nos países em desenvolvimento descentralizam a visada eurocêntrica e permitem observar a migração sobretudo como um evento global, embora apreendido localmente.
  • Discursos sobre as migrações em uma perspectiva diacrônica: ao longo do tempo, diferentes tendências são observadas nos enquadramentos discursivos sobre as migrações, na medida em que políticas distintas são implementadas ou reforçadas por autoridades locais ou regionais. A vasta literatura produzida na sequência de diferentes episódios migratórios do passado pode ensejar comparações com os episódios atuais, com foco não apenas nos enquadramentos e nos discursos, mas também nas comparações empreendidas por jornalistas ou pelas próprias associações civis.
  • Discursos de atores não hegemônicos: este eixo é dedicado às análises de práticas discursivas dos migrantes, das associações de acolhimento ou de cidadãos em geral, atores cujos discursos são produzidos a partir de situações de enunciação não hegemônicas. Objetiva-se fomentar análises e discussões sobre discursos outros, a fim de compreender em que medida e de que forma(s) os atores sociais adequam-se ou resistem às lógicas dominantes, via organizações militantes ou ações espontâneas, como, por exemplo, nas redes sociais digitais.

Esses três eixos permitirão examinar os discursos sobre as migrações em uma perspectiva global, atenta à diversidade de atores sociais, bem como às transformações dos discursos no tempo e/ou no espaço. Nesse caso, abordagens comparativas poderão trazer importante contribuição no sentido de apreender o fio condutor de cada discurso, segundo variáveis de tempo, de espaço e/ou de atores.

 

(es) En los últimos años se ha escrito una abundante literatura académica sobre los discursos de la migración. Las ciencias del lenguaje y las ciencias de la comunicación se han interesado principalmente en el encuadre mediático, las denominaciones y las interacciones entre el discurso político-institucional y las prácticas de recepción y de asilo, desde una perspectiva sobre todo europea. Este número pretende abordar esos discursos desde puntos de vista poco estudiados en la literatura, organizados alrededor de tres ejes:

  • Discursos sobre las migraciones en los países llamados “del Sur global”: si la mayor parte de los trabajos de la última “crisis migratoria” estaba focalizada en Europa, nos interesa saber cómo el resto del mundo representó esos acontecimientos. Los medios y el discurso político no occidentales han sido poco estudiados, seguramente porque su impacto se considera menor; sin embargo, forman parte de un ecosistema regional que forma las representaciones sobre los países llamados “del Norte”. Esas representaciones producidas en los países en desarrollo, que a menudo generan episodios migratorios, descentran la mirada europeocéntrica y permiten observar la migración como un acontecimiento global entendido de manera local.
  • Discursos sobre las migraciones desde una perspectiva diacrónica: con el tiempo se observan evoluciones en los encuadres discursivos sobre las migraciones, a medida que se ponen en marcha o se refuerzan políticas locales o regionales. La enorme literatura existente sobre episodios migratorios del pasado puede dar lugar a comparaciones con los episodios actuales, focalizándose en los encuadres y los discursos, pero también en el discurso de la comparación producido por periodistas o asociaciones ciudadanas.
  • Discurso de actores no hegemónicos: este eje está dedicado al estudio de las prácticas discursivas de los migrantes, las asociaciones de ayuda a los migrantes y los ciudadanos, es decir actores cuyos discursos son producidos a partir de situaciones de enunciación no hegemónicas. El objetivo es poder observar discursos diferentes que el mediático y el político, para entender en qué medida los actores sociales resisten o se adaptan a las lógicas hegemónicas, a través de organizaciones militantes o acciones espontáneas como, por ejemplo, en las redes sociales.

Los tres ejes permitirán abordar los discursos acerca de las migraciones desde una perspectiva global, atenta a la diversidad de actores sociales, así como a las transformaciones del discurso en el tiempo y en el espacio. Los abordajes comparativos pueden permitir comprender la especificidad de cada discurso según variables de tiempo, de espacio y de los actores presentes.

