Eficiência de plantas de cobertura, controle mecânico e químico no manejo de Urochloa brizantha em sistema agroflorestal
DOI:
https://doi.org/10.5902/1980509896461Palavras-chave:
Controle de plantas daninhas, Plantas de cobertura, Sistemas agroflorestais, Urochloa Brizantha, Custo de manejoResumo
O estudo avaliou diferentes métodos de controle de Urochloa brizantha em um sistema agroflorestal em Rio Claro (RJ), com o objetivo de mitigar sua dominância e reduzir os custos com manejo cultural. As estratégias incluíram o controle cultural por meio do uso de espécies de adubação verde (em monocultivo ou em semeadura consorciada), o manejo mecânico por roçada e a aplicação de herbicidas. O experimento foi conduzido em delineamento em blocos ao acaso, com oito tratamentos e quatro repetições. A biomassa aérea de U. brizantha e das plantas de cobertura foi mensurada aos 60, 120 e 200 dias após a semeadura, juntamente com os custos operacionais e os efeitos sobre a regeneração natural espontânea. Os resultados demonstraram que o feijão-de-porco (Canavalia ensiformis) e o guandu-anão (Cajanus cajan) foram as plantas de cobertura mais eficazes na supressão de U. brizantha, com desempenho semelhante ao da mistura de leguminosas, porém com custos inferiores. O controle químico mostrou-se o método mais eficaz e de menor custo, embora não tenha proporcionado os benefícios ecológicos associados ao uso de plantas de cobertura. As espécies utilizadas como cobertura favoreceram temporariamente o estabelecimento de espécies herbáceas nativas, mas seu ciclo de vida curto limitou a eficácia a longo prazo. Conclui-se que o uso de leguminosas como plantas de cobertura constitui uma alternativa viável ao controle químico, especialmente quando se consideram os aspectos ecológicos e de sustentabilidade nos sistemas agroflorestais.
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