Corpo Desfeito: Jarid Arraes e a escrita da perda

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/2179219490716

Palavras-chave:

Luto, Literatura Contemporânea, Psicanálise, Escrita, Jarid Arraes

Resumo

A partir do romance Corpo Desfeito (2022), de Jarid Arraes, o artigo aborda o luto e a escrita da perda por meio da narradora Amanda, que é submetida a uma série de violências. Na interface entre literatura e psicanálise, especialmente Freud, Lacan e Allouch, em diálogo com María Zambrano e sua releitura de Antígona, pontua-se breves questões sobre luto e criação com/na linguagem, considerando o (im)possível que é escrever/inscrever uma perda. A narrativa de Arraes revela como a travessia da perda desfaz um corpo, mas também instaura um movimento de abertura em direção à criação.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Janniny Gautério Kierniew, Universidade Feevale

Psicóloga e Psicanalista. Pós-doutora em Educação pela Universidade de Lisboa. Doutora e Mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Pós-doutoranda no Programa de Pós-graduação em Processos e Manifestações Culturais na Universidade Feevale com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS). É membro do Núcleo de Pesquisa em Psicanálise, Educação e Cultura (NUPPEC_Eixo 2/UFRGS) e do grupo de Pesquisa Práticas da letra: escrita, leitura, tradução, psicanálise (CNPq).

Cláudia Bechara Fröhlich, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Professora no Departamento de Estudos Básicos, Área Psicologia da Educação, da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), graduada em Psicologia, mestre e doutora em Educação; todas pela UFRGS. Integrante do Núcleo de Pesquisa em Psicanálise, Educação e Cultura (NUPPEC_eixo 2/UFRGS).

Daniel Conte, Universidade Feevale

Daniel Conte é bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq e coordenador do Programa de pós-graduação em processos e manifestações culturais da Universidade Feevale. Doutor em Letras pela UFRGS.

Referências

ADICHIE, C. N. Notas sobre o luto. Tradução de Julia Romeu. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.

ALLOUCH, J. Erótica do luto: no tempo da morte seca. Tradução de Procopio Abreu. Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 2004.

ARRAES, J. Corpo desfeito. 1. ed. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2022.

BUTLER, J. O clamor de Antígona: parentesco entre a vida e a morte. 1. ed. Florianópolis: Editora da UFSC, 2014.

COSTA, S. A. de C. O tempo do entremeio: a potência criadora da palavra poética em María Zambrano. Revista Synesis, v. 12, n. 2, p. 127-143, 2023.

FREUD, S. O incômodo. 1919. Tradução de Paulo Sérgio de Souza Jr. São Paulo: Blucher, 2021. (Série Pequena Biblioteca Invulgar).

FREUD, S. Luto e melancolia. 1917. Tradução de Marilene Carone. São Paulo: Cosac Naify, 2011.

GLEICH, P. A erótica do luto em tempo de morte seca. Correio da APPOA, v. 2, n. 7, Porto Alegre, set. 2015. Disponível em:< https://appoa.org.br/correio/edicao/248/a_erotica_do_luto_no_tempo_da_morte_seca/240> Acesso em: 28 jan. 2025.

LACAN, J. O seminário, livro 7: a ética da psicanálise. 1959/1960. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.

MIRA, V. T. Presentación. In: ZAMBRANO, M. Obras completas III. Edición revisada. Barcelona: Galaxia Gutenberg, 2011. p. 1101-1114.

SÓFOCLES. Antígona. Tradução de Donaldo Schüler. Porto Alegre: L&PM, 2021.

ZAMBRANO, M. La tumba de Antígona. 1967. In: ZAMBRANO, M. Obras completas III. Edición revisada. Barcelona: Galaxia Gutenberg, 2011.

ZAMBRANO, M. A tumba de Antígona. 1967. In: COSTA, S. Antígona de María Zambrano: destemor, subversão e criação poética. Filosofia Unisinos, v. 25, n. 2, p. 1-14, 2024.

Downloads

Publicado

2025-11-06

Como Citar

Kierniew, J. G., Fröhlich, C. B. ., & Conte, D. (2025). Corpo Desfeito: Jarid Arraes e a escrita da perda. Fragmentum, (65). https://doi.org/10.5902/2179219490716

Edição

Seção

Artigo