 

(fr) Ces dernières années, une abondante littérature a été produite au sujet des discours sur la migration. Dans les domaines des sciences du langage et des sciences de l’information et de la communication, on a principalement abordé les cadrages médiatiques, les dénominations et les interactions entre le discours politico-institutionnel et les pratiques d’accueil, dans une perspective surtout européenne. Ce numéro cherche à analyser ces discours à partir de nouveaux angles peu abordés dans la recherche existante. Ainsi, on s’intéresse à de nouvelles approches discursives selon plusieurs critères, qui peuvent être organisés autour de trois axes :

  • Discours sur les migrations dans les pays dits du Sud : si la plupart des travaux sur la dernière « crise migratoire » s’est focalisé notamment sur l’Europe, il nous intéresse de comprendre comment d’autres pays ont représenté les événements. Si les médias et discours politiques non européens ont été peu étudiés, c’est parce qu’ils sont vus comme ayant un faible impact sur les décideurs ; or ils font partie d’un écosystème régional qui façonne les représentations sur les pays dits du Nord, qu’il nous intéresse d’interroger. Ces représentations produites dans les pays en développement décentrent la visée européocentrée et permettent d’observer la migration comme un événement global mais appréhendé localement.
  • Discours sur les migrations dans une perspective diachronique : au fil du temps, des tendances sont observées dans les cadrages discursifs à propos des migrations, au fur et à mesure que des politiques sont mises en place ou renforcées par des pouvoirs locaux ou régionaux. L’énorme littérature produite suite aux différents épisodes migratoires du passé peut donner lieu à des comparaisons avec les épisodes actuels, en se focalisant sur les cadrages et les discours mais aussi sur les comparaisons mises en place par des journalistes ou par des associations citoyennes elles-mêmes.
  • Discours des acteurs non hégémoniques : cet axe est dédié à l’analyse des pratiques discursives des migrants, des associations d’accueil aux migrants ou des citoyens, des acteurs dont les discours sont produits à partir de situations d’énonciation non hégémoniques. Le but est d'obtenir des données sur des discours autres que médiatiques et politiques, pour comprendre dans quelle mesure et de quelle(s) manières(s) les acteurs sociaux résistent ou s’adaptent aux logiques dominantes, via des organisations militantes ou des actions spontanées, comme, par exemple, sur les réseaux sociaux numériques.

Ces trois axes permettront d’aborder les discours sur les migrations dans une perspective globale, attentive à la diversité d’acteurs sociaux ainsi qu’aux transformations des discours dans le temps et/ou dans l’espace. Dans ce sens, des perspectives comparatives peuvent apporter à la compréhension des ressorts de chaque discours selon une variable de temps, d’espace et d’acteurs.          

 

(In) In the last few years, abundant literature has been produced about discourses on migrations. In the field of language sciences as well as in the sciences of information and communication, the focus mostly falls on media framings, denominations, and interactions between the political-institutional discourse and practices of reception, particularly from a European perspective. The current issue aims to approach the discourses on migration from angles little explored in the existing research so far. Therefore, we turn to new discursive approaches according to several criteria, which can be organized into three axes:

  • Discourses on migrations in countries of the so-called “Global South”: although most of the works on the last "migration crisis" have focused mainly on Europe, we are interested in understanding how other countries have represented migratory events. If non-European media and political discourses have been little studied thus far, it is because either they are seen as having little impact on decision-making processes, even though they are a part of a regional ecosystem that shapes the representations of industrialized countries. These representations produced in developing countries decentralize the Eurocentric gaze and allow us to observe migrations as a global event despite being locally conceived.
  • Discourses on migrations from a diachronic perspective: over time, different trends have been observed in the discursive framings of migrations, as different policies have been implemented or reinforced by either local or regional authorities. The prolific literature produced after distinct migration episodes in the past can lead to comparisons with current episodes, focusing not only on framings and discourses, but also on comparisons promoted by journalists or civil associations themselves.
  • Discourses of non-hegemonic actors: this axis is dedicated to the analyses of discursive practices of migrants, associations of reception, or ordinary citizens, actors whose discourses are produced on the grounds of non-hegemonic enunciation events. Hence, our aim is to foster analyses and discussions regarding other discourses to understand to what extent and in which ways social actors adjust or resist to hegemonic dynamics, via militant organizations or spontaneous actions, for example, on digital social networks.

