Corpo Desfeito: Jarid Arraes e a escrita da perda
DOI:
https://doi.org/10.5902/2179219490716Palavras-chave:
Luto, Literatura Contemporânea, Psicanálise, Escrita, Jarid ArraesResumo
A partir do romance Corpo Desfeito (2022), de Jarid Arraes, o artigo aborda o luto e a escrita da perda por meio da narradora Amanda, que é submetida a uma série de violências. Na interface entre literatura e psicanálise, especialmente Freud, Lacan e Allouch, em diálogo com María Zambrano e sua releitura de Antígona, pontua-se breves questões sobre luto e criação com/na linguagem, considerando o (im)possível que é escrever/inscrever uma perda. A narrativa de Arraes revela como a travessia da perda desfaz um corpo, mas também instaura um movimento de abertura em direção à criação.
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Referências
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