Avaliação dos aspectos relacionados às escolhas alimentares entre professores de centros educacionais infantis

Roberta Lamonatto Taglietti, Aline Cristina Lalana, Talita Menezes da Rosa, Carla Rosane Paz Arruda Teo, Fernanda Grison Confortin

Resumo


Objetivo: avaliar aspectos relacionados às escolhas alimentares e consumo alimentar de professores de Centros Educacionais Infantis Municipais. Metodologia. Estudo transversal descritivo quantitativo, do qual participaram 100 professores, respondendo a questionários sobre o motivo das escolhas alimentares e consumo alimentar. Resultados: O fator apelo sensorial foi atribuído com maior relevância para determinar as escolhas alimentares dos professores, seguido dos fatores saúde, conteúdo natural e controle de peso, associados com requisitos importantes para promoção de hábitos alimentares saudáveis. Os participantes consumiram com maior frequência alimentos in natura e minimamente processados. Esses resultados reforçam que o professor pode influenciar positivamente as escolhas alimentares das crianças no ambiente escolar. Conclusão: os professores podem ser influências positivas na formação de hábitos alimentares de crianças, mas ainda é preciso conscientizá-los sobre essa responsabilidade, preparando-os para abordar a alimentação na infância, especialmente em um momento em que se observa diminuição do compartilhamento familiar das refeições.


Palavras-chave


Professor; Hábitos Alimentares; Educação Infantil

Texto completo:

PDF

Referências


Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira: promovendo a alimentação saudável. Brasília: Ministério da Saúde, 2008.

Jomori MM, Proença RPC, Calvo MCM. Determinantes de escolha alimentar. Rev Nutr. 2008;21(1):63-73.

Bercini LO, Masukaw MLT, Martins MR, Labegalini MPC, Alves NB. Alimentação da criança no primeiro ano de vida em Maringá, PR. Cienc Cuid Saude. 2007;6(2):404-10.

Soares ACF, Lazzari ACM, Ferdinandi MN. Análise da importância dos conteúdos da disciplina de educação nutricional no ensino fundamental segundo professores de escolas públicas e privadas da cidade de Maringá-Paraná. Rev Saúde Pesqui. 2009;2(2):179-84.

Schmitz BAS, Recine E, Cardoso GT, Silva JRM, Amorim NFA, Bernardon R, et al. A escola promovendo hábitos alimentares saudáveis: uma proposta metodológica de capacitação para educadores e donos de cantina escolar. Cad Saúde Pública. 2008;24(2):312-22.

Pietruszynski EB, Albiero KA, Pöpper G, Teixeira PF. Práticas pedagógicas envolvendo a alimentação no ambiente escolar: apresentação de uma proposta. Rev Teoria e Prática da Educação. 2010;13(2):223-29.

Gomes DM, Bastos KPL, Souza ECG, Paixão JA, Arêdes EM. O papel da escola na formação do bom hábito alimentar. Rev Cien da Faminas. 2005;1(1):28.

Souza AM, Pereira RA, Yokoo EM, Levy RB, Sichieri R. Alimentos mais consumidos no Brasil: Inquérito Na¬cional de Alimentação 2008-2009. Rev Saúde Pública. 2013;47(1):190-9.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção da Saúde. Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico. Brasília: Ministério da Saúde, 2016.

Brasil. Ministério da Saúde. Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN): Relatórios Públicos do SISVAN. Brasília: Ministério da Saúde, 2016. Disponível em: .

Madruga SW, Araújo CLP, Bertoldi AD, Neutzling MB. Manutenção dos padrões alimentares da infância à adolescência. Rev Saúde Pública. 2012;46(2):376-86,

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Programa Saúde na Escola (PSE). Brasília: Ministério da Saúde, 2011.

Bizzo MLG, Leder L. Educação nutricional nos parâmetros curriculares nacionais para o ensino fundamental. Rev Nutr. 2005;18(5):661-67.