These three axes will enable the examination of discourses on migrations from a global perspective that is aware of the diversity of social actors as well as of transformations of discourses over time and/or space. In this case, comparative approaches can make significant contributions in the sense of learning the main thread of each discourse, according to variables of time, space and/or social actors.

 

PRÓXIMAS CHAMADAS

 

Fragmentum, nº 62, Jul.-Dez. 2023, Linguística

Título: Formação do linguista e formalização do objeto em Ferdinand de Saussure

Organizadores:  Eliane Mara Silveira (UFU), Micaela Parfume Coelho (IFMT), Estanislao Sofia (UFSM), Maria Iraci Sousa Costa (UFSM)

Prazo de envio: 1º de janeiro de 2023 a 30 de junho de 2023. 

Ementa:

(Pt) Ferdinand de Saussure tem sido uma referência essencial para as ciências da linguagem durante mais de um século. Sua extensa herança intelectual se reflete tanto na determinação do objeto da linguística, como na influência que tem exercido sobre outras disciplinas. A ideia da linguística como ciência “piloto”, bandeira da horizontalização das ciências e da cultura durante os anos 60/70, deve muito à obra de Saussure que se tornou um grande centro de interesse (teórico, epistemológico e filológico) nos últimos 60 anos. Atualmente, esse interesse por Saussure mantém-se como uma fonte de inspiração que orienta o trabalho de investigadores em diversas áreas do conhecimento. A estrutura da sua obra funciona, frequentemente, como uma matriz geral de formalização suscetível de ser exportada (com êxito variável) a distintos objetos de estudo, dentro e fora da linguística propriamente dita. Contudo, a temática em torno da formação do linguista e, de modo geral, da formalização da linguística, é um problema que tem sido relativamente pouco estudado na obra de Saussure. Este número se propõe a explorar estas vertentes temáticas (a formação do linguista e a formalização da linguística) a partir da heterogeneidade das fontes que compõem a obra saussuriana (CLG, notas de aula, publicações e manuscritos autógrafos) através dos diversos pontos de vista dos pesquisadores que se inscrevem na linha de sua herança intelectual. A proposta tem o objetivo de fomentar respostas à pergunta fundamental da epistemologia saussuriana, “o que é e o que faz um(a) linguista?”, e a explorar os ecos dessa questão na base epistemológica das ciências conexas. Que objetos, que dados empíricos, formalizados de que maneira e com que finalidade, interessam à prática linguística? De que maneira e em que medida esse marco teórico/epistemológico concebido a partir da obra de Saussure inspira, ainda hoje, a axiomatização ou a prática (ou a axiomatização da prática) das ciências da cultura? Convidamos aos autores interessados pela obra de Saussure a contribuir com este número da Fragmentum aportando os seus pontos de vista sobre a temática.

 

(Es) Ferdinand de Saussure ha sido una referencia esencial para las ciencias del lenguaje durante más de un siglo. Su extensa herencia intelectual se refleja tanto en la determinación del objeto de la lingüística como en la influencia que ha ejercido sobre otras disciplinas. La idea de la lingüística como ciencia “piloto”, bandera de la horizontalización de las ciencias de la cultura durante los años ’60/70, debe mucho, en efecto, a la obra de Saussure, que devino un gran centro de interés (teórico, epistemológico, filológico) en los últimos 5 decenios. En la actualidad, ese interés por Saussure mantiene su vigencia como una fuente de inspiración que orienta el trabajo de investigadores en diversas áreas del conocimiento. La estructura de su obra funciona a menudo, en efecto, como una matriz general de formalización, susceptible de ser exportada (con éxito variable) a distintos objetos de estudio dentro y fuera de la lingüística propiamente dicha. Sin embargo, la temática en torno a la formación del lingüista y, de modo general, a la formalización de la lingüística, es un problema que ha sido relativamente poco estudiado en la obra de Saussure. Este número se propone explorar esta vertiente temática (la formación del lingüista y la formalización de la lingüística) a partir de la heterogeneidad de las fuentes que componen la obra saussureana (CLG, notas de clase, publicaciones y manuscritos autógrafos) bajo las diversas ópticas de los investigadores que se inscriben en la línea de su herencia intelectual. Una propuesta que busca un acercamiento a una respuesta posible frente la pregunta fundamental de la epistemología saussureana, “qué es lo que hace (a) un lingüista?”, e invita a explorar la repercusión de esta cuestión en las bases epistemológicas de las ciencias conexas. ¿Qué objetos, qué datos empíricos, formalizados de qué manera y con qué finalidad, interesan a la práctica lingüística? De qué manera y en qué medida ese marco teórico/epistemológico concebido a partir de la obra de Saussure inspira, en la actualidad, la axiomatización o la práctica (o la axiomatización de la práctica) de las ciencias humanas? Invitamos a los autores interesados en la obra de Saussure a contribuir a este número da Fragmentum aportando sus puntos de vista sobre esta problemática.

