“Ó VINDE, BACAS!” A EXPRESSÃO CÊNICA E A ESCOLHA DA TRADUÇÃO

José Renato Mangaio Noronha

Resumo


A tradução de Jaa Torrano para o texto Bacas de Eurípedes propõe ao encenador contemporâneo à oportunidade de uma experiência dionisíaca a ser compreendida em um novo ambiente cultural. Ainda que seu contexto original proponha um mergulho arqueológico e antropológico sobre as tradições e manifestações do culto a Dioniso, a teatralidade contemporânea reconstrói sob novos referenciais a liturgia bacante que como pertencente a práticas culturais se modificou em seu percurso. No entanto, existe um saber iniciativo e fundamental a ser compreendido a partir do referencial enunciado pelo texto de Eurípedes e que encontra a precisão lingüística e poética em língua portuguesa no texto do professor Jaa Torrano. Tal saber desvela um conhecimento e ao mesmo tempo uma experiência com as palavras na narrativa sobre os cultos a Dioniso, requerendo assim a compreensão da linguagem escrita e do contexto cultural à que se refere. Ao mesmo tempo instiga ao artista e encenador que reconheça na experiência e na memória um caminho de compreensão mais profunda. Assim, a linguagem cênica mostra-se como caminho para a presentificação da experiência sobre o mito de Dioniso e as ações báquicas do texto. Tais ações precisam atingir o grau da performance para que se encontre a verdade sobre a representação, ou seja, o dito passe a ser concretizado pela cena como um rito para além da teatralização, o que já ocorre nas leituras de grupos e encenadores contemporâneos. O presente texto se propõe a reflexão entre a prática e a teoria no intuito de propor uma leitura cênica desta tradução.

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DOI: https://doi.org/10.5902/13763



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ISSN Versão Digital: 2179-2194
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