Steptoe A, Pollard TM, Wardle J. Development of a measure of the motives underlying the selection of food: the food choice questionnaire. Rev Appetite. 1995;25(3):267-84.

Heitor SFD, Estima CCP, Neves FJ, Aguiar AS, Castro SS, Ferreira JES. Tradução e adaptação cultural do questionário sobre motivo das escolhas alimentares (Food Choice Questionnaire – FCQ) para a língua portuguesa. Ciênc Saúde Coletiva. 2015;20(8):2339-46

Cohen L, Manion L, Morrison K. Research Methods in Education: RoutledgeFalmer. Teaching in Higher Education. 5. ed. London: Routledge; 2000.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Orientações para Avaliação de Marcadores de Consumo Alimentar na atenção básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2015.

Januszewska R, Pieniak Z, Verbeke W. Food choice questionnaire revisited in four countries. Does it still measure the same? Rev Appetite. 2011;57(1):94-8.

Guimarães G, Aerts D, Câmara SG. A escola promotora da saúde e o desenvolvimento de habilidades sociais. Rev Diaphora. 2014;12(2):88-95.

Mont’alverne DGB, Catrib AMF. Promoção da saúde e as escolas: como avançar. Rev Bras Promoç Saúde. 2013;26(3):307-8.

Davanço GM, Taddei JAAC, Gaglianone CP. Conhecimentos, atitudes e práticas de professores de ciclo básico, expostos e não expostos a Curso de Educação Nutricional. Rev Nutr. 2004;17(2):177-84.

Santos DLC, Cassimiro TC, Simony RF, Santos MB, Valente MLF, Olim SCV, et al. Avaliação nutricional e estilo de vida de educadoras de uma creche do município de São Paulo. Rev O Mundo da Saúde. 2011;35(4):454-8.

Marin T,Berton P,Espírito Santo LKR. Educação nutricional e alimentar: por uma correta formação dos hábitos alimentares. Rev Fapciência.2009;3(7):72-8.

Passos DR, Gigante DP, Maciel FV, Matijasevich A. comportamento alimentar infantil: comparação entre crianças sem e com excesso de peso em uma escola do município de Pelotas, RS. Rev Paul Pediatr. 2015;33(1):42-9.

Rosaneli CF, Spinelli SMC, Cunha TR. Bioética e infância: a alimentação como referência na atenção à saúde. Rev Iberoam Bioética. 2016;2(1):1-10.

Mondini L,Martins VA, Margarido MA, Bueno CRF, Claro RM, Levy RB. Evolução dos preços de alimentos em São Paulo, Brasil, 1980-2009: considerações sobre o acesso à alimentação saudável. Rev Inform Econ.2012;42(2):47-55.

Blanck HM, Yaroch AL, Atienza AA, Yi SL, Zhang J, Mâsse LC.Factors influencing lunchtime food choices among working Americans. Health Educ & Behav. 2007;36(2):289-301.

Moubarac JC, Martins AP, Claro RM, Levy RB, Cannon G, Monteiro CA. Consumption of ultra-processd foods and likely impact on human health. Evidence from. Public Health Nutr. 2012;16(12):2240-8.

Oliveira GMM, Andrade WM. O preço da obesidade. Rev Bras Cardiol. 2013;26(4):238-40.

Gallina LS, Teo CRPA,Szinwelski NK,Bohrz S, Grahl F,Albani G. Hábito alimentar do professor: importante elemento para a promoção da saúde no ambiente escolar. RevSimbio-Logias.2013;6(9):105-16.




DOI: http://dx.doi.org/10.5902/2236583430348

Direitos autorais 2018 Saúde (Santa Maria)

Acessos desde 08/08/2013.

   

 

Saúde (Santa Maria) ∴ revistasaude.ufsm@gmail.com

ISSN 0103-4499 ∴ eISSN 2236-5834 ∴ DOI 10592/22365834

Licença Creative Commons