 

(Fr) Depuis les premières décennies du XXè siècle, Ferdinand de Saussure a été une référence fondamentale pour les sciences du langage. Son héritage intellectuel a exercé une influence durable dans la détermination de l’objet d’étude de la linguistique et d’autres disciplines connexes. En effet, l’idée de la linguistique comme sciene « pilote », étendard de l’horizontalisation des sciences de la culture dans les années 60/70, doit beaucoup à l’œuvre de Saussure, qui devint un grand centre d’intérêt (surtout théorique et philologique) dans les dernières soixante années. Actuellement, cet intérêt prolonge sa légitimité en tant que source d’inspiration orientant le travail des chercheurs appartenant à diverses disciplines et courants théoriques. La structure de l’œuvre de Saussure fonctionne, en effet, comme une matrice générale de formalisation susceptible d’être exportée (avec un taux de succès variable) à d’autres types d’objet d’étude, à l’intérieur et à l’extérieur de la linguistique. Cela étant, la question de la formation du linguiste et, d’une manière plus générale, de la formalisation de la linguistique, est un problème qui ne semble pas avoir été épuisé comme thématique de recherche dans l’œuvre de Saussure. Ce numéro se propose d’explorer ce versant thématique (la formation du linguiste et la formalisation de la linguistique) à partir de l’hétérogénéité des sources qui composent l’œuvre saussurienne (CLG, notes de cours, publications, manuscrits autographes et autres) sous les diverses optiques des chercheurs s’inscrivant dans le sillon de son héritage intellectuel. Il s’agit d’une proposition qui devrait contribuer à s’approcher d’une réponse possible à la question fondamentale de l’épistémologie saussurienne, « qu’est-ce qu’un linguiste fait ? », et des retentissements de cette question dans la structure épistémologique des sciences connexes. Autrement dit : Quels objets, quelles données empiriques, formalisées de quelle manière et dans quel but, intéressent la pratique des linguistes ? De quelle manière et dans quelle mesure ce cadre issu de l’épistémologie saussurienne inspire, aujourd’hui, l’axiomatisation ou la pratique (ou l’axiomatisation de la pratique) des sciences de la culture ? On invite les chercheurs s’intéressant à l’œuvre de Saussure à contribuer à ce numéro en apportant leurs points de vue sur cette problématique.

 

CHAMADAS  ENCERRADAS

Fragmentum, nº 60, Jul.-Dez. 2022, Literatura

Título: António Lobo Antunes: narrativas sobre um mundo que arde

Organizadores:  Gerson Luiz Roani (Universidade Federal de Viçosa), Ana Paula Arnaut (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra), Raquel Trentin Oliveira (Universidade Federal de Santa Maria)

Prazo de envio: 1º de janeiro de 2022 a 30 de junho de 2022.

Ementa:

Nas últimas décadas, a obra produzida por António Lobo Antunes conquistou um público espantoso e crescente, ganhando edições e traduções sucessivas em diferentes línguas. Como reconhecimento desse êxito, em 2007, o escritor foi agraciado com o Prêmio Camões pela importância da sua produção. Assim, considerando-se a forte presença de António Lobo Antunes nos estudos atuais sobre a narrativa portuguesa contemporânea, justifica-se um número da Fragmentum dedicado ao autor de Esplendor de Portugal, dentre outros inúmeros títulos. Com base em Arnaut (2012, 2011, 2009) e Reis (2005), as produções de António Lobo Antunes manifestam importantes linhas de força ou tendências da Literatura Portuguesa contemporânea. A primeira dessas linhas revisita e desmitifica acontecimentos e figuras provenientes da história portuguesa. É o caso da representação da Guerra Colonial com seus dramas, traumas, “anti-heróis” e silêncios. O segundo traço a ser destacado consiste na utilização da paródia e da desconstrução, através das quais António Lobo Antunes cria narrativas marcadas por acentuado ceticismo acerca de um Portugal contemporâneo com suas agonias, fragilidades e contradições Pós-Coloniais. A terceira vertente escritural investe numa apurada reflexão sobre o processo de elaboração da narrativa, espécie de retorno sobre si mesma, focalizando a produção de gêneros como o romance e a crônica. Neste número da Fragmentum, desejamos reunir artigos que apresentem interpretações fecundas sobre a obra loboantoniana, que se revela instigante e atual em relação aos sombrios tempos em que vivemos, assinalados por distopias, fracassos individuais e coletivos, reificação do sujeito, neocolonialismos, violências de amplo espectro, mas também pela resistência e desconstrução crítica empreendida pela Literatura.

 

EM EDITORAÇÃO
 
Fragmentum, nº 59 , Jan-Jun. 2022. Linguística e Literatura
 
Título: Sentidos e interpretações sobre o Brasil, sobre os brasileiros e a brasilidade
 
Title: Meanings and Interpretations of Brazil, Brazilians, and Brazilianness
 
Organizadores:  Luiz Carlos Martins de Souza (Universidade Federal do Amazonas - UFAM) e Randal Johnson (University of California, Los Angeles - UCLA)
 
Prazo de envio: 01 de julho de 2021 a 31 de dezembro de 2021. 
 
Ementa:
(pt) Nosso objetivo neste número da revista Fragmentum é congregar análises linguageiras e literárias que pensem as ideologias e disputas de interpretação que nos constituem como povo, reunido sob os significantes “brasilidade”, “brasileiro” ou sobre suas expressões e disputas territoriais, regionais, étnicas, sociais, ideológicas, artísticas e políticas, dentre outras. Estamos interessados em estudos e interpretações sobre a brasilidade, as identidades brasileiras, suas discursividades, suas relações e contrastes com outros povos, sociedades, e grupos cujos processos de constituição e de expressão cultural, política, ideológica, e social possam ser cotejados. Pretendemos reunir trabalhos que proponham reflexões e interpretações sobre os efeitos, as implicações e os intérpretes do colonialismo, dos neocolonialismos, de descolonizações, ou sobre as formas de identificação, de subjetivação, de contra-identificação, de relações de poder e de resistência dos sujeitos e das sociedades do Brasil, a partir de produções, processos, materialidades e manifestações culturais, acadêmicas, artísticas e simbólicas de diversos domínios e temas.
 
(In) Our objective in this issue of the Fragmentum magazine is to bring together language and literary analyses that discuss ideologies and differences of interpretation that constitute us as a people, gathered under signifiers such as “Brazilianness” or “Brazilian,” or about our, territorial, regional, ethnic, social, ideological, artistic and political expressions and divergences. We are looking for studies and interpretations of Brazilianness and Brazilian identities, their discourse, their relations and contrasts with other peoples, societies, and groups whose processes of formation and cultural, political, ideological, and social expressions are appropriate for comparison. We intend to bring together works that propose reflections and interpretations about the effects, the implications and the interpreters of colonialism, neocolonialisms, decolonization, or about the forms of identification, subjectification, counter-identification, power relations and resistance of subjects and Brazilian societies, including productions, processes, materialities and cultural, academic, artistic and symbolic manifestations of different domains and themes.